quinta, 04 de junho, 2026
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Estatísticas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mostraram que 8.712 mulheres denunciaram ser vítimas de violência doméstica em Mato Grosso do Sul, só nos cinco primeiros meses do ano. Isso representa duas mulheres entrando para as estatísticas de agressões a cada hora, sem contar as subnotificações.
Além disso, as ocorrências aumentaram 13,9% entre janeiro e maio deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Enquanto nos primeiros cinco meses de 2021, 7.644 mulheres relataram ser vítimas de agressões domésticas, neste ano foram 8.712, diferença de 1.068 casos.
A coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Helena Alice Machado Coelho explicou que o aumento nos registros pode ter sido ocasionado com o fim do isolamento social e a “volta da vida ao normal”.
“É muito difícil falar, porque a violência doméstica é um fenômeno muito complexo. Também acredito que quanto mais a gente incentiva as mulheres a falarem, mais denúncias vamos receber na delegacia”, apontou.
De acordo com a Polícia Militar, o crime é a segunda maior demanda que chega via 190 à central do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Só na quarta-feira (15), foram presos 17 homens acusados de violência doméstica, dentro da “Operação Isis”, deflagrada ontem. Entre os alvos, estavam um policial militar aposentado e um guarda civil metropolitano.
“A questão das agressões serem de policiais ou não, só demonstra que a violência é um fenômeno complexo, que atinge toda a sociedade e todas as classes sociais. Não diz respeito a essa ou aquela condição, diz respeito em ser homem e mulher, em uma sociedade em que as mulheres são vítimas pelo simples fato de serem mulheres”, ressaltou.
Os companheiros das vítimas continuam sendo os principais agressores quando se trata de violência doméstica.
Medidas protetivas - Um dos métodos utilizados para coibir a violência doméstica são as medidas protetivas das vítimas contra o agressor, previstas na Lei 11.340/2006. O objetivo é proteger a integridade física e psicológica da vítima de violência doméstica, impedindo que o agressor chegue perto de uma mulher que se sinta ameaçada.
De acordo com Coelho, a maioria das vítimas de feminicídios em Mato Grosso do Sul, entre 2019 e 2021, não tinham medida protetiva contra o agressor.
“Ou seja, essa vítimas nunca tinham feito os pedidos, o que mostra que a medida protetiva freia a violência doméstica. Um outro dado que os relatórios anuais da Coordenadoria trazem, é que as poucas vítimas (de feminicídio) que tinham a medida protetiva, haviam retomado o relacionamento, ou tinham revogado expressamente a medida protetiva no momento do crime”, completou.
No entanto, ela destaca que as medidas protetivas são uma forma de punição ao agressor, e que precisam ser aliadas a formas de prevenção, para que a violência doméstica possa ser combatida.
“Violência doméstica diz respeito a toda a sociedade, não só as mulheres que sofrem, como também aos autores da agressão. É importante chamar os homens para a discussão, não só punindo, mas para grupos reflexivos, trabalhos em escolas, trabalhando na educação, na base. Quanto mais a gente educar nossas crianças para falar sobre o assunto, melhor nossa sociedade vai ser”, pontuou.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS