quinta, 04 de junho, 2026
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Aulas de fotografia gratuitas são oferecidas a 70 crianças e jovens
“Hoje a gente vai se divertir com a fotografia”, promete a fotógrafa Elis Regina, ao iniciar o primeiro encontro do projeto Nosso Olhar – Fotografia para a Cidadania, aprovado no edital 2019 do Fundo de Investimentos Culturais da Fundação de Cultura de MS. O projeto recebeu o recurso de R$ 63.634,40 do FIC.
Já na primeira aula, as crianças estão ansiosas, com seus olhares voltados para as ministrantes da oficina, Elis Regina Nogueira e Vânia Jucá. Vânia promete auxiliar as crianças a iniciar o processo de conhecimento para fazer boas imagens. “A gente vai exercitar o olhar pela observação da luz, usar elementos da linguagem para nortear essa composição e por meio de tudo isso fazer com que a criança tenha um olhar mais crítico ao meio em que vive. Não vai ser só apertar um botão”, explica.
Kauany Gabrieli Santos Leite, de 10 anos, estava bastante curiosa a respeito da oficina. “Minha mãe me falou que ia ter, daí eu quis participar, porque eu fico fotografando do meu celular coisas bonitas e fofas, como o meu irmão João, por exemplo”. Kauany ainda não sabe o que vai ser quando crescer, mas diz que adoraria, quem sabe, trabalhar com fotografia: “Ia ser tão legal fotografar as modelos, fazer uma novela, um desenho...”
Seu amiguinho Gustavo Rodrigues, também de 10 anos, estava bastante participativo. Procurava responder a todas as perguntas das professoras. “É muito legal aqui. Eu gosto de tirar fotos do celular da minha mãe, tiro foto de carinha de pessoas e coloco brilhos nas fotos. Daí eu coloco no Tik Tok e no Kawai. Eu tiro foto da minha irmã dançando. Aqui dentro do projeto a gente pode brincar”.
As oficinas estão divididas em faixas etárias. Serão 4 para crianças de 7 a 10 anos, durante todo o mês de agosto. Em setembro, será a vez das crianças de 11 a 15 anos participarem. A Associação Amigos de Maria, onde as aulas acontecem, fica na Rua Indianápolis, 2020, Jardim Noroeste. Ao todo, são 70 crianças participantes.
A fotógrafa Elis Regina diz que o FIC possibilitou a realização do projeto por meio do edital. “Quando abriu o edital do FIC em 2019 decidimos nos inscrever. Sempre trabalhamos com crianças carentes da periferia e que não teriam acesso a esse tipo de oficina. Um dos objetivos é orientá-los em como eles podem exercer a cidadania e atuar no bairro deles. É fundamental projetos como esse ser realizados, projetos de natureza sociocultural, que atinjam crianças da periferia. É preciso que haja editais todo ano, que aumente o valor, tem que ser da grandiosidade do nosso Estado. Imagina se todos os municípios do Estado tivessem projetos aprovados pelo FIC. O FIC precisa ser mais abrangente. Que venham mais recursos, mais editais”.
O exemplo da transformação proporcionada pela arte não está muito longe dali, e muito menos do projeto. Maurílio Aparecido Gomes de Lima, hoje com 31 anos, foi uma das quase 500 crianças que cruzaram os caminhos de Elis e Vânia, desde 2002, quando as primeiras oficinas começaram. Maurílio falou para as crianças nesta primeira aula, na tarde desta terça-feira (03.08.2021). “O projeto foi maravilhoso na minha vida. Eu era tímido, hoje sou despojado e bem aberto. As professoras me acolheram. Eu nasci na favela, no Tiradentes, cresci na favela e ainda moro lá. Não fui para o caminho errado, me sinto vencedor, queria uma coisa melhor para a minha vida e consegui. Fiz faculdade de Serviço Social, sou técnico em eventos e, estou cursando Gastronomia na UCDB e tenho um restaurante no meu bairro. Esta oficina com certeza vai ser uma oportunidade a mais na vida dessas crianças”.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal