quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Geral

A+ A-

Saco do milho dobra de preço em Mato Grosso do Sul

Icone Calendário

14 de junho de 2021

Icone Autor

arquivo

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul projeta uma colheita mais enxuta na segunda safra 2020/2021. Com longo período de estiagem, a oferta do grão deve ser menor em todo o País.

Com aumento da demanda e queda na oferta, a saca do milho mais do que dobrou de preço no Estado.

Conforme o boletim Casa Rural, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), nas primeiras semanas de junho, o preço médio da saca com 60 kg do cereal era de R$ 85,75, alta de 129,95% em relação ao valor médio de R$ 37,29, no mesmo período de 2020.

Os preços do cereal estão sustentados pela valorização no mercado internacional. “Os vendedores e compradores estão cautelosos na realização de negócios e de olho no resultado da safra.

A comercialização antecipada praticamente inalterada em relação à semana anterior mostra que os produtores estão com foco no acompanhamento das lavouras”, detalha o relatório.

Ainda segundo o documento, as cotações não significam que o produtor esteja recebendo efetivamente os valores. “Uma vez que há uma escassez de estoques de milho com o produtor neste momento”, avalia o boletim técnico.

As projeções para a colheita do milho safrinha ficaram menores.

Conforme estimativa do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS), a projeção é colher 9,013 milhões de toneladas de milho. Queda de 15% em relação ao ciclo anterior, quando a safrinha atingiu 10,618 milhões de toneladas.

A área plantada, no entanto, apresenta crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. Na safrinha 2019/2020, a área semeada foi de 1,895 milhão de hectares, a estimativa para a safra atual é de 2,003 milhões de hectares.

Enquanto a produtividade estimada é de 75 sacas por hectare, ante as 93 sacas por hectare colhidas no ciclo passado.

CHUVAS

Mesmo com as chuvas, algumas regiões, como sul e sudeste, já possuem 79% e 59%, respectivamente, dos cultivos classificados como “ruins”. A área de milho está sendo revisada pelo Siga e até o período de colheita será divulgada a confirmação da área plantada do Estado.

“Em algumas lavouras do Estado já podemos verificar a perda total por conta da estiagem e a queda de granizo. Alguns produtores já planejam gradear a cultura do que colher, haja vista que o custo com a operação das máquinas sem perspectiva de produção inviabiliza a continuidade do cultivo”, avalia o relatório.

As regiões oeste, centro, sul e Sudeste possuem as piores condições das lavouras, juntas representam mais da metade da área plantada do Estado.

O alerta de falta de chuvas para os próximos meses preocupa o setor. O prognóstico de precipitação acumulada indica que em junho são previstos até 130 mm de acúmulo e em julho até 80 mm.

“A precipitação indicada é menor do que a demanda hídrica exigida pela cultura no desenvolvimento do seu ciclo”.

O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, disse que o alerta de crise hídrica aponta para um período ainda mais seco.

“Com a falta de chuvas, já temos consolidada uma perda de 30% na safra de milho que está prevista para este ano. Essa é uma consequência imediata da crise hídrica”, explica Verruck.

NACIONAL

Na semana passada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o nono levantamento da safra de grãos 2020/2021. A estimativa é de que a produção atinja 262,13 milhões de toneladas de grãos no País.

As condições climáticas adversas registradas durante o cultivo da segunda safra afetaram as estimativas de produtividade nas lavouras.

A estimativa é de que a produção total de milho chegue a 96,4 milhões de toneladas no Brasil, sendo 24,7 milhões de toneladas na primeira safra, 69,9 milhões na segunda e 1,7 milhão na terceira, uma redução de 6% na comparação com o ano anerior.

“A queda esperada se deve, sobretudo, ao retardamento da colheita da soja e, em consequência, o plantio de uma grande parte da área do milho segunda safra fora da janela indicada”, pontua a entidade.a

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

Continue Lendo...

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

Continue Lendo...

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS