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Plantadores de Coxim poderão oferecer caju para Pepsi

A Pepsi acredita que, pelo fato de o suco ser considerado “exótico”, ele pode se tornar um produto premium

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1 de outubro de 2014

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Quando a colheita do caju começa na Índia, a maior parte da polpa é jogada fora, exceto por uma pequena parte usada para preparar uma bebida alcoólica famosa em Goa, um estado indiano. Porém, o desperdício da próxima colheita será menor: a Pepsi aposta que o suco de caju pode ser o próximo fenômeno das bebidas naturais como a água de coco ou o açaí.
A água de coco, o suco de romã e de limão são populares na Índia, mas os preços estão elevados. Por isso, a empresa passou a procurar produtos locais para tornar as bebidas mais baratas para os consumidores. Isto está combinado com o crescimento econômico da classe média e o apetite da mesma por novos sabores e ingredientes.
Um exemplo disso é a quinoa – um grão típico dos Andes, que devido à grande demanda global – por ter se tornado moda – está em falta em vários lugares. A chia – uma semente da Guatemala que adquiriu fama como a “semente que emagrece” – , também outro ingrediente da “moda”, passou a ser usada em vários produtos. O suco de caju passará a ser vendido em 2015 sob o nome de Tropicana, substituindo sucos mais caros como o de maçã, abacaxi e banana. A expectativa da empresa é que a produção possa se tornar global.
A Pepsi acredita que, pelo fato de o suco ser considerado “exótico”, ele pode se tornar um produto premium. Os agricultores indianos estão perplexos com o interesse da Pepsi na polpa do caju. Enquanto a castanha é um fenômeno mundial, a polpa é quase sempre descartada. O Brasil é o maior consumidor da polpa, porém o país processa apenas 12% anualmente por causa do desafio da sua pouca durabilidade. Na Tailândia, o suco é promovido como uma “bebida dos deuses”. O suco é exaltado por possuir vitamina “C”, além de outros “mitos” como a queima de gordura e a melhora da performance sexual.
A Pepsi passou a prestar atenção na fruta no Brasil, que já produz água de coco para a empresa, quando um produtor de caju apresentou a fruta para os pesquisadores da empresa. Um dos desafios do caju é sua rápida fermentação. Para aprimorar o processamento da polpa, a empresa teve ajuda da Clinton Foundation, que manifestou interesse em ajudar pequenos produtores agrícolas. A fundação já colabora com pequenos produtores na Etiópia e no México.
Os portugueses levaram o caju para a Índia no século XVI, para a região de Goa. Atualmente, a Índia é uma das maiores produtoras mundiais e 70% da produção do país é feita por pequenos produtores. A venda da fruta nos últimos tempos tem aumentado a renda familiar dos pequenos produtores, que ainda parecem ser céticos a respeito das intenções da Pepsi e da súbita valorização do produto.
Mercado 
Diante dessa nova tendência, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) está capacitando produtores de Pedro Gomes, Coxim e Três Lagoas que se destacam na produção assim como profissionais interessados e de olho no mercado uma vez que a possibilidade é grande e uma nova oportunidade de gerar emprego e renda em nosso Estado.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS