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Quase meio kg de ouro e 300 diamantes: como roubo milionário levou ao assassinato de policiais

Policiais Jorge Silva dos Santos e Antônio Marcos Roque da Silva foram executados dentro da viatura, e o autor morreu em confronto

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10 de junho de 2020

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Midiamax

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Foi na noite de 21 de maio que ocorreu o assalto a um ourives, no Centro de Campo Grande, cujo desfecho foi o assassinato de policiais civis de MS na tarde de terça-feira (9). Dois agentes da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), foram executados dentro da viatura ao investigar o roubo milionário.

Willian Dias Duarte Comerlato, de 30 anos, é suspeito de ter cometido o roubo e até tentou atirar no ourives, mas a arma falhou. Naquela quinta-feira, a vítima, de 59 anos, chegava ao estabelecimento por volta das 20 horas, e foi rendido ao subir as escadas por um encapuzado, que conforme as investigações seria Willian.

Na sequência, ele entrou com a arma de fogo em mãos, colocou nas costas do ourives e exigiu que entregasse a sacola que carregava.

Dentro da sacola, uma carga milionária: duas correntes de ouro 18k, uma de 43 gramas e outra de 28 gramas, mais 58 gramas de ouro 18k, 16 gramas de ouro branco e 265 gramas de ouro 24k, além de 300 peças de brilhantes, R$ 4,8 mil reais e duas lâminas de cheques.

Por questão de segurança, o valor estimado dos objetos não foi informado. No entanto, para se ter uma referência, a cotação geral do ouro no Brasil nesta quarta-feira (10) é de R$ 270,55 por cada grama.

A vítima chegou a contar para a polícia que logo após o assalto se virou e olhou para o assaltante, que ainda tentou atirar com o revólver. A arma, no entanto, falhou, e o suspeito fugiu. Na rua, um homem o aguardava em uma motocicleta. Segundo o ourives, a ação teria sido filmada, mas apenas o assaltante chegou a ser filmado.

Prisão e assassinato de policiais

O Midiamax apurou que o caso passou a ser investigado na Derf, que identificou Willian tentando vender o ouro, cotando valores com outros ourives. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, então ele foi localizado nesta terça-feira pelos agentes Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos, e Jorge Silva dos Santos, de 50 anos, em casa, e preso.

A partir daí, informalmente ele disse aos policiais que Ozéias Silveira de Morais, que segundo apurado pela Polícia Civil tinha grau de parentesco distante com Willian, o teria auxiliado no roubo.

Ozéias foi encontrado, mas, como era testemunha, foi levado na viatura descaracterizada sem ser algemado, para que não infringir a Lei de Abuso de Autoridade sancionada por Bolsonaro.

Foi na viatura que Ozéias sacou a arma de fogo, um revólver Taurus calibre 38, e atirou contra os dois policiais civis. A arma era guardada por ele em uma pochete e logo em seguida ele e Willian fugiram correndo pelas ruas de Campo Grande.

Flagrado em vídeo na fuga

Câmeras flagraram Willian fugindo algemado, pelas ruas na região central da cidade. Ele foi detido momentos depois. Já Ozéias abordou uma motorista que estava em um HRV e a fez refém. Com o revólver apontado para vítima, sentou no banco do passageiro e exigiu que ela dirigisse, saindo já na região da Nhanhá ao ver um táxi.

Ozéias entrou no táxi e teria ido para casa. Equipes policiais foram até a residência dele, onde perceberam sinais de que ele teria passado por lá e saído com pressa.

Já na madrugada desta quarta, agentes localizaram o suspeito no Jardim Santa Emília. Armado, ele ainda tentou atirar nos policiais, que revidaram. Assim, ele foi atingido, socorrido, mas morreu no hospital.

Pedido de prisão

Logo após a morte dos policiais e identificação do autor, delegados do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) pediram a prisão preventiva de Ozéias.

Mesmo após a morte dele, o pedido foi aprovado pelo juiz. Willian segue detido por força do mandado de prisão por violência doméstica e o roubo e a participação no homicídio dos policiais segue em investigação.

Com o caso, sobe para 3 o número de casos de assassinato de policiais em 2020 e a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul publicou nota de pesar.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS