quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Geral
A Polícia Federal (PF) afirmou neste domingo (12/06) que foram encontrados objetos pessoais pertencentes ao indigenista Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Philips, desaparecidos na remota área do Vale do Javari, no Amazonas, há uma semana.
13 de junho de 2022
Coxim Agora
A Polícia Federal (PF) afirmou neste domingo (12/06) que foram encontrados objetos pessoais pertencentes ao indigenista Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Philips, desaparecidos na remota área do Vale do Javari, no Amazonas, há uma semana.
Em nota, a PF afirmou que, durante o esforço de busca pelos desaparecidos, foram localizados: um cartão de saúde em nome de Bruno Pereira; uma calça, um chinelo e botas pertencentes ao indigenista; botas e uma mochila pertencentes a Dom Philips contendo roupas.
Também neste domingo, o Corpo de Bombeiros havia informado ter encontrado na região das buscas uma mochila, calçados e um notebook, item que não foi mencionado na nota da PF.
Segundo o coordenador da equipe dos Bombeiros em Atalaia do Norte, Barbosa Amorim, citado pelo portal G1, os objetos foram achados próximo à casa de Amarildo Costa de Oliveira, suspeito de envolvimento no desaparecimento que está preso. A mochila estava amarrada a uma árvore em uma área de igapó, região alagada da Floresta Amazônica, de acordo com mergulhadores dos bombeiros.
Mais cedo, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) afirmou que localizou uma embarcação na área das buscas, possivelmente de propriedade de Oliveira, pescador mais conhecido como “Pelado”.
Na nota emitida neste domingo, a PF afirma que a busca fluvial e o reconhecimento aéreo na região concentram-se sobretudo na área onde foi encontrada a embarcação aparentemente de Oliveira.
“No esforço de busca foram percorridos cerca de 25 km, com procuras minuciosas pela selva, em trilhas existentes na região, áreas de igapós e furos do Rio Itaquaí”, diz o comunicado.
“Nada é mais importante do que a busca pelos senhores Bruno Pereira e Dom Phillips. Os órgãos federais e estaduais reforçam o compromisso com a elucidação dos fatos e mantém a esperança de encontrá-los”, afirma a PF.
O caso
Dom Philips e Bruno Pereira estão desaparecidos desde 5 de junho no Vale do Javari, região amazônica perto das fronteiras do Peru e da Colômbia.
O rastro dos dois perdeu-se quando viajavam da comunidade de São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte, no estado do Amazonas, aonde deveriam ter chegado na manhã de 5 de junho, segundo as primeiras investigações. Eles viajavam pelo rio Itaquaí em um barco novo, com 70 litros de gasolina, o suficiente para a viagem, e foram vistos pela última vez perto da comunidade de São Gabriel, a poucos quilômetros de São Rafael.
Até agora, “Pelado” é o único suspeito nos desaparecimentos e foi detido na sexta-feira, depois de as autoridades terem encontradovestígios de sangue num dos seus barcos. O pescador disse ter sido torturado pela Polícia Militar do Amazonas ao ser preso.
Após dias de buscas e poucos resultados, organizações não governamentais e organismos internacionais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) exortaram o governo de Jair Bolsonaro a intensificar os esforços para encontrar os desaparecidos. Neste domingo, um ato no Rio cobrou resposta ao desparecimento.
A Terra Indígena do Vale do Javari, a segunda maior reserva indígena do Brasil, é conhecido por ser palco de conflitos entre indígenas e invasores. Segundo informações da Univaja, na qual Pereira atua como colaborador, o indigenista é alvo de ameaças constantes de madeireiros, garimpeiros e pescadores da região.
Atualmente licenciado, Pereira é um dos funcionários mais experientes da Fundação Nacional do Índio (Funai) que atua na região do Vale do Javari. Ele supervisionou o escritório regional da entidade e a coordenação de grupos indígenas isolados antes de sair de licença.
Jornalista veterano e colaborador do The Guardian, Philips vive no Brasil há 15 anos e já escreveu para vários outros veículos internacionais, incluindo Financial Times, New York Times e Washington Post. Atualmente ele trabalha num livro sobre preservação da Amazônia, com apoio da Fundação Alicia Patterson, que lhe concedeu uma bolsa de um ano para reportagens ambientais, que durou até janeiro.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS