sexta, 05 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Cerca de trezentos rodos especialmente confeccionados por reeducandos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, mais conhecido como Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, foram doados para auxiliar na limpeza das áreas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Os rodos serão usados para remover a lama deixada pelas inundações, um esforço crucial para a recuperação das comunidades afetadas.
A produção desses rodos foi realizada pela empresa Pilatte Cadeiras, que tem um convênio com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) para a ocupação da mão de obra prisional há mais de 10 anos.

A entrega dos rodos aconteceu nesta quarta-feira (29), no Centro de Convenções Albano Franco, para que sejam levados até o estado do Sul do país.
Normalmente, a Pilatte Cadeiras, instalada dentro de uma das maiores penitenciárias de Mato Grosso do Sul, dedica-se à produção de cadeiras de fios.
No entanto, sensibilizado pela situação das enchentes no sul do país, o empresário Luiz Carlos Pilatte decidiu desviar temporariamente a produção para a confecção dos rodos, demonstrando um espírito de solidariedade e responsabilidade social.
A confecção dos rodos envolveu três internos diretamente na produção e outros reeducandos participaram do processo de carregamento das peças no caminhão, que transportou a doação até o local de entrega.
Durante a confecção dos rodos, foram feitos testes de eficiência na remoção de lama. Esta iniciativa não só forneceu ajuda essencial às áreas atingidas, como também destacou a importância da reintegração dos apenados através de trabalho produtivo e remunerado.
A empresa opera dentro da penitenciária produzindo cadeiras de fios, onde os reeducandos transformam pó de etileno, fibras de junco e ferragens em objetos de descanso e decoração, vendidos tanto dentro quanto fora do estado. A parceria com a empresa oferece aos apenados ocupação produtiva, remuneração e a possibilidade de remição de pena, permitindo-lhes adquirir habilidades que podem ser valiosas após o cumprimento de suas sentenças.
Para o diretor do EPJFC, Milson da Silva Caetano, a iniciativa não só demonstra a capacidade de adaptação e solidariedade das empresas envolvidas no sistema penitenciário, mas também demonstra a importância da utilização da mão de obra prisional em projetos que beneficiam a sociedade, promovendo a ressocialização dos detentos e contribuindo para causas humanitárias urgentes.
“Com essa ação, fica evidente o impacto positivo que a ocupação produtiva pode ter, tanto na vida dos reeducandos quanto na sociedade, promovendo uma reintegração mais humanizada e eficiente, além de mostrar o valor das iniciativas de responsabilidade social corporativa em tempos de crise”, afirma o dirigente.
A ação social, na opinião do diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, é um exemplo de como a união de esforços pode gerar benefícios concretos para a sociedade.
“Além de contribuir para a recuperação das áreas atingidas pelas enchentes, estamos proporcionando aos internos uma oportunidade de aprendizado e ressocialização. Através do trabalho, eles podem reconstruir suas vidas e devolver algo positivo para a comunidade", finaliza.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal