sexta, 05 de junho, 2026
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Mato Grosso do Sul registrou o mês de agosto seco e quente. Não choveu nenhum milímetro em oito municípios. Em Campo Grande só choveu 54,7% da média histórica para o mês. Só em uma cidade, Miranda, choveu acima da média histórica dos últimos 50 anos.
Na Capital, segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul), só choveu em um dos 31 dias do mês passado. A chuva somou 17,2 mm, pouco mais da metade esperava para o mês (31,4 mm, considerando-se a média histórica).
Além da seca, o campo-grandense também enfrentou muito calor. A temperatura máxima bateu em 35,1º C no sábado. Por pouco, os termômetros quebraram o recorde dos últimos 26 anos. De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em 29 de agosto de 1988, a máxima na Capital foi de 35,8º C.
Em oito cidades não houve chuva em nenhum dia, apesar da média histórica oscilar entre 21 e 30,4 mm: Água Clara, Três Lagoas, Cassilândia, Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste, Aquidauana e Ribas do Rio Pardo.
A estiagem atinge outras regiões do Estado, conforme a meteorologista do Cemtec/MS, Cátia Braga. Nos municípios de Sonora e Coxim, na Região Norte de MS, só choveu um dia e somente 0,2 mm, contra a média de 21,6 e 35,8 mm, respectivamente.
Em Ponta Porã, na região sul do Estado, choveu 19 mm, 33% dos 57 mm esperados para o mês passado. Dourados, segunda maior cidade do Estado e um dos maiores produtores de grãos, só teve 7,4 mm de chuva, 16,7% dos 44,3 mm previstos na média histórica para o mês.
A estiagem deve acabar nesta semana. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê chuva de hoje até domingo em todas as regiões do Estado. No entanto, o calor continua e as temperaturas devem oscilar entre 17º C e 39º C até sexta-feira.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal