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Região Centro-Oeste é propícia para formação de tornados

Não há uma estimativa de quantos tornados surgem ao longo de um ano, mas, segundo Ernani de Lima Nascimento, professor de meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul são estados em que podem haver mais ocorrências

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3 de outubro de 2014

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Em uma semana, dois tornados atingiram o Centro-Oeste do país, com ventos que provocaram um acidente que causou mortes em Mato Grosso do Sul e assustaram moradores de Brasília. Apesar de raros no país, os meteorologistas explicam que esse tipo de fenômeno é mais freqüente do que as pessoas pensam, e que os estados que compõem o Centro-Sul do Brasil formam a segunda região do mundo que mais registra condições climáticas propícias para a formação destes fenômenos.
Não há uma estimativa de quantos tornados surgem ao longo de um ano, mas, segundo Ernani de Lima Nascimento, professor de meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul são estados em que podem haver mais ocorrências, onde muitas delas nem são percebidas pela população.
No último dia 24, um barco-hotel afundou em Porto Murtinho, no Rio Paraguai com 26 pessoas a bordo ao ser atingido por um tornado momentos antes de atracar. Ao menos 11 pessoas morreram e ainda há desaparecidos.
Na quarta-feira (1º), outro tornado foi registrado nas proximidades do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, resultante de uma forte tempestade. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foi a primeira vez que este fenômeno foi documentado e confirmado no Distrito Federal. De acordo com Ernani, a formação de tempestades intensas nesta época do ano no Centro-Sul do Brasil pode culminar em tornados.
O professor cita um estudo publicado pelo americano Harold E. Brooks, do Laboratório Nacional de Tempestades Severas, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês). De acordo com a pesquisa, depois dos Estados Unidos, a região Centro-Sul do Brasil é a segunda que mais registra condições favoráveis para a formação de tornados. São entre 15 e 20 dias ao longo de um ano. O meteorologista afirma que novos tornados podem surgir no país até o início do outono, em março de 2015. “Durante a primavera e o verão, as tempestades ficam mais comuns. Nenhum estado está livre”, ressaltou.
Segundo a escala Fujita-Pearson o tornado tem sua intensidade medida entre F-0 e F-5, sendo a mais fraca com ventos entre 60 km/h e 117 km/h, e a mais forte com velocidade entre 420 km/h e 510 km/h – o suficiente para arrastar tudo o que houver pela frente e considerado o tipo mais mortal.
No Brasil, é comum o surgimento de tornados F-1, com ventos entre 117 km/h e 181 km/h. O de Brasília pode ser considerado um exemplar deste tipo. Mas no país já ocorreram tornados do tipo F-3 como em Indaiatuba, em maio de 2005, e Taquarituba, em setembro de 2013. 
Cuidados
De acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), caso você seja surpreendido por um tornado enquanto dirige por uma estrada em local descampado, basta alterar a sua direção de forma a desviar do local onde se observa o redemoinho.
Como ele pode mudar de direção e de velocidade instantaneamente, o instituto recomenda ainda que o desvio lateral no sentido transversal (90 graus) ao de deslocamento do redemoinho é a medida mais indicada. Mas, se as condições da estrada não permitirem escapar, é preciso abandonar o veículo e procurar um abrigo mais seguro em edificações resistentes. Pequenos cômodos, como um banheiro, podem oferecer melhor resistência aos ventos ou desabamentos. Em último caso, deitar-se em uma valeta ou depressão do terreno pode ajudar. É preciso cobrir a cabeça com as mãos, já que há perigo de a pessoa ser atingida por detritos.
Temporal em Coxim
Um forte temporal atingiu Coxim na tarde de quarta-feira (1º) e deixou a população muito assustada. A tempestade veio acompanhada rajadas de ventos fortes que provocaram muitos estragos e transtornos em várias partes da cidade.
Dezenas de árvores foram arrancadas pela raiz, várias casas ficaram destelhadas, outdoors foram destruídos. Muitas placas fixadas em fachadas de empresas também foram danificadas. Fios de baixa e alta tensão também acabaram rompidos. Na BR-163 os ventos fortes derrubaram um poste de alta tensão. Um barracão de um antigo depósito de madeiras ficou totalmente destruído e a cobertura de outro barracão foi arremessada às margens da rodovia.
O trânsito ficou caótico nas principais ruas e avenidas da cidade. O forte temporal aconteceu no final da tarde de quarta-feira (1º). (Carlos Pires)

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

4 de junho de 2026

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

 

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

 

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal