quarta, 03 de junho, 2026
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No dia 12 de outubro, enquanto muitos curtiam o último dia do feriadão emendado de criação de Mato Grosso do Sul com o Dia da Padroeira do Brasil, três amigos de Coxim – Zorildo Souza, Hewerton Albuquerque e Hugo Silva Galvão - realizaram uma caminhada de 60 quilômetros em propósito da cura de um câncer de um amigo, o proprietário rural José Frazão.
Zorildo, conhecido como “Zorro”, havia feito uma promessa: “Ele queria desistir do tratamento, porque é idoso. Eu havia dito que se ele vencesse o câncer na garganta eu levaria a Santa para ele por longa caminhada. Um dia estávamos juntos e o Hewerton e o Hugo toparam a ideia”.
Hewerton conta que tudo começou durante um churrasquinho: “Estávamos lá aí surgiu a conversa sobre seu Zé, como ele estava, se tinha melhorado, aí foi quando a esposa do Zorildo comentou que ele tinha feito uma promessa que se o seu Zé se curasse, ele iria levar a imagem de Nossa Senhora Aparecida até a fazenda dele. No começo pensei ‘Puts, ele é louco!’, mas falei ‘Também vou, você não vai sozinho’. Daí então começamos a fazer caminhadas uns dois meses antes, preocupados se íamos aguentar ou não, mas com fé de que chegaríamos bem ou se arrastando”.
Hugo, que é genro de José Frazão, conta que, quando foi diagnosticado o câncer, a família ficou muito preocupada: “Minha esposa chorou muito, mas eu falei que tínhamos de ter fé, que o pai dela é um homem de muita fé em Nossa Senhora Aparecida. Começamos a ir a Campo Grande fazer o tratamento e começamos a perceber que estava tendo uma melhora, ate os médicos comentavam. Era pra largar o couro do pescoço em duas semanas, mas foi diferente, só deu uma queimada no pescoço dele, e a recuperação dele foi surpreendente. Nesse meio tempo fizemos esse propósito com os amigos”.
O Grande Dia
A véspera do Dia de Nossa Senhora Aparecida era o grande dia, conforme relata Hewerton: “Estávamos muito nervosos, preparamos os mantimentos, os líquidos para nos manter hidratados e energizados, nossos familiares acompanharam nossa saída nos dando força, então saímos eu, Zorro e o Hugo, que nos deu muita força também, um pessoa muito boa também que foi conversando e cantando nas horas mais difíceis da caminhada”.
O grupo iniciou a jornada no entroncamento da BR-163 com a BR-359 às seis da tarde, para evitar o sol forte. No dia seguinte estava prevista uma missa na fazenda do sr. José Frazão. No início, tudo corria bem, um pouco de chuva com uma grande ameaça de temporal.
Percorridos mais de 20km, início da madrugada, Zorildo começou a sentir um tornozelo. Daí para o psicológico abalar, faltava pouco. Hugo, que terminou recentemente a carreira de sete anos de Exército, e é músico, tentava animar os companheiros cantando. Hewerton começou a se preocupar com Zorildo. “Pegamos chuva, os pés calejaram, nos apoiamos um no outro”, disse ele.
Um amigo apareceu de carro para acompanhar por um trecho e manter os ânimos elevados. Heverton conta que tudo ficou muito sério quando viu Zorro chorar. “Pensei ‘Putz, ele já está no limite dele pra ele estar chorando! Hugo o abraçou e falou ’Bora, Zorrão, você é o cara! Bora que você aguenta!’ Então puxei a frente para que o ritmo não baixasse tanto, e gritei ‘Bora, bora, é assim mesmo. Vai doer, mas você consegue’. E assim continuamos. Eu olhava para trás e via ele chorando com uma cara de dor que eu nunca tinha visto e assim foi toda a noite”.
Ao amanhecer Zorildo revelou que não aguentava mais. O temporal os rodeava. Se aquela água toda caísse, a situação ia piorar. Com o piso e as botas encharcadas, certamente a marcha ficaria mais pesada. Os companheiros também estafados não queriam mostrar fraqueza e incentivam Zorildo a terminar, mas torcendo para não chover. Quando já estavam a cerca de dois quilômetros da fazenda do sr. José Frazão os convidados passavam de carro e moto indo para a missa e gritavam palavras de fé e apoio moral.
“Aquilo de uma certa forma nos fortaleceu”, conta Hewerton. “Foi então que chegamos na última parte da caminhada, todos muito cansados. O Zorro quase parando, até que o pessoal que estava lá na fazenda veio ao nosso encontro nos acompanhar nos últimos metros”. Depois souberam que o padre aguardava o trio para iniciar a missa.
“Faltava mais ou menos um quilômetro, veio um monte de gente ao nosso encontro. O Hewerton dando apoio ao Zorildo. Eu subi na porteira, comecei a gritar de alívio e dando força pra eles. Tiramos a santa do suporte, cada um de nós três pegamos e entregamos ao sr. Frazão. E quando a gente pisou o pé na varanda a chuva caiu. Parecia que Nossa Senhora Aparecida estava segurando a chuva pra gente chegar. Porque se tivesse chovido durante a marcha seria pior pra gente”, conta Hugo, emocionado.
“Foi muito emocionante tudo aquilo. Eu nunca tinha passado por isso. A energia da galera nos dando força foi o que faltava para que nós conseguíssemos terminar o percurso. Chegando lá dei um abraço no Zorro e falei: ‘Sabia, meu amigo, que você ia conseguir! Aí nos juntamos os três para entregar a imagem para nosso amigo agora curado do câncer. Esse momento foi surreal. Entregamos a imagem quando percebemos estávamos todos chorando emocionados. Olhei ao redor não tinha um que também não estava chorando. Fiz isso e faria de novo se fosse necessário”, relata Heverton.
Os três se emocionam ao relatar o episódio: “Chegando lá foi lindo. Tinha uma missa com mais de 60 pessoas. Foi emocionante. Não teve um que não chorou”, conta Zorro.
Para ele, com 42 anos, as trilhas de longo percurso não são novidade: a primeira experiência dele foi de Coxim a Aquidauana pelo Pantanal, de bicicleta, também pagando uma promessa, levando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que curou outro amigo de um câncer no cérebro.
“Daí veio a ideia do projeto Pedalando e Conscientizando. Eu dava palestras em escolas, praças, rádio, sobre consciência ambiental e o perigo das drogas para crianças e jovens. Aí viajei para Alcinópolis, Costa Rica, Rio Verde, São Gabriel, Jardim, Guia Lopes, Bonito, Miranda. Depois fui a Sonora e subi até o norte do Mato Grosso”, conta ele.
Ainda em recuperação da última jornada, Zorro dá sinais de que vem mais por aí. Tudo pela fé e pela saúde dos amigos.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS