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Produtos agrícolas retidos em apreensões de drogas começam a ser doados a produtores rurais em MS

Imprópria para consumo humano, a carga, que antes era descartada, está sendo usada para alimentar animais. Novidade é parte de um projeto piloto que pretende ajudar agricultores familiares em toda a região de fronteira entre Brasil e Paraguai.

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10 de maio de 2021

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G1MS

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Produtos agrícolas apreendidos em cargas de drogas em Mato Grosso do Sul ganharam, recentemente, uma nova destinação na região sul do estado. Os produtos, como milho e fécula de mandioca, que antes eram descartados após a apreensão, agora estão sendo, em partes, doados a produtores rurais. Impróprios para consumo humano, a carga está sendo usada para alimentar animais.

A novidade é parte de um projeto piloto que pretende ajudar agricultores familiares em toda a região de fronteira, e é uma parceria entre a Prefeitura de Ponta Porã, Polícia Federal e Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul). De início, 128 famílias serão beneficiadas. "Sabemos que os valores dos insumos estão muitos altos e isso deve diminuir bastante o custo final para poder passar essa ração para os animais", afirma Caio Augusto, secretário de Desenvolvimento Regional de Ponta Porã.

O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) é o responsável por grande parcela das grandes apreensões de drogas em Mato Grosso do Sul, graças à intensa fiscalização na fronteira entre Brasil e Paraguai. De acordo com o diretor do DOF, Wagner Ferreira, cerca de 90% dos entorpecentes são encontrados em meio a cargas de produtos agrícolas. "Quando o produto não tem reconhecimento pelo proprietário, ele é depositado em alguns silos da região, principalmente quando se trata de grãos. Depois, o judiciário define a destinação final do produto", comenta.

 

Maconha apreendida em MS estava escondida em sacas de fécula de mandioca — Foto: PRF/Divulgação

Maconha apreendida em MS estava escondida em sacas de fécula de mandioca — Foto: PRF/Divulgação

Em um dos casos, um caminhão levava maconha escondida em 18 toneladas de fécula de mandioca. Com os entorpecentes apreendidos, a justiça destinou o produto agrícola para 120 produtores de leite da região sul do estado. De acordo com o produtor Ginaldo Carvalho da Mota, a doação recebida foi utilizada para misturar à ração das vacas. "Veio numa hora que o produtor mais necessita, por causa do aumento do valor do grão", afirmou.

De acordo com a analista técnica da Famasul, Fernanda Oliveira, a ideia é de ajudar o produtor em tempos de dificuldade. "Insumos que venham para substituir e que diminuam o custo de produção ajudam o produtor a melhorar a sua rentabilidade e também a sua lucratividade", aponta.

Em outro caso, mais de 14 toneladas de milho foram utilizadas para esconder uma tonelada de maconha apreendida em uma rodovia no sul do estado. A justiça já autorizou que a carga seja distribuída para 33 agricultores familiares, representando uma economia de R$ 1 mil de ração para cada um.

 

"Vai ser uma benção pra nós. Temos galinha, mexemos com queijo... Vai ajudar muito, não só eu, mas como muitos outros produtores que sei que passam pela mesma situação", agradece o produtor rural Antônio Luís Santos.

 

Outro produtor, Vitor Carlo Neves, concorda com o colega de profissão. "Antigamente essas cargas apreendidas eram descartadas no lixão. Vivemos numa pandemia que trouxe tanto transtorno pra nós, agricultores familiares, mas essa notícia é muito boa e vem em boa hora pra atender nossa família", finaliza.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS