quinta, 04 de junho, 2026
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Mato Grosso do Sul projeta uma colheita mais enxuta na segunda safra 2020/2021. Com longo período de estiagem, a oferta do grão deve ser menor em todo o País.
Com aumento da demanda e queda na oferta, a saca do milho mais do que dobrou de preço no Estado.
Conforme o boletim Casa Rural, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), nas primeiras semanas de junho, o preço médio da saca com 60 kg do cereal era de R$ 85,75, alta de 129,95% em relação ao valor médio de R$ 37,29, no mesmo período de 2020.
Os preços do cereal estão sustentados pela valorização no mercado internacional. “Os vendedores e compradores estão cautelosos na realização de negócios e de olho no resultado da safra.
A comercialização antecipada praticamente inalterada em relação à semana anterior mostra que os produtores estão com foco no acompanhamento das lavouras”, detalha o relatório.
Ainda segundo o documento, as cotações não significam que o produtor esteja recebendo efetivamente os valores. “Uma vez que há uma escassez de estoques de milho com o produtor neste momento”, avalia o boletim técnico.
As projeções para a colheita do milho safrinha ficaram menores.
Conforme estimativa do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS), a projeção é colher 9,013 milhões de toneladas de milho. Queda de 15% em relação ao ciclo anterior, quando a safrinha atingiu 10,618 milhões de toneladas.
A área plantada, no entanto, apresenta crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. Na safrinha 2019/2020, a área semeada foi de 1,895 milhão de hectares, a estimativa para a safra atual é de 2,003 milhões de hectares.
Enquanto a produtividade estimada é de 75 sacas por hectare, ante as 93 sacas por hectare colhidas no ciclo passado.
CHUVAS
Mesmo com as chuvas, algumas regiões, como sul e sudeste, já possuem 79% e 59%, respectivamente, dos cultivos classificados como “ruins”. A área de milho está sendo revisada pelo Siga e até o período de colheita será divulgada a confirmação da área plantada do Estado.
“Em algumas lavouras do Estado já podemos verificar a perda total por conta da estiagem e a queda de granizo. Alguns produtores já planejam gradear a cultura do que colher, haja vista que o custo com a operação das máquinas sem perspectiva de produção inviabiliza a continuidade do cultivo”, avalia o relatório.
As regiões oeste, centro, sul e Sudeste possuem as piores condições das lavouras, juntas representam mais da metade da área plantada do Estado.
O alerta de falta de chuvas para os próximos meses preocupa o setor. O prognóstico de precipitação acumulada indica que em junho são previstos até 130 mm de acúmulo e em julho até 80 mm.
“A precipitação indicada é menor do que a demanda hídrica exigida pela cultura no desenvolvimento do seu ciclo”.
O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, disse que o alerta de crise hídrica aponta para um período ainda mais seco.
“Com a falta de chuvas, já temos consolidada uma perda de 30% na safra de milho que está prevista para este ano. Essa é uma consequência imediata da crise hídrica”, explica Verruck.
NACIONAL
Na semana passada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o nono levantamento da safra de grãos 2020/2021. A estimativa é de que a produção atinja 262,13 milhões de toneladas de grãos no País.
As condições climáticas adversas registradas durante o cultivo da segunda safra afetaram as estimativas de produtividade nas lavouras.
A estimativa é de que a produção total de milho chegue a 96,4 milhões de toneladas no Brasil, sendo 24,7 milhões de toneladas na primeira safra, 69,9 milhões na segunda e 1,7 milhão na terceira, uma redução de 6% na comparação com o ano anerior.
“A queda esperada se deve, sobretudo, ao retardamento da colheita da soja e, em consequência, o plantio de uma grande parte da área do milho segunda safra fora da janela indicada”, pontua a entidade.a
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS