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Geral
A família denuncia omissão da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), já que não foram avisados sobre o estado de saúde do interno, que teria piorado na última semana.
1 de junho de 2023
(Midiamax)
Transferido há três anos de Rio Brilhante para o Instituto Penal de Campo Grande, um interno de 33 anos sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), perdendo a mobilidade, consequentemente, ele não consegue se alimentar, falar e estaria defecando nas vestimentas, sendo cadeirante após o derrame. A família denuncia omissão da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), já que não foram avisados sobre o estado de saúde do interno, que teria piorado na última semana.
A irmã, que preferiu anonimato, disse que a esposa de outro detento soube da situação e comunicou os familiares, que moram em Rio Brilhante. Os pais são idosos e há dificuldade em viajar até a Capital constantemente. Segundo ela, contrataram um advogado para entrar no caso e solicitar a prisão domiciliar.
“Ele está dependente da ajuda de outros presos, que dão comida na boca dele e o limpam quando defeca na roupa, mas ele está magro e já não consegue mastigar, o certo seria uma sonda. O advogado irá reunir a documentação para tirar ele dessa. Soubemos que ele foi levado para um posto de saúde, não foi encaminhado para um hospital, pois isso solicitamos que ele seja levado para um hospital particular e escolta policial”, disse.
Nesta quinta-feira (1°), a família prevê chegada na cidade para agilizar o processo e fazer visitação ao interno. “Ele está doente e estamos desesperados por ajuda”.
A esposa conta que o interno tem diagnóstico de tuberculose, que pode ter causado o AVC. “Ele foi preso por tráfico de drogas em 2018, pegou tuberculose e quase morreu no ano passado. Faz uns cinco dias que soubemos que o estado de saúde dele piorou lá dentro”.
Agepen negaEm nota, a Agepen informou que o presidiário recebeu atendimento médico na unidade prisional, foi encaminhado para atendimento de saúde externo [UPA Tiradentes] na última sexta-feira (26) e na terça-feira (30), nas duas vezes sendo liberado pelo médico para retorno à unidade prisional. “O interno possui a mãe cadastrada como visitante, bem como é atendido por advogado”.
Não houve confirmação sobre o estado, praticamente, vegetativo e sem condições para se alimentar sozinho, entretanto, a agência disse que a Ouvidoria pode orientar a família, uma vez que podem solicitar prisão domiciliar a assistência é feita pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
A regulação para um hospital seria de responsabilidade da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que também foi procurada pela reportagem, mas esclareceu que “não passa informações sobre o prontuário dos pacientes, uma vez que estes são documentos pessoais e só podem ser retirados pelo próprio paciente ou por alguém autorizado por ele”.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS