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Geral
O programa está potencializando a bagagem de algumas vidas femininas oferecendo qualidade profissional, inserção no mercado de trabalho, independência e acréscimos na renda familiar
22 de abril de 2015
Ana Flávia Dorsa
Um projeto cujo modelo original é de origem canadense está revolucionando a vida de mulheres coxinenses. O programa Mulheres Mil teve início no Norte e Nordeste do país e é ministrado apenas pelo Instituto Federal. No MS teve início em 2012 nos institutos de Nova Andradina e Aquidauana e em 2013 em Ponta Porã e Coxim.
Inovador, o programa está potencializando a bagagem de algumas vidas femininas oferecendo qualidade profissional, inserção no mercado de trabalho, independência e acréscimos na renda familiar.
Para tanto, o Programa utiliza metodologia específica de acesso, permanência e êxito, que privilegia temas transversais para a formação cidadã, tais como: elevação da autoestima, saúde, direitos e deveres da mulher, comportamento sustentável, cooperativismo, inclusão digital, empreendedorismo e responsabilidade ambiental, promovendo a inclusão produtiva, a mobilidade no mercado de trabalho e o pleno exercício da cidadania.
Ou seja, além de aprender a técnica da cerâmica, por exemplo, elas têm aulas de cidadania, higiene pessoal, informática básica e matemática. O programa foi criado pelo governo para atender comunidades onde as políticas públicas não alcançaram.
A assistente social e supervisora do curso, Adriana Estábile Naressi diz que o curso ajuda as mulheres a saírem de situação de vulnerabilidade e extrema pobreza. O critério para ser inserido no programa é o cadastro no CRAS municipal e o cadastro único do governo federal, onde as mulheres recebem renda abaixo de um salário mínimo. Em Coxim estão sendo ministrados os cursos de cerâmica e de doces e conservas.
“Elas chegam tímidas acanhadas se acham incapazes principalmente quando se trata do curso de argila, mas com o tempo é possível perceber o quanto elas melhoram a auto-estima. Tem algumas que chegam aqui com problemas sérios, e o curso ajuda muito a superar as dificuldades das vida. Percebemos que o curso não trabalha só a arte da argila, mas dá um amparo além da sala de aula, das técnicas e teorias. Elas melhoram em todos os aspectos, é uma mudança de vida”, relata a supervisora.
Conforme Adriana, a primeira turma de argila se organizou e montou a associação “Mil Artes” que em breve funcionará na BR-163, onde a Prefeitura foi uma grande parceira e cedeu um espaço para dar lugar as peças produzidas.
Essas alunas pioneiras em Coxim já estão participando de feiras e recentemente estiveram na capital. Inicialmente contavam com a ajuda de terceiros, mas agora já andam com as próprias pernas. Nesta feira por exemplo, uma das artesãs foi convidada por um decorador para produzir peças especiais e com a grande encomenda, teve que convidar algumas colegas para auxiliar e realizar a entrega. As remessas não pararam mais e até hoje estão confeccionando para esse empresário.
“É muito gratificante participar desse trabalho tão humano. Fico admirada com o esforço de cada mulher para participar e continuar no curso, mesmo apesar das dificuldades e até da idade, algumas são senhoras. Não posso deixar de dizer, por exemplo, do empenho da dona Albertina que nunca faltou às aulas e de muitas outras que mesmo doentes, ou com qualquer obstáculo não deixaram se abater. Teve uma que me disse que nunca imaginou ser artesã e hoje assiste novelas para poder desenhar novas peças. E ela nunca desenhou nada, é muito interessante ver a criatividade”, contou Adriana.
As artesãs recebem todo o material para iniciarem o curso como lápis, borracha, pen drive, camiseta, avental, mochila e ainda uma bolsa de 2,50 por aula. Os cursos são projetados conforme o arranjo produtivo local, e provavelmente em breve deverá iniciar uma turma de biojóias. No total já se formaram 57 alunas e hoje outras 45 estão estudando. Geralmente a turma de argila tem carga horária de 160 horas e a de doces 200 horas.
A pedagoga Marcela Rodrigues diretora de ensino do IFMS campus Coxim agradeceu a grande colaboração que a professora Marta Silvério Nogueira deu desde o início, afinal quando a primeira turma foi iniciada em Coxim, ela foi uma docente voluntária e muito contribuiu com as artesãs. Hoje ela é contratada, mas sua trajetória será sempre memorável para a instituição.
O projeto continua fazendo muito para a vida das mulheres de Coxim. No mês de março, por exemplo, houve exposição no dia 07 em comemoração Dia da Mulher, evento promovido a Prefeitura que contemplou as artesãs. Na oportunidade duas delas foram convidadas a darem aulas no Centro de Atenção Psicossial (CAPS). Inseguras, consultaram a direção do curso, mas ganharam confiança e aceitaram o desafio, mostrando que o curso ainda está gerando oportunidades, mas muito mais que isso, novas mulheres.
Para finalizar Marcela cita o trecho de Cora Coralina que para ela retrata muito bem o programa Mulheres Mil: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”, para ela o ganho é muito maior para quem está à frente dessas turmas tão especiais.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS