quinta, 04 de junho, 2026
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As irmãs, Ramona Marim Reinoso, 59 anos, e Maria Marlin Reinoso, 63 anos, que foram presas por maus-tratos a animais viviam com quase 189 bichos em casa em meio a muita sujeira, ratos e baratas numa casa de madeira em risco iminente de queda.
O mandado de busca e apreensão foi cumprido ontem (23) por policiais da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) e com apoio da Prefeitura, na Rua José Paes de Farias, no Jardim Jacy, em Campo Grande.
Durante a limpeza na residência realizada por equipes da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), foram apreendidos 143 galos e galinhas, 30 pintinhos, 1 pitbull, três lhasa apso, 1 porquinho da índia, 2 gatos, cinco aves exóticas, dois patos e dois pombos.
Segundo o auto de prisão em flagrante, os cachorros e os gatos encontrados desnutridos e debilitados eram mantidos presos dentro de um cômodo, sem acesso à luz do sol e em razão disso apresentavam lesões de dermatite úmido.
As duas passaram por audiência de custódia na Justiça nesta manhã e a juíza May Melke Amaral Penteado decidiu pela liberdade provisória. Desde 2012, a polícia e os órgãos de saúde tentam resolver a situação das duas mulheres, que vivem em situação deplorável, mas sem sucesso.
Ontem, segundo a polícia, a casa seria demolida depois que a prefeitura fizesse a limpeza. Hoje de manhã ainda foi encontrado muita sujeira no local. Os animais foram recolhidos por equipes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Ainda não há informação para onde as irmãs serão levadas.
Equipes do CCZ fazendo a limpeza do espaço (Foto: Ana Oshiro)
Preocupação - Segundo vizinho de 33 anos, que não quis se identificar, hoje de manhã foi visto um carro da vigilância sanitária da residência. Ele não sabe se vão demolir a casa, mas espera que o espaço não vire abrigo de usuários de drogas. “Não sei como está a situação desse terreno. Não sei se vão demolir. Em 2018 fizeram a limpeza também, mas as irmãs voltaram e começaram a acumular coisas novamente”, disse.
Amiga de Ramos, uma das irmãs presas, Rosemeire Farias da Silva, contou que as irmãs vivem sozinhas, ninguém ajuda e reclamou da ação da polícia e da Prefeitura. “O pessoal só sabe meter o pau. Os vizinhos são umas cobras. Elas precisam de ajuda, viviam neste espaço com dificuldades e cozinhavam em um fogão improvisado”, lamentou.
Segundo a assessoria de imprensa da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), as irmãs estão inseridas no cadastro único, recebem auxílio emergencial e assistência por parte do Cras (Centro de Referência da Assistência Social).
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS