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Dois dias. Esse é o tempo que Luciana Cafure, de 32 anos, e o marido, Kelvin Felipe Gimenes da Silva, de 24 anos, têm para dar início ao tratamento de fertilização in vitro, procedimento que em breve será para o casal a única chance de aumentar a família e se tornarem pais.
24 de outubro de 2017
Midia Max
Dois dias. Esse é o tempo que Luciana Cafure, de 32 anos, e o marido, Kelvin Felipe Gimenes da Silva, de 24 anos, têm para dar início ao tratamento de fertilização in vitro, procedimento que em breve será para o casal a única chance de aumentar a família e se tornarem pais. Isso porque em poucas semanas, ela, que é médica da saúde da família em Campo Grande, vai travar a última batalha contra um câncer de peritônio, doença rara, descoberta em fevereiro deste ano e que a deixará estéril.
Luciana e o marido são casados há dois anos, mas estão juntos há sete. Há oito meses o casal decidiu aumentar a família e começou a fazer todos os exames necessários antes da gravidez. Entre um procedimento e outro, eles receberam o diagnóstico do câncer de peritônio.
Raro, a cada 100 mil pessoas, quatro são diagnosticadas com a doença que afeta o peritônio, uma membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal e recobre órgãos como o estômago e os intestinos, reto, bexiga e útero. Depois de descobrir a doença, Luciana e o marido tiveram de lidar com os obstáculos para o tratamento.
“O procedimento não é custeado por nenhum convênio. Brigamos muito para que houvesse a liberação. Ela já passou por duas cirurgias e falta a cirurgia curativa que custa R$ 150 mil. Conseguimos que o convênio cobrisse 70% e estamos pagando o restante”, afirma Kelvin.
A cirurgia está agendada. Será realizada em Campo Grande, no dia 14 de novembro. O procedimento deixará Luciana estéril e depois de feito, a alternativa do casal será a fertilização, que dura entre 10 e 12 dias.
Considerando as medicações necessárias, Luciana e o marido têm até quinta-feira (26) para dar início à reprodução humana assistida.
O tratamento é caro. Em uma das clínicas da Capital, custa R$ 23 mil. “Todo mundo pensa que médico ganha muito bem, mas sou médica da saúde da família e ainda estou pagando os 30% de todos os exames e cirurgias que já fiz, além dos 30% dos R$ 150 mil. Vem tudo descontado do meu salário e não recebo quase nada”, relata.
Kelvin, por sua vez, é estudante e trabalha como motorista autônomo. Com orçamento comprometido, não sobram recursos para a fertilização inv vitro.
“Sempre quis ser médica, casar de véu, grinalda e ter filho. A reprodução assistida é a única forma de completar esse sonho. Como preciso estar viva para ser mãe um dia, não posso desmarcar a cirurgia. Preciso fazer isso logo, então temos pouco tempo para o procedimento de fertilização”, explica.
Para conseguir recursos para a captação de óvulos e congelamento de embriões, o casal está vendendo um rifa no valor de R$ 5,00, que pode ser paga até por meio de depósito ou transferência bancária. O sorteio será no dia 5 de novembro.
Além da rifa, um bazar beneficente também será promovido pelo casal. Colaborações também podem ser feitas por meio de depósito nas contas do PayPaul&8203;, além do Banco do Brasil e Bradesco.
A conta no Banco do Brasil está em nome de Kelvin Felipe Gimenes da Silva, CPF: 05497958125, Agência: 1873-2, Conta Corrente: 45745-0.
No Bradesco o titular é Luciana Cafure, CPF: 00271633182, Agência: 5307, Conta Corrente: 838-9.
(Midiamax)
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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS