quinta, 04 de junho, 2026
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Se o avanço da epidemia do novo coronavírus não retroceder em Mato Grosso do Sul, ainda na primeira semana de abril, o Estado corre risco de ter mais de 30 mil casos confirmados da doença. Até ontem, quando saiu o último boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde) eram 16 confirmações, mas a tendência é que esse número dobre a cada dois dias. “O que nos espera é muito pior. Mas se Deus quiser, não vamos viver o que estamos esperando”, diz a integrante do COE (Comitê de Operações de Emergência) da SES, Mariana Croda, que avalia o pico de casos no Estado entre dentro de duas a três semanas. A situação prevista vai de encontro ao que afirmou o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, na última sexta-feira. Ele disse que a quantidade de casos deve aumentar exponencialmente entre abril e junho e começarem a cair a partir de julho. O sistema de saúde entraria em colapso, no entanto, já no mês que vem. “A gente já trabalha como se a gente vivesse esse avanço exponencial, mas os casos dobram a cada dois dias e pensando que o período de encubação da doença é de pelo menos 14 dias, dentro de duas a três semanas teremos o ápice da epidemia”, explica Mariana, que é médica infectologista. Mariana explica que os números atuais do Estado, assim como de todo Brasil, não correspondem exatamente à realidade. Isso porque a dinâmica de contagem dos casos foi modificada pelo Ministério da Saúde. No começo da epidemia, todos os casos, inclusive suspeitos, eram testados. Mas com a falta de kits de exame e dos testes rápidos, a prioridade passou a ser os pacientes graves ou que vieram de outros países. “Antes, examinávamos todos que haviam tido contato ou vínculo com alguém diagnosticado, mas agora somente casos graves, de UTI ou internados passam pelo teste”, afirma. E apesar de Mato Grosso do Sul, pelo menos até o momento, não ter apresentado casos de transmissão comunitária do vírus – que é quando não se sabe de quem ou como a pessoa pegou a doença – a declaração do governo federal, em portaria, de que o Brasil já está em estado desse tipo de proliferação, coloca Mato Grosso do Sul obrigado a adotar as mesmas medidas de contenção possíveis. Para o Mato Grosso do Sul, o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende faz, mais uma vez, o apelo. “Fiquem em casa!”. Ao Campo Grande News ele afirmou que “não pode perambular, o melhor tratamento hoje é ficar em casa, não há outro. Se você pensa em seus filhos, seus pais, em sua família, fique em casa!”, destaca.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS