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Geral
A diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, ressalta a importância do trabalho para incluir os municípios no processo de desenvolvimento, considerando o meio ambiente
5 de julho de 2024
(Assessoria Sebrae)
Equipes do Sebrae/MS e Semadesc aplicaram metodologia para identificar o perfil dos municípios pantaneiros / Divulgação
O Pantanal foi o bioma que mais secou proporcionalmente em 2023, com uma redução de 61% em relação à média histórica calculada desde 1985, segundo um estudo da MapBiomas – rede multi-institucional formada pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, universidades, instituições e empresas de tecnologia.
Essa diminuição drástica na superfície hídrica do Pantanal, e o aumento das queimadas nos últimos anos, chamam a atenção de institutos de pesquisas e poder público sobre a importância de mitigar os efeitos das mudanças climáticas e neutralizar as emissões de gases efeito estufa. Ao encontro dessa necessidade, o Sebrae/MS e o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), traçaram o perfil de 12 municípios localizados na região pantaneira para a implementação de ações com esse propósito.
Segundo o secretário executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Athur Falcette, o intuito é apoiar as cidades sul-mato-grossenses na implementação de uma agenda local em relação às mudanças climáticas, levando em consideração a meta Estado Carbono Neutro – 2030.
“Um dos grandes desafios dessa agenda climática é aproximá-la dos municípios, entendendo as principais necessidades, para auxiliá-los no avanço da descarbonização de suas economias e na agenda de adaptação.
O trabalho é executado por meio da “Roadmap Território Carbono Neutro” – ferramenta que faz um diagnóstico dos municípios em relação a seis eixos estratégicos e, a partir disso, elabora um plano de ação personalizado de acordo com as principais demandas de cada um. Além das 12 cidades pantaneiras, outras quatro aderiram a iniciativa recentemente, e há 26 novas vagas abertas para administrações municipais interessadas.
A diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, ressalta a importância do trabalho para incluir os municípios no processo de desenvolvimento, considerando o meio ambiente. “Precisamos envolver cada uma das cidades, pois é com o engajamento local que se inicia a transformação em prol de um futuro melhor. Pensar na sustentabilidade é de suma importância, e inserimos as gestões municipais como protagonistas nesse processo ao oferecermos apoio para a construção de ações e políticas públicas que tragam resultados. Traçamos o diagnóstico de municípios da região pantaneira e agora queremos expandir para outras cidades”, destacou Amarilha.
Perfil dos municípios pantaneiros
Foram analisadas as cidades de Coxim, Rio Negro, Rio Verde, Sonora, Anastácio, Aquidauana, Bodoquena, Corguinho, Corumbá, Ladário, Miranda e Porto Murtinho. Com uma extensão territorial de aproximadamente 139 mil km², ao todo, os municípios possuem cerca de 340 mil habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em sete deles, há aproximadamente 9 mil pessoas que vivem em áreas de risco geo-hidrológico, segundo um mapeamento feito pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento subordinada à Casa Civil da Presidência da República.
“Para a execução de iniciativas que irão trazer mais segurança à população, o diagnóstico aponta dois pontos positivos presentes nas cidades: alta gestão territorial e ambiente de negócios. Em comum, os municípios possuem uma governança ativa e, grande parte deles, integra consórcios públicos, o que permite a atuação conjunta em prol da sustentabilidade. Além disso, a pesquisa também expõe uma receptividade por parte dos empreendedores locais em implementar medidas sustentáveis, tanto na operação do negócio quanto no oferecimento de produtos e serviços”, destacou o consultor do Sebrae/MS, Jeconias Rosendo da Silva Júnior
Novas vagas
São 26 novas vagas disponibilizadas para as prefeituras municipais interessadas em aderir ao “Roadmap Território Carbono Neutro”. A inscrição deve ser feita de forma on-line por meio do link: bit.ly/InscriçãoRoadMapCarbonoNeutro2024.
Para que as administrações municipais possam esclarecer dúvidas e conhecer melhor a ferramenta será realizado um Webnar, no dia 9 de julho (terça-feira), às 10h (Horário de MS). Interessados em participar podem obter mais detalhes por meio do e-mail [email protected] Central de Relacionamento, no número 0800 570 0800.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS