quinta, 04 de junho, 2026
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De 7 denúncias que chegaram à Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescentes) depois que o fonoaudiólogo Wilson Nonato Rabelo Sobrinho foi preso em flagrante acusado de abusar de menino de 8 anos, outros dois relatos de pacientes, de 5 e 8 anos, endossam as primeiras revelações. Na tarde de terça-feira (15), garotinho de 5 anos prestou depoimento especial.
A mãe do menino estava em estado de choque enquanto esperava atendimento na delegacia. Ela decidiu procurar a polícia depois de ser alertada por uma amiga sobre a prisão do suspeito.
Ao Campo Grande News, contou que o filho começou a fazer tratamento com uma fonoaudióloga, quando tinha 2 anos. A profissional fazia o atendimento no mesmo local em que o suspeito atuava. Na época, a mãe descobriu que o filho tinha TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).
No entanto, há algum tempo, a profissional deixou a clínica. "Ela não poderia atender mais, então perguntei na clínica se havia alguém para indicar. A menina da recepção falou que tinha um especialista que estava atendendo os casos da fono que foi embora", contou a mãe.
Ainda de acordo com a mãe do paciente, em abril do ano passado, a criança começou a tratar com o suspeito. Sete meses depois, em novembro, a mãe notou comportamento diferente do filho ao sair de uma consulta. "Meu filho saiu do consultório e não olhou no meu rosto. Ele entrou no carro e ficou segurando o ‘pirulito’ muito forte", lembra.
A mãe o questionou se havia acontecido algo, mas o menino respondeu com a cabeça negativamente. "Ali, despertou meu sexto sentido, mas vieram as férias. Durante uma conversa nesse período, meu filho falou: 'Eu acho que ele é menina, porque sai leite dele'. Na hora, fiquei em choque, sem reação e perguntei: 'Me mostra por onde sai?', e ele respondeu que era brincadeira", lembra a mãe.
A mulher ficou preocupada e, ao mesmo tempo, com medo de acusar o profissional, pois o filho falava palavras picadas. O menino voltou a fazer tratamento e no último domingo (13), uma amiga da mulher mandou mensagem com a notícia da prisão do fonoaudiólogo. "Abriu um buraco na minha frente e não sabia o que fazer, não sabia como abordar o meu filho", revela.
Foi então que ela arrumou uma maneira de abordá-lo. "Falei para meu filho que tinha arrumado outra fono, porque o atual não estava passando as atividades, então ele respondeu: 'É mesmo mamãe, ele só fica chacoalhando o pipi (sic)'".
Além disso, o menino relatou que, ao final das consultas, o homem pedia segredo. "Passava a mão na boca como se fosse um zíper, como se estivesse falando boca fechada, não conta para ninguém", descreve a mulher. Em choque e muito abalada, a mãe procurou a delegacia. "Eu não sei o que vai ser da minha vida daqui para frente", finalizou.
Casos – Além desse caso, nesta terça, a Depca ouviu outro menino de 8 anos. Segundo a mãe, quando soube da prisão do fono, ela foi até o filho e questionou como foram os exercícios que o profissional havia feito com o menino nas últimas sessões. "Ele perguntou por que eu queria saber", lembrou, em entrevista ao Campo Grande News pela manhã. "Respondi: 'Filho, ele fez uma coisa muito feia, passava a mão nos meninos'".
A criança então, aos poucos, conseguiu relatar para os pais o que havia ocorrido dentro do consultório. "Perguntei se tirava a roupa e ele disse que não. Contou que deitava na maca e o fono colocava a mão por dentro do short para mexer no pênis, momento em que meu filho falava não", revelou o pai do garoto.
A primeira denúncia, no dia 9 de março, foi feita pela família de outro menino de 8 anos que perguntou para o irmão, de 10, se era normal “o médico passar a mão”.
As investigações - A delegada Fernanda Félix afirmou ao Campo Grande News que pais de outras vítimas, entre 2 a 5 anos, procuraram a delegacia, mas pelo fato de que já fazem tratamento da fala, não conseguiram relatar abuso. A orientação é que os pais procurem um tratamento psicológico continuado, a partir daí, as crianças podem dizer se houve algum tipo de abuso sexual.
A delegada intimou o proprietário da clínica para prestar depoimento na delegacia. Também pediu a relação de todos os pacientes infantis atendidos pelo fonoaudiólogo suspeito de estupro. As crianças serão chamadas para depor no setor psicossocial da delegacia. O fonoaudiólogo permanece preso.
(*) Com a colaboração de Bruna Marques.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal