quinta, 04 de junho, 2026
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Após dois anos de aulas presenciais interrompidas pela pandemia, a expectativa era de que o ano letivo de 2022 seria de retomada da normalidade das relações escolares. As escolas, no entanto, se depararam com uma situação inédita de dificuldade de convívio e esgotamento mental dos alunos. Por isso, a saúde mental é vista como principal preocupação nesta volta às aulas.
Além das consequências do isolamento da pandemia, as dificuldades de aprendizado acumuladas nesse período trouxeram para os alunos ansiedade, frustração e estresse. Para evitar a repetição desse quadro, as escolas se preparam para trabalhar melhor as questões emocionais.
“O ano passado ainda foi muito atípico. Um ano em que vi muitos alunos com dificuldade na escola, o que gerou muito estresse e sofrimento. Eles chegaram ao fim do ano com dificuldade de serem aprovados, mudando de escola para passar de ano. E, isso traz um desdobramento importante para esse ano letivo”, diz o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista em infância e juventude.
Para ele, a frustração com os resultados escolares tende a acompanhar os alunos neste próximo ano letivo de 2023. Situação que é agravada, após a pandemia, quando muitas crianças e jovens perderam autonomia e segurança para lidar com os desafios comuns dessa fase.
“A defasagem é uma realidade em todas as escolas e regiões do país, mas não adianta despejar conteúdo e pressão em cima dos alunos. É preciso flexibilizar as cobranças e desafios escolares para que eles ganhem confiança e possam avançar”, diz.
O diretor de uma escola da zona sul de São Paulo, conhecida pelos bons resultados nos principais vestibulares do país, disse à Folha de S.Pailo, sob condição de anonimato, que os próprios professores pediram mais autonomia para administrar os conteúdos escolares por perceber que os alunos não estavam acompanhando.
Segundo ele, os docentes seguiram as recomendações da escola de manter o ritmo de anos anteriores e perceberam que os alunos estavam ficando frustrados e desanimados por não acompanhar. Ele contou que, ao fim do ano, percebeu um número muito superior de jovens diagnosticados com depressão ou ansiedade.
O diretor avalia que nem todos os casos estão relacionados a problemas escolares, mas reconhece que a escola não pode ter uma postura que possa agravar esses quadros. Por isso, disse que o colégio vai oferecer mais atividades artísticas e esportivas e reforçou o número de psicólogos.
A psicóloga Mara Rossi, que há 15 anos trabalha com adolescentes em fase pré-vestibular, conta ter recebido no fim de 2022 muitos casos de alunos com sintomas de burnout por conta das cobranças escolares e das atividades extras.
“São adolescentes que têm a agenda cheia, acordam e vão dormir com uma série de atividades: escola, reforço, curso de inglês, de redação, atividade física. Tudo vira uma cobrança. Não sobra espaço para o descanso e o lazer, que são necessários em todas as idades”, diz.
Para ela, não só as escolas devem ficar atentas com o excesso de cobrança, mas, principalmente, as famílias.
Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar pela USP, também destaca a importância das famílias se aproximarem e trabalharem em parceria com as escolas para promover um ambiente escolar mais saudável.
Para ela, a pressão em cima das escolas por resultados educacionais muitas vezes vem de uma cobrança dos pais em oferecer o melhor ensino para os filhos. No entanto, ela diz que é preciso olhar para a educação de uma maneira mais ampla.
“Bons resultados não são só aqueles que levam um jovem a uma universidade de renome. Bons resultados educacionais são aqueles que formam pessoas saudáveis, que vão saber conviver em sociedade. As famílias também precisam valorizar isso.”
Para os especialista, é fundamental que as escolas encontrem espaços e horários para trabalhar questões socioemocionais e para que os alunos possam relaxar. Eles reconhecem, no entanto, que esse é um desafio já que os colégios são cada vez mais cobrados a oferecer mais conteúdos e disciplinas.
A lei do novo ensino médio, por exemplo, prevê o aumento de 25% do tempo de aula em todo o país.
“São políticas muito bem-vindas, mas estão sendo implementadas de forma equivocada. Na prática, elas estão seguindo o caminho inverso do que fazem países desenvolvidos. Elas retiram os espaços de convivência para colocar mais conteúdo. Isso não vai se refletir em melhor desempenho, mas em mais estresse e falta de interesse com a escola”, avalia Tognetta.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS