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repórter que, em 8 dias, viu mãe, pai e irmão falecer de Covid em MS

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21 de março de 2021

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G1/MS

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Em 8 dias, a doença devastou a família e deixou a jornalista Súzan Benites, de 31 anos, com a responsabilidade de enterrar mãe, irmão e, por último, o pai, em Campo Grande. Neste domingo (21), a caminho de buscar o namorado no hospital, ela ainda precisa dar a notícia do falecimento dos sogros e cunhado, além de informar que a própria mãe dele, está entubada após também ser infectada pela Covid-19.

Desde março de 2020, ela conta que a rotina da família era sair somente para "trabalho e mercado". No fim do ano, Súzan inclusive disse que passou o Natal e Ano Novo em casa e que somente o namorado, o também jornalista Bruno Nascimento, de 34 anos, era quem tinha permissão para entrar na casa, já que ele a levava no serviço e, diariamente, jantava na casa dos pais dela.

"Meus pais, todos nós, na verdade, sempre tivemos muito medo da Covid. Desde o primeiro momento, paramos de fazer tudo. Nós não recebemos mais nenhuma visita e inclusive tinha muita gente brava porque passamos Natal e Ano Novo só nós em casa. A única pessoa que colocava o pé aqui dentro era o Bruno, porque me levava ao trabalho e era a única pessoa que jantava conosco todos os dias", explicou a jornalista.

Com a mudança na rotina, Súsan também disse que todos tinham o hábito de retirar parte da roupa e o calçado já na entrada e ir direto ao banheiro. "Nós não tocávamos em nada e todos iam direto para o banho. Eu nem imagino onde pegamos essa doença. Eu também fui infectada, fiz exames, mas fiquei bem. Minha mãe tinha obesidade, mas meu pai não tinha absolutamente nada. Era doador de sangue fazia exames sempre e era saudável, assim como o meu irmão", comenta.

No fim do mês de fevereiro deste ano, Súzan conta que o pai apresentou sintomas e, após tentarem fazer o teste na rede pública, descobriram uma farmácia perto da casa deles, no bairro Aero Rancho, região sul da cidade, onde conseguiam fazer o teste rápido. O pai dela, Atanacildo Benites Nara, de 60 anos, então foi ao local, acompanhado do irmão dela, Rafael Francis Lima Benites, 34 anos.

"Meu pai ficou ruim uns 3 dias antes de fazer o teste. Ele não gostava de médico e todos nós tentávamos nos proteger da melhor maneira possível. Só que ele não estava nem gripado e mesmo assim não sentia fome, então comentei com o meu irmão no horário de almoço dele. Eu falhei: o pai não tá bem. Ele então disse que ia dar um jeito e conseguiu um encaixe lá nessa farmácia, no dia 1° de março. Fizeram o teste e deu positivo para os dois", relembrou a jornalista.

Família toda teve o diagnóstico no mesmo dia

 

Quando ambos chegaram em casa com a notícia, Súzan decidiu também fazer o teste, assim como a mãe dela e o namorado, já que era o único que frequentava a casa e tinha contato com a família. "A gente mora junto, então pensei que também poderíamos estar com a doença. E a mesma coisa o Bruno, que ficava na minha casa. Ele teve medo, então nos acompanhou para fazer o teste. Na segunda vez, foi ele, eu e minha mãe. Deu positivo para todos nós e daí tudo foi acontecendo muito rápido", contou.

Na mesma data, Súsan conta que comprou oxímetro, aparelho para medir pressão e termômetro. "Nós também levamos o meu pai no posto de saúde e mais tarde ele tinha que fazer um raio-X na UPA [Unidade de Pronto Atendimento], porque não é tudo no mesmo lugar. Ele disse que estava muito cansado e pediu pra voltar pra casa, entre um intervalo e outro. Eu vi que ele não estava bem e consegui convencê-lo a ir no mesmo dia. Lá eles perceberam que a oxigenação dele baixou absurdamente e assim que passou pela triagem, já o internaram", disse.

No dia 4 de março, Súzan recebeu a ligação e soube que o seria seria transferido para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HR-MS), que é referência no tratamento do novo coronavírus no estado. "Eu internei ele e nisso a gente foi pra casa. Todo mundo com febre, cansaço e, no domingo, meu irmão teve febre forte. Ele mesmo pegou o carro dele e foi para o hospital da Unimed. Lá ele só ia ficar em observação e, no máximo, em 36 horas voltava para casa", comentou.

Enquanto isso, Súzan disse que continuou a peregrinação, fazendo exames de raio-X, bem com o mãe e o namorado dela. "Lá apareceu que o nosso pulmão estava sem manchas e secreção e nos orientaram a continuar tomando os remédios. Só iríamos para o posto se acontecesse alguma coisa mesmo. Só que 2 dias depois desse exame minha mãe teve um pontada no peito e foi internada no HR, dia 9. Lá disseram que ela só ficaria na máscara de oxigênio e o boletim médico dizia que ela estava na enfermaria, pressão boa, corpo estável, tudo bem, só precisando de ajuda para respirar", relembrou.

Já na manhã do dia 12, Súzan fala que a notícia veio diferente, já que a máscara de oxigênio não estava sendo suficiente. "No mesmo dia, à noite, ela faleceu. A minha mãe era a pessoa que eu pensei que teria alta primeiro, porque falava que era só falta de ar mesmo, sem nenhuma piora aparente, sem infecção forte. Nisso eu estava falando com o meu irmão pelo whatsapp e, um dia antes dela falecer, ele foi entubado", falou

"O boletim do meu irmão falava que a resposta da intubação estava sendo boa e que ele estava evoluindo todos os dias. Na segunda, dia 15 de março, o boletim pela manhã falou ainda que ele estava bem, só que de noite ligaram falando que ele tinha falecido. O meu choque foi muito grande. Meu irmão tinha 34 anos, era jovem, tinha tudo para se recuperar e em nenhum momento disseram que a situação dele era ruim, só falavam em melhora progressiva. Não consigo acreditar até agora", lamentou.

 

 

Sabia que situação dele era grave, diz filha

 

Sobre o pai, ela disse que, desde o início, percebeu que a situação dele era grave. "No caso dele, uma médica me chamou e falou a verdade. Ela disse que o pulmão dele estava 80% comprometido, que os rins não estavam funcionando. A situação dele eu sabia que era muito ruim e ainda assim ele faleceu no dia 20, de madrugada. Pouco antes, coloquei a esperança no meu pai e senti que ele ainda estava ali por mim, então orei e disse a Deus que não queria ver ele sofrendo tanto. Estava sentada no sofá, olhando para o celular e aí veio a notícia da morte dele", falou.

Sem forças durante a caminhada, Súzan fala que chegou a "pedir a Deus para o coração parar". "Em 8 dias estava enterrando a minha mãe, meu irmão e depois meu pai. Toda a minha estrutura. E no dia da transferência da minha mãe, do posto de saúde para o HR, eu e o meu namorado vimos a ambulância dela lá na frente. Vi que o Bruno não estava bem e lá mesmo ele passou pela triagem e foi internado", comentou.

Neste domingo (21) Bruno deve ter alta médica. "A mãe dele também foi internada na última quarta-feira (17), pois apresentou os sintomas. Ela, infelizmente, também está intubada. Está sendo tudo muito horrível. Tive que pegar as minhas economias para fazer o enterro deles e resolver tudo praticamente sozinha. Saía de um hospital para contratar o enterro. Vi minha mãe de longe, com o caixão fechado, achando que ia contar para o meu pai e irmão e depois foi o enterro deles", disse, aos prantos.

Por fim, ela ressalta que a dor da perda é insuportável e o quanto é difícil passar por este momento. "Meu irmão era o meu maior parceiro, também enterrei ele sozinho. Dói demais, é insuportável o que eu estou sentindo. A gente era unido demais. Agora ficou só eu e nossa cachorrinha. Ela também está sentindo falta deles. Era uma casa rodeada de amor e agora não sei o que vou fazer da minha vida. Não tenho medo de entrar lá, de sentir a presença deles. Ainda tem o cheiro deles lá e é isso que me resta. Tínhamos planos, sonhos, projetos, ideias e agora não sei o que será de mim sem a presença deles", finalizou.

 

 

 

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal