quinta, 04 de junho, 2026
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O município de Rio Verde, na região da Rota Cerrado Pantanal, foi palco de um encontro que marcou um importante avanço na construção de um turismo mais acessível e inclusivo em Mato Grosso do Sul.
Com o tema “Turismo para todas as pessoas – Eliminando as barreiras atitudinais e construindo uma nova realidade para o Turismo de Mato Grosso do Sul”, o evento reuniu representantes do poder público, empresários, lideranças comunitárias e profissionais do setor. A iniciativa é da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), em parceria com instituições públicas e privadas.
A proposta foi promover uma reflexão profunda sobre a urgência de tornar os destinos turísticos mais acessíveis, indo além das barreiras arquitetônicas e abordando também os desafios atitudinais e de comunicação.
Durante o encontro, a coordenadora do Programa de Turismo Acessível e Inclusivo e gestora da Fundtur-MS, Telma Nantes de Matos, reforçou que o turismo deve ser visto como um direito fundamental.
“Falar em turismo acessível é falar de dignidade, autonomia e pertencimento. Não é mais possível ignorar as diretrizes existentes e as necessidades. O futuro se constrói com direitos garantidos, com atitudes, com políticas públicas para a construção de cidades e destinos acessíveis para todas as pessoas. O turismo do futuro é para todas as pessoas e o futuro começa aqui em MS”, afirmou.
A iniciativa segue as orientações da Lei Brasileira de Inclusão, da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e das diretrizes da Organização Mundial do Turismo. O objetivo é posicionar Mato Grosso do Sul como referência na construção de um turismo mais inclusivo e cidadão.
Com um público potencial de mais de 45 milhões de brasileiros com deficiência e cerca de 30 milhões de pessoas idosas, o evento destacou a força desse segmento no mercado de viagens e os desafios ainda enfrentados.
O gerente de Estruturação e Inovação da Oferta Turística da Fundtur-MS, Edson Moroni, ressaltou os avanços já alcançados e a visão de futuro do programa. “Estamos construindo um novo modelo de turismo, com base em inovação, acessibilidade e sustentabilidade. Não se trata apenas de uma adequação técnica, mas de uma transformação social, econômica e cultural", destacou.
Para o presidente da Fundtur-MS, Bruno Wendling, o projeto representa uma mudança definitiva de paradigma no setor. “A acessibilidade não é um favor, é um direito. E estamos assumindo esse compromisso como política pública de Estado. Queremos fazer de Mato Grosso do Sul uma referência nacional e internacional em turismo inclusivo, com impactos sociais, culturais e econômicos positivos para todos os municípios”, declarou.
Durante o evento, foram reafirmados os três pilares que norteiam o programa estadual:
Uma roda de conversa encerrou o encontro, promovendo uma escuta qualificada e reforçando o compromisso coletivo com a transformação dos destinos turísticos do Estado. A ação integra uma agenda contínua, que será levada a outras regiões de Mato Grosso do Sul, com foco na construção de destinos turísticos inteligentes, sustentáveis e acessíveis.
“A acessibilidade que falta é a cidadania que se nega. Estamos aqui para garantir que ela seja realidade. Mato Grosso do Sul está fazendo história”, finalizou Telma Nantes.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS