quinta, 04 de junho, 2026
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Quinze jovens da Região Norte realizaram a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em outro período devido à fé religiosa. Havia uma sala específica para eles na escola Santa Tereza. Eles entraram ao meio-dia (12hs) e esperaram confinados até o por do sol para iniciarem a prova. Tal condição é uma questão religiosa comum entre adventistas do 7° dia e judeus ortodoxos que guardam o sábado. Dos quase nove milhões inscritos este ano, 69.396 alunos brasileiros tiveram esta condição diferenciada.
Mas este direito garantido pela constituição não foi tão fácil assim de ser conquistado pelo jovem Deivid do Nascimento Araújo, de Sonora, que não teve a sua ficha de inscrição com a distinção do horário de prova mesmo tendo descrito esta condição no momento que se inscreveu.
“Foram dias de angustia até a confirmação da minha prova. Foi muito stress, e tudo isso foi se intensificando a partir do dia 31 quando entrei em contato com o Ministério da Educação e a resposta não foi animadora. Esperei e-mail prometido, mas não obtinha esse retorno. Nos últimos dias com a ajuda de quatro advogados, dois de Sonora e dois cedidos pela Igreja Adventista entramos com mandato de
segurança. Porém um dos advogados me falaram que talvez não daria tempo do meu pedido ser julgado. Mas na sexta-feira, na véspera da prova consegui garantir meu direito e consegui realizar a prova após o por do sol conforme e-mail do MEC que me destinou à uma sala onde havia apenas eu e uma monitora” conta Araújo.
Para o jovem, caso o Ministério da Educação não lhe desse o direito de realizar a prova este ano, ele afirmou que aguardaria o próximo ano para aí sim realizá-la. “Poderia atrasar minha vida profissional, mas jamais adiar os planos de Deus na minha vida. Vale à pena honrar o nome dele e quando nos posicionamos o mundo todo olha para nós”, declarou aliviado.
Os demais sabatistas realizaram a prova em conjunto em outra sala, porém na mesma escola. Segundo o jovem também de Sonora, Wellington Bruno da Silva Copetti, em Coxim onde realizou a prova, os alunos conversaram, cantaram e ainda tiveram um momento para lanchar durante as 07hs de confinamento.
Na capital, o professor José Lino Souza Dias Neto, se inscreveu no Exame para poder passar esse tempo apoiando seus alunos. Ele aproveitou a oportunidade para testar suas habilidades nas matérias, mas o objetivo principal foi acompanhar seus alunos e dar aquele apoio moral e psicológico aos jovens. Em Campo Grande, conforme contou o professor, todos os sabatistas fizeram a prova na escola Joaquim Murtinho e ganharam um kit com lanche preparado pela Igreja, porém durante o confinamento, ninguém podia conversar, por isso alguns oraram e outros tiraram umas horinhas de descanso.
Para Nilda Vieira Franco que é coordenadora dos jovens de Sonora, o MEC deveria considerar essa questão religiosa e mudar a data, pois é desumano segundo ela, deixar os alunos confinados tanto tempo. Em Coxim onde os alunos realizaram a prova, o exame começou às 18hs, mas os alunos só iniciaram às 19hs para garantir a total retirada do sol, sendo que o encerramento ficou por volta das 22hs. Os alunos de Sonora voltaram para casa com um ônibus fretado pelo prefeito Yuri Valeis que entendeu e respeitou esses fiéis à lei bíblica deixada por Deus.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS