quinta, 04 de junho, 2026
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Com pouco mais de 20 mil habitantes, Rio Verde de MT, a 202 km de Campo Grande, vem tomando várias medidas para poder conter o avanço do coronavírus no município. Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na manhã de ontem (14), a cidade tem apenas um caso confirmado de coronavírus, mas conforme o prefeito da cidade, Mário Kruger (PSC), o número tende a aumentar devido o descaso da população rio-verdense.
Só no último domingo de Páscoa, a Polícia Militar (PM) realizou mais de 20 ações para recolher a população que estava concentrada em peso nas ruas da cidade.
“Neste momento tão difícil estamos percebendo que a população não está levando a sério. Se alguém está recomendando que eu fique em casa, tenho que me precaver e ficar em casa resguardado, mas não é o que está acontecendo aqui”, destaca o prefeito ao portal A Crítica.
Para ele, os jovens em sua maioria estão tomando conta das ruas, tomando tereré, ouvindo som alto e encarando a atual situação com normalidade.
“Hoje temos uma população com jovens, mas também temos idosos e sabemos muito bem que a terceira idade é a mais prejudicada. Se essa consciência não partir deles o negócio vai piorar em vários municípios, não só em Rio Verde”, explica.
No domingo (13) Rio Verde teve o maior índice de pessoas entre os municípios de MS que mais desrespeitaram a quarentena, segundo o site In Loco. Entre os municípios de MS, os que mais desrespeitam a quarentena e possuem maior fluxo de pessoas são Rio Verde de Mato Grosso (30,1%), Bodoquena (32,3%), Taquarussu (32,8%), Coronel Sapucaia (33,5%), Nioaque (34,5%), Tacuru (34,7%), Laguna Carapã (34,8%), Jardim (35,2%), Rio Brilhante (35,4%) e São Gabriel do Oeste (35,8%).
Rio Verde teve o primeiro caso confirmado em março. O paciente veio de fora, mas fez o tratamento, recebeu alta e já voltou para a sua cidade.
Economia – O prefeito informa que a economia da cidade tenta encontrar soluções, assim como outros municípios de MS que paralisaram as suas atividades devido à pandemia. Mas Kruger garante que os servidores estão em casa e recebendo os seus salários conforme foi determinado.
“Estamos cumprindo com as nossas obrigações e estamos pagando os servidores que estão em casa. Claro que estamos entrando em uma situação em que não sabemos como vai ser amanhã, daqui um mês ou daqui a seis meses. O ministro já disse que o final de abril e começo de maio vai ser o pico da doença, mas estamos fazendo as conforme está no nosso alcance economicamente falando”, explica o prefeito.
Até o momento ele diz desconhecer grandes demissões no comércio ou em outros setores, mas que o comércio local vem se virando, mas os proprietários de balneários são os mais prejudicados.
“Eles se prejudicam mais, pois dependem do turismo, de pessoas que vão até o local e se não há fluxo não tem giro de capital. Mas vamos encontrar uma solução”, afirma.
Entre os anos de 2015 e 2019, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 50 milhões em Rio Verde de Mato Grosso. Na área da infraestrutura, foram executadas restaurações de trechos da MS-427, revestimentos primários e drenagem na MS-423 e construção de uma ponte de concreto sobre o Córrego Fortaleza. Também foram efetuadas melhorias nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS