quarta, 03 de junho, 2026
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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu, nesta última quinta-feira (18), Dayane Claudino Miranda Marcos, filha de um produtor rural que foi assassinado no dia 23 de setembro deste ano. A investigação apontou que a mulher e o marido dela, Tiago da Rosa Marcos, foram os mandantes do crime, motivado pela herança da família. Ele foi preso no dia 20 de outubro.
O homicídio aconteceu em Naviraí, distante a 342km de Campo Grande. Segundo as investigações da Polícia Civil, Paulo Sergio de Freitas Miranda, de 57 anos, teve a morte encomendada por Dayane e Tiago, que estariam com problemas financeiros e desejavam receber a herança da família. Além de Paulo, a esposa dele e mãe da suspeita de ser mandante, também seria alvo do crime.
A investigação concluiu que o crime foi planejado pelo casal, sendo que o primo do genro da vítima teria envolvimento e foi o responsável por procurar o pistoleiro, oferecendo o valor de R$ 20 mil para cada um pelo crime. No dia 21 de setembro, o primo trouxe os dois pistoleiros até a cidade de Naviraí que, segundo um dos acusados seria o dia em que o crime iria acontecer.
Porém, o primo teve a moto apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e precisou encontrar uma quarta pessoa para ajudar na fuga. Já na cidade de Naviraí foi realizado contato com o responsável em dar fuga aos pistoleiros, que recebeu R$ 5 mil pelo crime.
Para não levantar suspeitas todos passaram a noite do dia 22 para o dia 23 (dia do crime) na cidade de Itaquiraí, no interior de Mato Grosso do Sul, e esperaram o primo do genro levar o veículo da cidade de Palotina até a cidade de Itaquiraí, onde entregou os veículos aos pistoleiros, que realizaram o assassinato.
Conforme apurado pela investigação, os pistoleiros não chegaram a receber pelo crime, sendo que o único pagamento até então foram as armas usadas e um veículo, apreendido no Paraná.
Segundo outra filha da vítima, Nathaliê Claudino Miranda, 21 anos, a irmã estava afastada dos pais, desde agosto de 2020, devido a problemas familiares. “A gente já imaginava que fosse o marido da minha irmã, mas não imaginava que ela tivesse envolvimento. Só que conforme tudo foi acontecendo, quando eles chegaram no hospital, sabe quando você vai sentindo as pessoas? Eu fui observando muito minha irmã e ficamos desconfiados. E quando o marido dela foi preso, a gente achou que ela teria outra postura, mas ela continuava do lado dele”, explica Nathaliê.
A família morava anteriormente em Guaíra, no estado do Paraná, onde a irmã continuava residindo, mas há 5 anos decidiram se mudar para Naviraí, no interior de Mato Grosso do Sul. “Foi um choque, porque é pai, é pai dela e meu pai, e ele sempre foi um cara maravilhoso, sempre procurou dar o melhor para a gente. Ela não viu, não deu valor. Ela tem duas filhas, e como mãe, não pensou em nenhum momento nas filhas”, pontua.
Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Dayane e Tiago não tinha sido encontrada para responder aos questionamentos do g1.
Investigação
Já nos primeiros dias após o crime, os investigadores da Seção de Investigações Gerais da 1ª Delegacia de Polícia de Naviraí, apuravam o possível envolvimento do genro e filha da vítima, além de um primo do mandante. De início foi apurado que a filha mais velha da vítima e seu esposo, já não possuíam contato próximo com a vítima, devido a um desentendimento familiar.
O Inquérito policial também apurou que as terras as quais filha e genro da vítima viviam no Paraná ainda estavam em nome de Paulo Sérgio, e segundo informações, os acusados passavam por problemas financeiros.
Em 24 horas após o crime, os investigadores da PCMS já tinham conhecimento de que o veículo utilizado no crime, um GM Monza, teria passado por reparos numa oficina na cidade de Guaíra, no Paraná, e que a pessoa que teria solicitado os reparos era primo do genro da vítima.
Posteriormente, com o apoio de investigadores da Delegacia de Polícia Civil de Palotina, no Paraná, os investigadores conseguiram realizar a identificação de um dos pistoleiros contratados para realizar o crime, assim como a residência onde eles se esconderam e o veículo utilizado para dar fuga aos assassinos.
Com a identificação do veículo, os investigadores também encontraram o motorista responsável em dar fuga aos pistoleiros e, assim, em 8 de outubro, foi deflagrada a primeira fase da Operação Indignus Heres, que contou com apoio da Polícia Civil da Palotina, no Paraná, e policiais civis das delegacias de Mundo Novo e Eldorado. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar na cidade de Palotina.
Contato próximo
Durante o curso da operação foi apurado que o genro da vítima, seu primo e um dos pistoleiros mantiveram contato telefônico antes, durante e dias após o homicídio, onde segundo o primo do genro da vítima, suspeito de ser o intermediário na contratação dos pistoleiros, chegou a ligar para o genro quando ele já estava na cidade de Naviraí, no hospital e aguardando notícias do sogro. Também foi apurado que um dos pistoleiros manteve contato telefônico com o suspeito de ser mandante do crime dois dias após o assassinado.
Após novos indícios, em 20 de outubro, foi deflagrada a segunda fase da operação, sendo então cumprido dois mandados de busca e apreensão domiciliar na região de Maracaju dos Gaúchos em Guaíra-PR, e dois mandados de prisão temporária, em desfavor do genro da vítima e do motorista que deu fuga aos pistoleiros, sendo nesta data já considerados foragidos o primo da vítima e o pistoleiro identificado.
Com o avanço da investigação os policiais civis conseguiram descobrir que o primo do genro fugiu para a cidade de Joinville, em Santa Catarina, onde foi preso. Posteriormente, os policiais localizaram o segundo pistoleiro, que foi preso no dia 14 de novembro, no Paraná. Ele confessou o envolvimento e confirmou os indícios e provas já levantadas até então.
Por meio de novos indícios e elementos de convicção a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos seis envolvidos no crime dentre eles o genro e a filha da vítima, que foi presa nesta quinta-feira (18), na última fase da Operação, na casa da sogra, na região de Maracaju dos Gaúchos, em Guaíra, no Paraná.
Durante a Operação foram apreendidos três veículos, aparelhos celulares dentre outros objetos. Já o último suspeito do crime, um dos pistoleiros, veio a óbito na cidade de Palotina, no Paraná, após confronto armado com policiais militares, durante o roubo de uma caminhonete Hilux em Moreira Sales (PR).
O nome da operação da polícia, Indignus Heres, faz menção ao artigo 1.814 do Código Civil Brasileiro, o qual prevê que a indignidade constitui pena civil que priva do direito de herança não só os herdeiros, bem como os legatários que cometeram os atos criminosos ou reprováveis contra o autor da herança.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS