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Com expectativa de desenvolvimento para todo o Mato Grosso do Sul, a Rota Bioceânia também traz planos de crescimento para os municípios. O impacto direto é previsto para economia, negócios e industrialização, mas tem previsão de beneficiar ainda as áreas social, do turismo e da educação.
10 de julho de 2023
Conteúdo MS
Com expectativa de desenvolvimento para todo o Mato Grosso do Sul, a Rota Bioceânia também traz planos de crescimento para os municípios. O impacto direto é previsto para economia, negócios e industrialização, mas tem previsão de beneficiar ainda as áreas social, do turismo e da educação.
“O Governo do Estado tem sido extremamente parceiro dos municípios. A rota acaba influenciando toda uma região, não é só uma estrada, um local. Campo Grande tem se colocado como a entrada da rota e é importante para o turismo de Mato Grosso do Sul. Mas nós temos todos os municípios que participam do eixo de ligação com o Pacífico sendo impactados pela rota”, disse o governador Eduardo Riedel.
O município de Porto Murtinho é a porta de entrada da Rota Bioceânica, no Brasil, e um dos que prevê grande impacto econômico e social no Estado. “Porto Murtinho, que é efetivamente onde está a ponte e afunila praticamente toda a relação de transporte rodoviário naquela região. Um segundo porto é licitado e recebeu investimentos vultuosos do Estado para preparar o município para esta situação”, afirmou Riedel.
O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, atua para atender o aumento do fluxo de pessoas e a demanda por serviços diversos que podem surgir no município. “Estamos organizando a cidade, ampliando hospital, reformando e ampliando escolas. Porto Murtinho é o portal da rota, tudo que vai entrar no Brasil, tem que parar aqui”.
Outra frente de atuação no município, é do planejamento do novo Plano Diretor. “A previsão é de que a ponte fique pronta até março de 2025, mas prevemos um grande desenvolvimento nos próximos cinco anos. E estamos organizando para receber mercadorias do Chile, Argentina e Paraguai, além do mercado chinês”, disse Cintra.
O impacto também deve beneficiar outros municípios da região e ao longo do trajeto da rota. “Caracol, Jardim, e lógico, Bonito e Bodoquena com o turismo também vão se desenvolver. Os paraguaios e argentinos, que já procuram estes locais para passear, tenho certeza de que virão ainda mais”, afirmou o prefeito.
EducaçãoO desenvolvimento também tem reflexo direto na educação. “Entra também a nossa Universidade Estadual trabalhando cursos em Jardim, Tecnologia em Logística, preparando mão de obra específica. E temos o privado atuando como nós vimos em Porto Murtinho com hotel, posto, atendimento aos transportadores de cargas. Toda essa relação tem o apoio do Governo do Estado para apoiar os municípios que serão impactados positivamente pela rota”, disse Riedel.
Com foco na qualificação da mão de obra, a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) passou a oferecer o curso de Tecnologia em Logística, em Jardim. Os tecnólogos são formados em 30 meses (dois anos e meio). O curso passou a ser oferecido para atender a demanda da Rota Bioceânica com a formação de profissionais qualificados para as demandas específicas deste projeto estratégico de desenvolvimento do Estado. A turma, específica e única, ingressou na UEMS/Jardim por meio de processos seletivos – vestibular e Sisu – em 2021.
"A população local e das cidades vizinhas ao município de Jardim, tem acompanhado as ações desenvolvidas no curso, as discussões da imprensa e da divulgação em diversas esferas de governo e, mesmo a partir de relatos dos próprios estudantes, o interesse tem aumentado. Internamente, estão sendo discutidas possibilidades para que este curso seja futuramente reofertado”, disse a professora Daiane Alencar, coordenadora do curso.
O perfil do profissional formado no curso de Tecnologia em Logística, de acordo com o Projeto pedagógico da UEMS, é gerenciar as operações e processos logísticos; promover a segurança das pessoas, dos meios de transporte, dos equipamentos e cargas; articular e atender clientes, fornecedores, parceiros e demais agentes da cadeia de suprimentos; entre outras atribuições.
“A UEMS iniciou uma turma de Direito em Jardim, para capacitação relacionada às questões jurídicas fundamentais para a melhoria de qualidade de vida das pessoas. No âmbito da pesquisa e inovação a universidade coordena o projeto UEMS na Rota Bioceânica, que congrega mais de 150 pesquisadores em oito eixos de pesquisa e tecnologia, visando apresentar dados para a melhor tomada de decisão das políticas públicas", disse o reitor Laercio de Carvalho.
Neste projeto é elaborada uma proposta para confecção do Plano Diretor do município de Porto Murtinho, importante para os anseios de empresários e população em geral. "Por fim, a UEMS trabalha em ações de ensino, pesquisa, extensão e inovação para o futuro de Mato Grosso do Sul, com apoio irrestrito do Governo do Estado de MS", concluiu o reitor.
RotaPrevista para entrar em operação em 2025, a Rota Bioceânica se configura como novo eixo logístico da América do Sul, com o Estado em posição estratégica e central no caminho. A lógica comercial futura de Mato Grosso do Sul é construída baseada neste instrumento de integração entre o Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
A obra da ponte da Rota Bioceânica que ligará as cidades de Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, é realizada em várias frentes e registra atualmente avanço de 24,68% em nível geral.
Aproximadamente 450 pessoas trabalham no local, realizando diversas atividades nas duas margens do Rio Paraguai, que já começa a transformar todo o seu entorno com o andamento do projeto.
Boletim do Consórcio Pybra, divulgado no dia 4 de julho, apontou que do lado paraguaio 100% das estacas já foram firmadas, além de 96% dos blocos, 56% dos pilares e 40% da travessa. Já do lado brasileiro 92% das estacas já foram colocadas, 39% dos blocos e 6% dos pilares.
A ponte é fundamental para a Rota Bioceânica, corredor rodoviário que vai promover a integração geopolítica do Brasil, reduzir custos logísticos, tempo de viagem, além de promover novos investimentos em infraestrutura para o Estado, gerar novos empregos, oportunidades no setor de turismo, aumentar a importação e exportação, entre outros pontos.
No dia 6 de julho O Governo do Estado e o Governo Regional de Tarapacá, no Chile, firmaram acordo de colaboração para estreitar as relações institucionais, aproximar as economias e potencializar oportunidades de desenvolvimento com a implementação da Rota Bioceânica.
“Esta relação se estabelece com a nova rota logística. A partir do momento que o Mato Grosso do Sul se consolida como um grande exportador nacional, não só em grãos e minério, abre-se uma janela de oportunidades para importação de manufaturados que venham dos países asiáticos e cheguem ao Brasil, por Iquique. É uma relação de mão dupla. E cargas de valor agregado que vão para a Ásia certamente encontrarão na rota em Tarapacá e no município de Iquique, no porto, um aliado importante para poder fazer essa rota efetivamente funcionar a serviço da eficiência logística. Esse é o nosso objetivo”, finalizou o governador, Eduardo Riedel.
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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS