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PM é condenado a 32 anos de prisão por matar mulher e corretor a tiros

Lúcio Roberto Queiroz Silva também foi sentenciado a pagar R$ 210 em multas, e perda do cargo na PME.

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1 de fevereiro de 2023

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CGNews

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O policial militar Lúcio Roberto Queiroz Silva, de 39 anos, foi condenado a 32 anos e 8 meses de prisão por ter matado a mulher, Regianni Rodrigues de Araújo e o corretor Fernando Henrique Freitas, em duplo homicídio ocorrido em outubro de 2019. Na sentença, foi determinado ainda o pagamento de valor total de R$ 210 mil em indenização aos familiares, perda do cargo na corporação e do poder familiar sobre o filho.

O julgamento começou às 8h e acabou por volta das 17h20, em Paranaíba. Durante a sessão, além do réu, foram ouvidos quatro testemunhas.

No início do júri, o réu disse estar arrependido e pediu perdão aos familiares das vítimas.

O promotor Leonardo Palmerston disse ao Campo Grande News que a condenação foi determinada por maioria dos votos do corpo de jurados, formado por quatro mulheres e três homens. Na sentença, Lúcio Roberto foi sentenciado a 16 anos e 4 meses de prisão por cada homicídio, ambos, qualificados por motivo torpe e sem chance de defesa.

Palmerston explicou que os jurados desqualificaram o feminicídio, que poderia elevar a pena em relação a morte de Regianni em até dois anos.

O réu também foi condenado a pagar R$ 30 mil para cada parente ascendente ou descendente, sendo os pais e os dois filhos de Regianni, um deles, também filho do réu, além dos pais e da viúva de Fernando Henrique.

O promotor diz que não pretende recorrer da sentença, sob o risco de tentar aumentar a pena em pouco mais de dois anos, pelo feminicídio, e perder a condenação já conseguida. “A família também ficou aliviada com o resultado”, diz, acrescentando que considera positivo também o fato de os jurados terem desconsiderado o laudo psiquiátrico, que havia atestado o réu como semi-imputável.

Já o advogado de defesa, José Roberto Rodrigues, diz que irá recorrer da sentença, por ter achado equivocado alguns critérios do juiz Edmilson Ávila para valorar a pena, como consequências do crime, além do fato dos jurados terem desconsiderado o laudo médico. “Eles não deveriam descartar, isso para mim, acarreta em nulidade do julgamento”, considerou.

Rodrigues também da decisão de Silva ser destituído da Polícia Militar Estadual, já que ele estaria na condição de semi-imputabilidade por conta da função e, por isso, deveria ser reformado.

Também vai recorrer do valor das multas, já que o réu não teria recursos para o pagamento, bem como da perda do poder familiar. “Ele não deixou de ser pai da criança, isso pode acarretar em consequências nefastas para a própria criança”. Hoje, o menino de 11 anos mora com os avós paternos.

O objetivo da defesa será tentar anular o júri ou, em caso de negativa, a redução da pena.

Crime – Lúcio Roberto Silva matou a mulher e o corretor no dia 5 de outubro de 2019, em Paranaíba. À época, era o “cabo Lúcio” da Polícia Militar Ambiental (PMA). Segundo a investigação policial, o policial matou os dois por acreditar que estava sendo traído pela esposa, com base em denúncia sem provas apresentada a ele.

No dia dos crimes, o corretor estava na casa dos pais da esposa, em uma reunião familiar, enquanto Lúcio Roberto e Regianni participavam de outra confraternização na casa dos pais dele.

No fim da tarde, depois de ingerir bebida alcoólica, o corretor deitou-se para descansar no sofá da sogra e, antes de dormir, desbloqueou o celular para sua mulher fazer uma ligação. Enquanto usava o celular do marido, chegaram mensagens por um aplicativo de conversa, sendo estas encaminhadas pela mulher do PMA.

A mulher do corretor respondeu como se fosse ele, imaginando que as vítimas mantinham caso extraconjugal. A seguir, a mulher entrou em contato com o policial e enviou a ele os prints da conversa.

O policial questionou a esposa sobre a possível infidelidade, mas ela negou. Então, ele foi até a residência onde o corretor estava, desceu do carro armado de uma pistola .40, de propriedade da polícia.

O policial encontrou o corretor deitado no sofá, de costas para a porta, e o acertou com um chute violento, exigindo que pegasse o celular. Repentinamente atirou na vítima que, mesmo ferida, tentou fugir. O réu perseguiu o corretor e atirou mais quatro vezes, matando-o. De volta ao local onde estava com a esposa, atirou seis vezes.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS