quinta, 04 de junho, 2026
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O que era para ser apenas um hobby entre amigas, se tornou um movimento que vem ganhando força em Coxim. Em 2024, o projeto ‘Rainhas do Taquari’ nasceu quando três amigas, apaixonadas por pesca esportiva, decidiram unir forças para criar um espaço onde as mulheres pudessem se sentir livres, seguras e protagonistas.
"Essa ideia foi uma junção de amigas que gostam de pescaria, que são apaixonadas pelo esporte", explica Monalize Gomes, uma das idealizadoras do projeto.
"Nós trabalhamos o pesque e solte, por causa da preservação, e resolvemos unir mais mulheres com o mesmo intuito, de ocupar ambientes que até então eram só homens na maioria. Resolvemos deixar a pescaria mais colorida”, afirma.
Além de Monalize, a iniciativa reúne Josiane Barreto e Aliny Bernardo, as outras duas cabeças pensantes que deram vida ao projeto. No ano de 2024, em apenas três meses elas organizaram a primeira edição do Rainhas do Taquari, realizada em agosto do ano passado, mês escolhido a dedo. "Agosto é o mês de campanha de violência contra a mulher, então resolvemos fazer justamente por isso também", conta Monalize.
Na estreia, a expectativa era receber cerca de 30 mulheres. Mas o sucesso foi tão grande que 40 vagas se esgotaram em apenas 15 dias. "O espaço que tínhamos reservado não comportava mais. Deixamos de pôr mais mulheres porque não tínhamos como entregar o que queríamos oferecer", relembra Monalize.
Neste ano, a segunda edição já está confirmada para os dias 14 a 17 de agosto, nas águas do Rio Taquari, que banha a cidade de Coxim. A expectativa agora é reunir, no mínimo, 50 mulheres.
Nos dias de evento, além de lazer, as mulheres terão momentos de conscientização e amizade. No primeiro dia, haverá uma abertura com jantar, show e uma palestra da delegada da mulher de Coxim, abordando temas como violência contra a mulher.
"Nosso evento tem um momento só nosso, para a gente se desligar da rotina, confraternizar, conhecer outras mulheres, fazer novas amizades. Não precisa ser pescadora, nem saber pescar. Nós fazemos o acolhimento para que todas se sintam à vontade", pontua Monalize.
Os dias 15 e 16 de agosto serão dedicados à pescaria, com confraternização e shows no fim do dia. "Eu costumo dizer que a mulher, principalmente a casada, quando sai, ou vai com os filhos, ou com o marido, ou com a família, ela nunca tem um momento só para ela. Nosso evento é exatamente para isso, para ter um momento nosso, somente nosso", diz Monalize.
Para finalizar o encontro, o evento também vai contar com uma competição simbólica para animar as participantes. Serão premiadas a pescadora que pegar o maior peixe e a ‘Rainha do Armal’, em referência ao peixe que ninguém quer pegar, mas que sempre aparece. Uma terceira premiação que ainda será definida.
"Nós teremos um troféu, algo simbólico para o primeiro, segundo e terceiro lugar. Mas é uma competição super sadia. O mais importante é estar ali, se divertir, criar laços", completa.
CGNEWS
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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS