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Por que recebemos ligações mudas que desligam sozinhas e como evitá-las

Ligações automáticas em massa são feitas por robôs, que conectam algumas delas a um atendente. As demais são descartadas. Empresas também utilizam essa abordagem para identificar quais consumidores estão mais propensos a atender chamadas de telemarketing.

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21 de fevereiro de 2025

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(Darlan Helder, g1)

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Seu telefone toca, você atende, mas ninguém fala e a ligação cai. Essa situação, que pode ser bem incômoda, é mais comum do que parece. Mas você já parou para pensar por que isso acontece tanto?
Esse tipo de chamada é conhecido como "robocall" ("chamada de robô", em tradução livre). São ligações automatizadas realizadas em grande quantidade, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Empresas de telesserviços costumam utilizar números aleatórios para aumentar as chances de atendimento.


→ O especialista em telecomunicações da empresa Omdia, Ari Lopes, explica que nem todas as empresas adotam essa prática, mas as que realizam ligações automáticas fazem isso por dois motivos principais:
• Minimizar o tempo ocioso de atendentes de call centers. Por esse motivo, o discador da empresa realiza várias ligações ao mesmo tempo e, quando uma pessoa atende, as demais são descartadas.
• Verificar quais telefones ainda estão ativos. Algumas empresas testam números para identificar quais são válidos e quais consumidores estão dispostos a atender, aprimorando sua lista de contatos.
A Anatel esclarece que o disparo massivo de mensagens de texto e ligações não é, por si só, uma prática abusiva, pois pode ser usado de forma legítima, como no envio de alertas de emergência.
No entanto, o órgão enfatiza que o contato excessivo por telemarketing pode ser considerado "prática abusiva quando o volume de ligações realizadas pela empresa excede, em muito, sua capacidade humana de discagem".
Além disso, a agência reforça que, a partir de 2024, as ligações encerradas antes de 6 segundos passaram a ser consideradas abusivas. Antes dessa atualização, eles consideravam apenas 3 segundos.

"Além de causar grande incômodo, as chamadas massivas sobrecarregam as redes de telecomunicações. Levantamentos demonstraram que as ligações de robôs com duração de até três segundos chegaram a mais de 90% das chamadas nas redes de algumas prestadoras", afirma a Anatel.
Como evitar essas ligações
A maneira mais eficaz de minimizar esse tipo de contato é se cadastrar na plataforma "Não Me Perturbe", da Anatel. O serviço é gratuito e permite bloquear chamadas de empresas específicas.
Segundo a agência, o prazo para efetivação do bloqueio é de até 30 dias a partir da data da solicitação.
Veja abaixo como fazer:

• Acesse naomeperturbe.com.br e crie uma conta;
• Em seguida, toque em "Novo bloqueio" e, no topo do site, coloque o número do seu telefone com DDD;
• Selecione as empresas de telecomunicações e financeiras das quais deseja bloquear chamadas (ou marque todas de uma vez);
• Toque em "Enviar". Antes de concluir, um SMS será enviado para validar sua solicitação;
• Após a confirmação, o site emitirá um "Comprovante de Solicitações de Bloqueio", que pode ser salvo ou impresso. O documento também será enviado para o e-mail cadastrado.
A Anatel também indica a plataforma "Qual Empresa Me Ligou", onde é possível identificar a empresa que realizou uma ligação indesejada para você. Veja como fazer:
• Acesse qualempresameligou.com.br (não é preciso cadastro);
• Digite o número que ligou (com DDD), marque a caixa "Sou humano" e clique em "Consultar";
• Em seguida, o site exibirá o nome da empresa e o CNPJ dela.

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS