quinta, 04 de junho, 2026
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Termômetros marcando próximo dos 40°C não refletem em problema apenas para o corpo humano: dispositivos eletrônicos também sofrem riscos de danos e, em alguns casos, até de explosão. Assim, em tempos em que esses itens são extensão do corpo humano – a exemplo dos telefones celulares – sul-mato-grossenses precisam ter cuidado redobrado com o manuseio deles.
Recentemente a Apple, que produz o iPhone, atualizou o manual do smartphone mais cobiçado sobre os perigos de dormir com o aparelho celular próximo da cama, caso ele esteja conectado à tomada. Segundo a empresa, esse hábito comum entre os usuários pode ser perigoso e resultar em ferimentos e até na morte.
A mesma recomendação é válida para o cabo de carregamento, que deve permanecer longe do corpo, especialmente da cabeça e do rosto, para evitar lesões durante a recarga. A atualização também recomenda que o usuário não deva dormir ou sentar sobre esses dispositivos, e evitar colocá-los sobre o cobertor, debaixo do travesseiro ou do próprio corpo enquanto a bateria é recarregada.
Todas as recomendações estão associadas ao calor gerado pelo próprio dispositivo durante o processo de uso e, principalmente, de carregamento. Com as temperaturas surreais registradas nas ondas de calor, a situação pode ficar ainda mais grave, acendendo o alerta com os gadgets.
E não são apenas celulares. Qualquer dispositivo eletrônico gera calor. Não é por menos que computadores e notebooks possuem cooler, um ventilador que ajuda a manter a temperatura de alguns itens no nível adequado, evitando, assim, danos ao equipamento.
Superaquecimento, um risco realO maior risco que o usuário corre ao dormir próximo ao aparelho está relacionado ao superaquecimento do eletrônico. Isso pode acontecer quando cobrimos o aparelho com algum objeto ou tecido, quando estamos expostos a locais muito quentes ou, ainda, com pouca ventilação. Outro problema, ainda mais comum e perigoso, é a utilização de carregadores paralelos, não recomendados pelo fabricante e, possivelmente, sem passar por testes do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) ou homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
“Na concepção do aparelho, o fabricante projetou um carregador com características técnicas de tensão, frequência e corrente elétrica de entrada e saída específicos para aquele aparelho. Então, se fazemos o uso de carregadores que não respeitam essas características, podemos levar o eletrônico ao superaquecimento”, explica ao Jornal Midiamax Emerson Bueno, engenheiro eletricista.
Segundo o especialista, estes mesmos riscos relacionados ao superaquecimento dos aparelhos celulares podem acontecer com notebooks, tablets, videogames portáteis, dispositivos de leitura digital e caixas de som portáteis.
Risco de danos e explosões são maiores no verão?Se esse tipo de acidente está relacionado ao superaquecimento de aparelhos, é muito importante, sim, redobrar ainda mais os cuidados com o eletrônico durante o verão ou dias quentes, como os que temos encarado em Mato Grosso do Sul.
“Quando os equipamentos eletrônicos são projetados, eles são especificados para funcionar em um intervalo de temperatura ambiente, por exemplo, de 0°C a 35°C. No verão, a temperatura máxima pode ser ultrapassada, o que pode contribuir para o superaquecimento, principalmente em um ambiente quente e fechado. O calor excessivo pode danificar a bateria do equipamento, aumentando o risco de explosão”, pontua Emerson.
Por isso, para evitar exposição aos riscos de danos e explosões, as recomendações são:

(Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax)
E no período de chuva, devo tirar os eletrônicos da tomada?É muito comum ter essa preocupação, já que crescemos ouvindo nossos pais e avós alertarem para os riscos de ter o aparelho eletrônico queimado durante longas tempestades. Sobre isso, o especialista explica que a probabilidade para riscos, ou não, está totalmente ligada à instalação elétrica do local.
“Se a instalação elétrica foi projetada e executada por profissionais habilitados, que levaram em consideração as normas técnicas aplicáveis, materiais que respeitem os padrões de qualidade exigidos e dispositivos de proteção elétricos adequados, não é necessário retirar o equipamento da tomada em dias de chuva”, finaliza.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS