quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Geral

A+ A-

Seca e incêndios causam mortes de peixes e prejuízos às comunidades ribeirinhas no Pantanal

Icone Calendário

26 de junho de 2024

Icone Autor

Maikon Leal / Coxim agora

Continue Lendo...

Em meio a uma das piores secas da história recente, o Pantanal de Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário devastador. Uma baía inundável próxima ao rio Paraguai, principal bacia do bioma, transformou-se em um vasto lamaçal, onde centenas de peixes foram encontrados agonizando e morrendo. As imagens impactantes foram registradas pela pesquisadora Edilaine Arruda, da ONG Ecoa, na última quinta-feira (20), em uma área inundável no Porto Amolar, região de Corumbá (MS).

Segundo André Luiz Siqueira, diretor de programas e projetos da Ecoa, a seca intensa deste ano fez com que as áreas tradicionalmente alagadas secassem prematuramente, resultando na morte de numerosos peixes. “Esse registro é um presságio do que estamos alertando sobre o Pantanal. A secagem das baías faz parte do ciclo natural, mas isso aconteceu muito mais cedo do que deveria, especialmente em uma das regiões mais alagadas do Pantanal. Isso não é normal,” explica Siqueira.

A seca da baía não apenas tem um impacto ambiental significativo, mas também afeta social e economicamente as famílias ribeirinhas que dependem dessas áreas para sua subsistência. “As baías são fonte de renda para centenas de famílias ribeirinhas. Portanto, além do impacto ambiental, há um impacto social e econômico que pode se agravar daqui para frente,” relata Siqueira.

Seca e incêndios: um ciclo devastador

Novos dados científicos indicam que o Pantanal, a maior planície alagada do mundo, está se tornando cada vez mais seco, um cenário que favorece a propagação de incêndios. Um levantamento do Mapbiomas, a ser divulgado nesta semana, aponta que quase 60% do Pantanal foi atingido por incêndios nos últimos 38 anos. Em 2023, a área alagada ficou 61% abaixo da média histórica, agravando a situação.

A última grande cheia no Pantanal ocorreu há seis anos, e a falta de chuvas tem aumentado o poder de destruição das chamas. A área queimada neste ano já chegou a 627 mil hectares, superando os números de 2020, ano recorde de devastação no bioma. Imagens recentes nas redes sociais mostraram uma “muralha de fogo” do outro lado da margem do rio, onde ocorria uma festa de São João em Corumbá.

Governo decreta situação de emergência

Em resposta aos incêndios, o governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência no Pantanal. O decreto, publicado no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (24), abrange as cidades atingidas pelo fogo, permitindo que haja licitações sem edital para ações emergenciais.

Segundo dados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), até este domingo (23), a área queimada no bioma chegou a 627 mil hectares, com 480 mil hectares em Mato Grosso do Sul e 148 mil hectares em Mato Grosso. Este ano, a devastação já supera a de 2020, destacando a gravidade da situação atual.

A medida de urgência permite que os municípios mais afetados, como Corumbá, Ladário, Porto Murtinho e Rio Verde, solicitem inclusão no decreto de emergência, facilitando uma resposta mais rápida e eficaz por parte do poder público.

Situação alarmante

A situação no Pantanal é alarmante. A combinação de seca severa e incêndios está causando uma destruição sem precedentes, afetando tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais. É crucial que medidas urgentes e eficazes sejam tomadas para mitigar os impactos e proteger este bioma vital para a biodiversidade e para as populações que dele dependem.

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

Continue Lendo...

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

Continue Lendo...

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS