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Porque os homens agridem as mulheres

Não são todos “os homens” que agridem ou abusam.

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2 de outubro de 2023

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Glenda Melo

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Antes de mais nada, talvez valha a pena fazer aqui uma justa menção honrosa a todos os homens que não agridem nem abusam das mulheres, enfatizando que, obviamente, não são todos “os homens” que agridem ou abusam.

 Não é possível prever o impacto que vai ter na vida de cada mulher uma agressão. Mas, sim, uma mulher gravemente agredida pelo companheiro vai enfrentar dificuldades para recuperar sua vida, para confiar nas pessoas e até para confiar nela mesma novamente. As consequências dessas agressões podem ser sequelas físicas, emocionais ou psicológicas. E podem ser marcas muito profundas, que podem demorar anos para aparecer.

 Quando uma mulher é agredida pelo seu companheiro não é só sobre a agressão que devemos refletir e nos indignar. É sobre essas agressões virem daqueles que prometaram proteger essas mulheres e quando esse ciclo de confiança é quebrado causa na mulher uma frustração e a desesperança em relacionamentos futuros. É mais que trauma, é uma ferida aberta que essa mulher carregará consigo por toda vida.

 Mas, vamos buscar respostas para a pergunta tema da nossa matéria: “Porque os homens agridem as mulheres?”

 A violência sofrida pela mulher vai além de tudo aquilo que sabemos sobre a primeira hipótese, que o Patriarcado é responsável, desde a época das nossas avós em que elas eram completamente submissas aos seus maridos, muitas vezes se sujeitando a diversas formas de violência sem poder esboçar qualquer tipo de reação.

 Outra hipótese também é do ambiente que esses homens foram criados. Lembramos que em muitos casos alguns homens foram criados em ambientes violentos vendo suas mães e irmãs passando por algum tipo de violência e dessa forma deram continuidade para este ciclo  não conseguindo assim interromper.

 Muitos também praticam a violência por entenderem que a mulher é sua propriedade, de que ele é detentor de sua vida, fazendo com que ele tenha poder sobre a vida da sua companheira, tirando dessa mulher qualquer poder de decisão e escolhas sobre sua própria vida.

 São inúmeras as hipóteses que podemos falar aqui sobre os motivos que levam os homens a agredirem mulheres: seja covardia, seja uma repulsa pelo sexo oposto, seja por insegurança, ciúmes. Mas, o que temos certeza é de que : O homem que agride uma mulher e usa como desculpa o amor e medo de perder jamais amou essa mulher. E a mulher que acha que ciúmes excessivo é prova de amor deve começar a rever seu conceito sobre relação saudável.

 As mulheres devem sempre ficar atentas aos primeiros sinais de uma relação abusiva, como por exemplo: O homem que quer controlar a maneira como a mulher se veste, com quem ela deve sair, monitorar seus passos, colocar sua companheira em situações constrangedoras, proibindo sua companheira de sair com seus amigos e etc, são alguns sinais de relação abusiva e que muitas vezes a mulher nem percebe que está vivendo e que no futuro pode se transformar em situações mais sérias.

 Algumas posturas são inaceitáveis e devem ser podadas já no início da relação, o agressor sempre dá indícios já no inicío do relacionamento, seja de resquicios de um patriarcado enraizado ou do machismo estrutural que acompanha nossa sociedade desde os primordios.

Hoje ferramentas importantes como as políticas Públicas trabalham a favor das vítimas, mas algumas vítimas ainda nao se sentem seguras para fazer a denúncia, e aí entram as redes de apoio dessa vítima, família, amigos, que são importantíssimos nesse processo de quebra de ciclo da violência.

 Hoje existem em todo Brasil as delegacias da Mulher, os centros de atendimentos para mulheres vítimas de violência e também números exclusivos para denúncias como por exemplo o 180 .

 Portanto os conselhos são: ficar atenta aos sinais do seu companheiro, não se calar e denunciar.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS