quinta, 04 de junho, 2026
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O prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha de Oliveira (PSDB), morreu na madrugada desta quarta-feira (1) em Campo Grande, após passar por uma cirurgia para corrigir um aneurisma da aorta abdominal. Ele passou mal na segunda-feira (30), sentindo dores na perna e na barriga, sendo transferido à Capital no mesmo dia, de avião.
Segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura corumbaense, Ruiter sofreu várias paradas cardíacas no pós-operatório e oscilação constante da pressão arterial. Além disso, os medicamentos aplicados não surtiram efeito no prefeito, que não resistiu e teve morte confirmada às 0h28, cerca de seis horas após o fim da operação.
Ruiter tinha problemas de pressão arterial e, por isso, a previsão era de que só atingisse as condições para a cirurgia nesta quarta. Porém, os médicos viram que ele estava apto já nesta terça-feira (31) e realizaram o procedimento no Proncor, terminando o trabalho por volta das 18h15. O prefeito recebeu uma prótese na aorta.
Secretários municipais acompanharam o chefe do Executivo corumbaense em Campo Grande, entre eles o secretário de Saúde, Rogério Leite, que foi quem fez o primeiro atendimento a Ruiter, ainda em Corumbá. A cirurgia foi avaliada como bem sucedida, mas ainda havia a preocupação com o pós-operatório, período crucial na recuperação.
Ele ficaria sedado, sem contato com visitantes e sob observação dos médicos na CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Proncor por 24 horas, para avaliar os efeitos da cirurgia. O problema de saúde detectado em Ruiter causa até 90% de mortalidade, sendo que na maioria das vezes os pacientes nem sequer conseguem chegar ao hospital.
O corpo do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira vai ser sepultado às 08 horas desta quinta-feira, 02 de novembro, no jazigo da família no Cemitério Santa Cruz, que fica na rua Dom Aquino Correa. O velório já é realizado na sede social do Corumbaense Futebol Clube, na avenida General Rondon. Os primeiros momentos são reservados para a família. Posteriormente, será aberto ao público para que a população possa prestar as últimas homenagens e se despedir do chefe do Executivo corumbaense.
Vida política - Eleito prefeito em 2004 pelo PT, Ruiter nasceu em Corumbá no dia 24 de janeiro de 1964 e lá fez seu berço político, tanto que foi reeleito em 2008 e, em 2012, viu o PT eleger Paulo Duarte como seu sucessor na prefeitura.
Antes de político, Ruiter era auditor fiscal do Estado. No período em que José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, foi governador, Ruiter chegou a ocupar o cargo de superintendente de Adstração Tributária.
Em 2014, ele foi candidato a deputado federal, tendo recebido 18.502 votos. A 26ª posição nas urnas garantiu a ele a primeira suplência da coligação. Porém, em 2015, alegando perseguição no partido, Ruiter se desfiliou do PT e foi parar o PSDB, onde contou com o apoio do governador Reinaldo Azambuja.
Com o apoio tucano, Ruiter conseguiu ser eleito em 2016 prefeito de Corumbá pela terceira vez. Ele derrotou nas urnas justamente Paulo Duarte, que também saiu do PT, mas foi para o PTB. Esse era o primeiro ano de Ruiter à frente do novo mandato como prefeito de Corumbá, tendo como vice-prefeito Marcelo Iunes (PTB).
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS