quinta, 04 de junho, 2026
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Parte dos presos na operação “Escritório do Crime”, deflagrada no domingo (3), está sob suspeita de participação no ataque na modalidade “novo cangaço” ocorrido no dia 30 de agosto, em Araçatuba, cidade do noroeste paulista, informou a Polícia Federal (PF), em entrevista coletiva nesta sexta-feira (08).
As suspeitas recaem principalmente sobre Anderson Meneses de Paula, de 34 anos, o “Tuca” - um dos detidos, que é apontado como responsável por comandar ações de facção criminosa na região fronteiriça com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul.
A advogada que representou os presos na audiência de custódia, Nataly Bortolatto, disse ao g1 que não se manifestará por sigilo profissional.
Um fato ocorrido ontem em Paralheiros, bairro de São Paulo (SP), coloca o nome de “Tuca” ainda mais no radar da PF. O irmão dele, Rogério Meses de Paula, 51 anos, foi morto num imóvel que servia como “bunker” da facção, durante confronto com integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Baep) da Polícia Militar.
Outro homem, não identificado, também morreu no lugar e a suspeita é de envolvimento com o crime em Araçatuba. Um arsenal foi encontrado no imóvel, que seria usado para reunião dos suspeitos.
Eram armas de grosso calibre, entre elas fuzis .50 e 7.62, como citou o delegado Fabrício Azevedo de Carvalho, ao confirmar o recebimento da informação das polícias de São Paulo.
“Esse fato vai entrar no bojo do inquérito, e vai ser apurado para a gente desvendar se houve a participação em Araçatuba dos presos em Ponta Porã”, declarou.
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Delegado da PF fala sobre a investigação — Foto: Marta Ferreira/G1
Originalmente, a apuração envolvia os crimes de tráfico de armas e drogas e organização criminosa.
Foi citada a existência de uma guerra pelo comando das rotas de tráfico de drogas e armas na região, que resulta num rastro de violência. Aos chefes, são atribuídas ordens de execuções sumárias na linha de fronteira.
Escritório do crime
Na operação de domingo, feita simultaneamente em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, foram 8 presos, quatro deles com prisão provisória por 30 dias. A ordem foi decretada em inquérito aberto em junho para apurar atividade da organização criminosa em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, no tráfico de armas e de entorpecentes.
Nesse inquérito, foram levantados indícios, tais quais conversas interceptadas, da participação do grupo nos roubos a bancos na cidade do interior de São Paulo.
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PF cumpriu 12 mandados tanto em Ponta Porã como no Paraguai — Foto: PF/Divulgação
Cautelosas, sob alegação de que as apurações ainda estão em curso e tudo ainda é “prematuro”, as autoridades da PF em Mato Grosso do Sul disseram que os presos serão ouvidos sobre o crime em São Paulo, mas sem detalhar o que há de indícios contra os presos.
As informações, explicaram, estão sendo compartilhadas com a polícia naquele estado, onde corre a apuração do “mega-assalto” de agosto.
O compartilhamento de informações e diligências com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) foi lembrado como essencial para o desenrolar das investigações. Os trabalhos continuam e podem ter novas fases, como informado.
Declarações
A entrevista coletiva reuniu o superintendente da PF no Estado, Chang Fan, o delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado Fabrício de Azevedo Carvalho e o chefe da delegacia da PF em Ponta Porã, Diego José Santa Gordilho Leite.
Todos ressaltaram o caráter diferenciado que teve a operação “Escritório do Crime”, por envolver a ofensiva contra suspeitos considerados bastante perigosos. “Tuca” é, segundo os levantamentos, especialista em explosivos, assim como William Meira dos Santos, o “Bruxo”, que já havia sido preso em março, no Paraguai, com armamento, mas acabou sendo solto, e agora foi capturado novamente.
De forma atípica, a ofensiva foi no domingo. O delegado Fabrício Carvalho, explicou que foi em razão de “conveniência e oportunidade”, tanto para encontrar os alvos quanto para mobilizar a equipe policial necessária. Houve reforço de dois grupos de elite da força de segurança, o Comando de Operações Táticas (COT) e o Grupo de Pronta Intervenção (GPI).
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Entrevista coletiva nesta sexta-feira, na Superintendência da PF, em Campo Grande — Foto: Marta Ferreira/G1
Vindos de Brasília em um jato da PF, os integrantes desses grupos também fizeram, por determinação judicial, a escolta dos presos, diante do risco de tentativa de resgate dos presos.
Na coletiva desta sexta-feira, os delegados confirmaram apenas que os detidos não estão mais em Ponta Porã. “É uma questão de segurança”, declarou Chang Fan sobre não informar pormenores da transferência.
O g1 apurou que as mulheres foram para presídios estaduais, em Ponta Porã e Campo Grande, e os homens para o presídio federal de segurança máxima, também na capital sul-mato-grossense, destinado a bandidos considerados de alta periculosidade.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS