quinta, 04 de junho, 2026
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O climatologista Carlos Nobre afirma estar apavorado com o cenário climático e prevê o fim do bioma pantaneiro em cerca de 46 anos, antes mesmo da virada do século, em 2100, conforme comentou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. No início de setembro, a representante da pasta alertou que o bioma sobreviveria mais tempo se a situação mudasse imediatamente. Para Carlos, o fim de vários biomas está mais acelerado que o previsto.
Ele antecipa a morte do Pantanal em 30 anos em relação ao que Marina anunciou.
“Acho que ela foi otimista. O Pantanal acaba até 2070, sem falar nos outros biomas. A Amazônia, o Cerrado, a Caatinga: todos os biomas estão em risco. Se o desmatamento continuar desse jeito, a Amazônia vai perder pelo menos 50% da floresta até 2070"
Ele lembra que o Pantanal já perdeu 30% de área alagada nos últimos 30 anos e está secando. E agora o fogo destrói a vegetação. "Se continuarmos com emissões altas e só conseguirmos zerá-las em 2050, o que já é um enorme desafio, poderemos chegar a 2100 com temperatura a 2,5ºC da média. Se isso acontecer, o Pantanal não terá mais lago”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta quarta-feira (11).
O especialista é referência mundial e foi o primeiro brasileiro a integrar o grupo Planetary Guardians, ou Guardiões do Planeta, em português. Cientistas projetam, há anos, que o planeta sofreria alterações cruciais nos termômetros e a degradação quase total de florestas. O que os estudiosos não esperavam era que seria tão antecipado.
“No começo de 2022 a ciência previu, muito bem, que teríamos um El Niño - fenômeno climático ligado ao aumento das temperaturas da Terra - forte e a temperatura anual poderia ficar 1,3ºC acima da média. De fato, tivemos um El Niño forte, o terceiro mais forte dos registros, mas o aumento da temperatura chegou a 1,5ºC. No nosso pior cenário, chegaríamos a um aumento de 1,5ºC em 2028”.
Sobre os incêndios, ele diz que quase 97% deles são criminosos, diferente do que aconteceu no Canadá em 2023, que foi motivado por descargas elétricas.
“Como não há recorrência de raios, são causados pelo homem. É uma guerra e temos de começar a combatê-la. Desde que existem civilizações, há dez mil anos, nunca chegamos nesse nível, em que todos os eventos climáticos se tornaram tão intensos e muito mais frequentes. São secas em todo o mundo, tempestades, ressacas e, agora, a explosão desses incêndios. Esse é o máximo que já experimentamos. A crise explodiu. Temos a maior temperatura que o planeta experimentou em 100 mil anos”.
Para ele, as medidas tomadas pelo governo federal são tardias. Segundo Marina Silva, será criado um conselho técnico científico para apoiar a autoridade climática. A própria já vinha alertando o governo sobre o possível cenário em anos anteriores.
“É importante para acelerar a redução de emissões, zerar desmatamento, fazer a transição energética, transição para pecuária e agricultura regenerativa. Estamos muito atrasados”, completa Carlos.
Dá pra se adaptar? A previsão é de que a seca continue ainda mais severa com o passar dos anos. Carlos afirma que é preciso mudar culturalmente para que haja chance de sobrevivência. Não há previsão, do ponto de vista climático, de quando a realidade passará a ser menos prejudicial à saúde e ao meio ambiente.
“Se as emissões não forem reduzidas drasticamente, não tem jeito. Agora, considerando que as queimadas no Brasil são criminosas, penso que, antes de mais nada, é um problema de polícia. Uma adaptação possível é usar máscaras, como na época da covid-19”.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal