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Preservação do Pantanal depende Amazônia e Cerrado, diz pesquisador

Coordenador do MapBiomas diz que território pantaneiro tem características que se relacionam com outros biomas.

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11 de outubro de 2022

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Campo Grande News, Guilherme Correia

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De que forma o desmatamento na Amazônia e no Cerrado impactam no Pantanal? Para o coordenador do MapBiomas, Marcos Rosa, a própria posição geográfica do território pantaneiro influencia nas relações que tem com outros biomas. Por estar no centro do Brasil e da América do Sul, a planície depende da preservação de regiões onde os rios nascem, estes que ficam nos arredores.

“A localização do Pantanal depende muito dessa umidade que é gerada na região da Amazônia e que depois vem trazer essa chuva para a região Sudeste. A manutenção da Amazônia vai influenciar no Pantanal. O Pantanal é dependente da conservação da área também do Cerrado”, afirma o pesquisador.

Ao Campo Grande News, ele explica que o Pantanal vive seus anos mais secos da história e que a última grande cheia foi há quatro anos, em 2018. “De lá para cá, a gente está num período muito seco, muito preocupante. A situação é acelerada pelas ações humanas. É uma preocupação monitorar para ver o impacto disso e o quanto dessa seca pode ser agravada.”

“Todos os rios que vêm do Pantanal nascem principalmente no Cerrado e um pouco na Amazônia. Então, toda essa rota, que a gente chama de Bacia do Alto Paraguai, está nessa borda. Na medida que você desmata os entornos dos rios, você afeta tanto em quantidade quanto em qualidade da água que vai para o Pantanal.” 

Segundo ele, produtores rurais usam cada vez mais o espaço para transformar em pastagens, fator que é propiciado pela seca. Ou seja, quanto mais o Pantanal deixa de alagar, maior é a ação humana, que por sua vez, danifica ainda mais o bioma. "Quando seca o Pantanal, ele tem mais propensão ao fogo, como ocorreu em 2020. E mesmo a ocupação humana, de pastagens, ocorre nessas áreas que, no passado, alagavam."

Não valia a pena fazer investimento porque havia uma pastagem inóspita. A medida que deixa de alagar, o desmatamento vai cada vez mais para o interior do Pantanal”, destaca. Segundo o pesquisador, as monoculturas como soja e cana-de-açúcar são as principais vilãs do ambiente, já que exigem quantidade grande de água para serem cultivadas."

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2020, o Mato Grosso ocupou a primeira posição de estados com maior Valor Bruto da Produção (VBP) no setor da agropecuária, com R$ 118,06 bilhões no ano. Mato Grosso do Sul estava na sétima colocação, com R$ 40,16 bilhões. Quase metade da produção do País, cerca de 115 mil toneladas, era de soja.

Segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), 27,4% do Produto Interno Brasileiro (PIB) é composto pelo agronegócio. Em 2019, representava 26,6% do total.

Em março, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) publicou um estudo em que estimava que o agronegócio brasileiro alimentava cerca de 800 milhões de pessoas. Dados do ComexStat, do Ministério da Economia, mostram que a China responde por 73% das exportações brasileiras de soja, produto que representa mais da metade da produção agrária brasileira considerada no trabalho, com 135 milhões de toneladas.

Em reportagem publicada pelo Uol, o professor aposentado do Instituto de Economia da Unicamp e diretor-geral adjunto do Instituto Fome Zero, Walter Belik, ressaltou que o Inquérito Vigisan mostrou que 56% da população brasileira está em estado de insegurança alimentar. "Não dá para dizer que você está alimentando o mundo se você mal alimenta a população do seu país”, declarou.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Milho (Abimilho), das 88 milhões de toneladas de milho produzidas no Brasil durante a safra 2020 e 2021, apenas dois milhões foram diretamente para o consumo humano, enquanto que 55 milhões viraram ração animal e 22 milhões foram exportadas. 

Em relação à soja, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que de 135 milhões de toneladas da produção brasileira de soja em 2020, 17 milhões viraram ração, ao passo que outras 82 milhões de toneladas foram exportadas.

Fiscalização - Para Marcos Rosa, novas restrições são necessárias para manter o equilíbrio sustentável na região pantaneira, tanto na planície quanto nas “cabeceiras” do bioma. “Um planejamento dessa ocupação, respeito à legislação já existente e recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), áreas nativas e, principalmente, das nascentes dos rios. Evitar que sejam aterradas.”

Segundo ele, é preciso garantir que as áreas protegidas tenham preservação e que haja um controle de redes hidrelétricas, por exemplo, que podem deixar rios mais rasos e diminuir a vazão de água. “Isso também acontece nas pequenas redes hidrelétricas que, apesar de serem centrais que teoricamente funcionam a fio d'água, ainda assim, afetam a vazão dos rios e se corre o risco de mexer no fluxo hídrico.”

“Toda a diversidade está acostumada com o período de seca e cheia. É como o Pantanal funciona. Então, o Pantanal depende dessas chuvas, depende da água produzida nas cabeceiras.”

Segundo ele, cerca de 50% da reserva é protegida, mas esta porção está se mostrando “insuficiente” para a proteção como um todo. No Mato Grosso, há legislação em trâmite para que se proíba cultivo de soja e cana dentro da área de planície. Desta forma, Rosa avalia que as próprias secretarias estaduais não têm capacidade de coibir práticas danosas ao ambiente, já que estão contempladas na atual legislação.

“O grande problema é que parte desse desmatamento está sendo autorizado. Quando os fiscais vão a campo e veem que tem uma autorização para o desmatamento, é preciso haver uma revisão da legislação. Além disso, o órgão federal deixou de atuar, nos últimos anos, é uma consequência do desmonte e a gente tem cobrado muito a ação dos estados", opina.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS