quinta, 04 de junho, 2026
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O clima seco e a falta de chuva por períodos prolongados podem causar grandes impactos na vida da população, que vão desde as queimadas que já consumiram 3.977.000 hectares do Pantanal (Lasa/UFRJ) ao cultivo de alimentos que tem um tempo certo para plantio. Por esses e tantos outros motivos é fundamental fazer o monitoramento climático.
Ocorre que o pouco volume e a má distribuição das chuvas ocorridas até o momento estão ligados ao La Niña que rege a primavera 2020 e deixa a regularização da umidade tardia, segundo especialistas. Essa condição já era prevista pelo prognóstico climático da estação que começou em 22 de setembro e vai até 21 de dezembro, e indica tendência de estiagem para algumas regiões do País, incluindo a centro-oeste.
Mesmo com chuvas isoladas que foram registradas nos últimos dias em Mato Grosso do Sul, inclusive com a presença de granizo, raio e ventos fortes, a estiagem e a fumaça que encobrem o céu do Estado só serão combatidos com a chegada de chuva generalizada com acumulados acima de 10 milímetros, explica a coordenadora do Centro e Monitoramento do Tempo e do Clima, Franciane Rodrigues.
“Isso ainda não ocorreu, mas a promessa é que as chuvas retornem nessa segunda quinzena com maior efetividade. Nossa última chuva significativa com acumulados elevados ocorreu entre 16 a 22 de agosto. Desde então, até ocorreram chuvas com potencial de tempestade localizados, mas nada significativo para sairmos da condição de tempo seco”.
Quando se fala em grandes volumes de chuva toda expectativa se volta para as queimadas no Pantanal. Tendência de precipitação emitida pelo órgão, indica que a próxima quinzena será marcada pelo retorno das chuvas generalizadas e com grandes acumulados sobre Mato Grosso do Sul.
As chuvas mais intensas e significativas devem iniciar no período entre 14 a 16 de outubro, com acumulados de até 40 milímetros já possibilitando o fim da estiagem. O segundo período, entre 21 a 29 de outubro, promete acumulados maiores que podem chegar a 70 milímetros. O alerta para a população é que as chuvas estimadas para os próximos dias podem vir acompanhadas de eventos adversos como raios, chuvas intensas, ventos fortes e granizo.
Falando em temperatura, os primeiros dias de outubro quebraram recordes históricos com uma intensa onda de calor que atingiu diversas áreas do País. Por aqui, as máximas registradas foram de 44,6°C em Agua Clara e de 41°C em Campo Grande, ambas no dia 5. Apesar disso, o esperado para o trimestre é de que as temperaturas fiquem até 2°C abaixo da média histórica, podendo registrar índices de 22,5°C a 27,5°C, sendo as mais elevadas na região pantaneira.
Semana chuvosa em Mato Grosso do Sul
Nesta quarta-feira (14) o céu fica nublado a encoberto com possibilidade para pancadas de chuvas em todas as regiões. Os índices de umidade do ar ficam elevados com variação entre 80% a 40%.
Vento fraco a moderado em todas as regiões com possibilidade de rajadas nas regiões pantaneira, sudoeste, sul e central. Neste dia as temperaturas poderão variar entre de 20°C a 37°C no Estado, e para a Capital a mínima esperada é de 24°C e a máxima de 32°C.
Além desta quarta-feira, previsão emitida pelo Cemtec/Semagro indica que os próximos dias serão chuvosos no Estado, podendo ocorrer eventos adversos como chuvas intensas, raios, ventos fortes e granizo, sendo necessários alguns cuidados.
Não estacionar embaixo de árvores, placas de propaganda e torres de transmissão, pelo risco de queda; não subir em telhados; evitar pontos de alagamentos ou enxurradas temporárias, procurando rotas alternativas; procurar local seguro e esperar a chuva passar ou acender os faróis e dirigir devagar mantendo distância segura de outros veículos; não se abrigar embaixo de árvores, estruturas metálicas ou próximo a cercas de metal; não fique em pontos altos como morros ou topos de prédios; desligue eletroeletrônicos da tomada; após a chuva de granizo, o piso fica escorregadio, recomenda-se cuidado ao se deslocar.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS