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Geral
Para criar meios de reaproximação cultural de crianças e adolescentes indígenas da etnia Ofaié, o Governo do Estado realiza ações específicas na extensão da Escola Estadual Debrasa, localizada na aldeia, em Brasilândia.
6 de agosto de 2023
Natalia Yahn, Comunicação Governo do Estado
Para criar meios de reaproximação cultural de crianças e adolescentes indígenas da etnia Ofaié, o Governo do Estado realiza ações específicas na extensão da Escola Estadual Debrasa, localizada na aldeia, em Brasilândia.
Com foco na revitalização da língua Ofaié, a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) – em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação) –, desenvolve o projeto de meliponicultura, com a criação de abelhas sem ferrão.
O trabalho é parte do projeto de preservação cultural da língua materna e também dos costumes da etnia. O povo Ofaié é conhecido com o ‘povo do mel’, pois conhecem as abelhas de cada espécie, cultivam produtos e têm hábitos alimentares específicos.
A capacitação em apicultura para adultos já era realizada na aldeia há dois anos e recentemente foi iniciado o curso de meliponicultura para os dez alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental, da Extensão Ofaié da unidade da REE (Rede Estadual de Ensino).
“Para os alunos da escola o projeto é um resgate da cultura e da língua materna. É tudo na escola, que fica na reserva. E as aulas práticas são na sala de aula aberta, que é no meio das árvores. Estamos na fase de preparar as armadilhas para captura das abelhas e eles amam. É um momento de aprendizado, de forma leve”, disse a engenheira agrônoma da Agraer – responsável pelo projeto –, Francielle Malinowski.
O projeto oferece suporte pedagógico para contemplar o conteúdo no currículo escolar e assim contribuir para fortalecer a língua e a cultura Ofaié.
“As crianças e os professores estão adorando. É uma atividade pedagógica de extrema importância para revitalizar a língua e a cultura do povo. As crianças que não tinha mais essa vivência com os pais, agora estão obtendo na escola. E assim trazemos de volta esse referencial, o sentimento de pertencimento”, explicou o assessor pedagógico Fernando Azambuja de Almeida.
A revitalização da língua é um processo a longo prazo, com previsão de ocorrer no período de 10 a 20 anos. “É lento, mas observamos o desenvolvimento dos alunos. O professor indígena, que fala Ofaié, se comunica com frases na língua indígena. As crianças falam a numeração, e os cumprimentos, como o “bom dia”. E agora eles levam isso pra casa, para conversarem com os pais”.
Os alunos, sob a supervisão da engenheira, atuam na captura do enxame, e a previsão é de que a produção de mel seja efetiva nos próximos meses. “As crianças participam, ficam empolgados fazendo as armadilhas. E esta época é propícia. No início da primavera a gente vai passar as abelhas para as caixas específicas. A previsão é ter no mínimo dez caixas até o fim do ano”, afirmou Francielle.
O mel deste tipo de abelha é muito valorizado para consumo e tem propriedades farmacológicas para evitar e tratar doenças respiratórias. “A produção é pequena, mas tem grande procura. Os indígenas coletam da floresta. O projeto de apicultura tem 12 participantes e agora, com o meliponário, as crianças podem contribuir, é possível manter o manejo adequado e o cuidado inclusive próximo das residências, pois não existe perigoso e todos participam”, explicou a engenheira agrônoma da Agraer.
Línguas indígenas
Para atender a Década Internacional das Línguas Indígenas (International Decade of Indigenous Languages – IDIL 2022-2032) proclamada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o Governo do Estado desenvolve o Plano Estadual para a Década das Línguas Indígenas, como forma de preservar a cultura das comunidades que vivem em Mato Grosso do Sul.
Com 80 mil indígenas de oito etnias – guarani, kaiowá, terena, kadwéu, kinikinaw, atikun, ofaié e guató –, o Estado tem a segunda maior comunidade do Brasil.
O Plano Estadual das Línguas Indígenas prevê atuação específica para as três línguas em vias de extinção que são kinikinau, ofaié e guató, além da Língua Terena de Sinais, que é a única língua indígena de sinais reconhecida no Brasil.
O Governo do Estado, por meio da SED, também produz materiais didáticos para alfabetização e letramento de crianças indígenas nas línguas Guarani, Kaiowá, Kadiwéu e Terena.
A adequação linguística de material didático para as quatro línguas indígenas foi anunciada em maio deste ano como parte do “Alfabetiza MS Indígena”, uma ramificação do programa MS Alfabetiza, criado em 2021 e em prática na rede pública de ensino desde o início do ano passado.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS