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Mulher de 21 anos foi presa em flagrante por homicídio doloso e estupro de vulnerável, nessa quarta-feira (23). Amigas e vizinhos deram depoimento e também falaram do comportamento, diz delegada de MS.
24 de junho de 2021
Graziela Rezende, G1 MS
O pai da bebê de 5 meses, morta e com suspeita de abuso sexual pela própria mãe, de 21 anos, prestou depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), em Campo Grande. Além dele, a polícia também conversou com mais 6 testemunhas e, confirme afirmou ao G1 a delegada Elaine Benicasa, todos foram unânimes em ressaltar o "comportamento estranho" da suspeita nos últimos meses.
"A mãe confessou o crime e já foi interrogada. Ela inclusive passa por audiência de custódia nesta manhã (24). Nós também colhemos um segundo depoimento do pai da criança e também vamos ouvir outras testemunhas importantes, além de analisar provas no decorrer do inquérito policial", explicou a delegada.
Conforme Benicasa, o pai da vítima, que é um mecânico de 40 anos, disse que "só não tinha a reconhecido porque tinha dúvidas" quanto a paternidade. "Ele alegou que a mãe tinha um histórico de garota de programa e ele então acreditou que não fosse dele, mas, a visitava com frequência. Disse também que eles não estavam mais juntos desde o ano passado, porém, ele tentou contato com a suspeita na manhã do dia dos fatos", disse.
No entanto, durante a noite, o pai contou que recebeu uma ligação da jovem, no qual ela teria dito: "Sua filha está morta". "Ele falou que ela estava recentemente com uns comportamentos estranhos, esquizofrênicos, que fazia uso de maconha, mas, mesmo assim cuidava bem da criança", afirmou a delegada.
As outras testemunhas, que seriam 4 amigas e vizinhos da suspeita, também falaram que ela cuidava bem da vítima. "No entanto, disseram que, há algum tempo, a mãe estaria com comportamentos estranhos, tendo alucinações e dizendo que estava sendo perseguida pela máfia, sendo que se isolava dentro de casa e também estava retraída, introvertida. Isso é unânime em todos os depoimentos", argumentou Benicasa.
Pior dia de trabalho, diz servidora
O atendimento seguia normal na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon, na região sul de Campo Grande, na terça-feira (22), quando a mãe de um bebê de 5 meses chegou com a vítima no carrinho. Ela foi ao local acompanhada de amigas e, segundo uma servidora pública, de 40 anos, que não será identificada, a mulher "não falava coisa com coisa".
Ao confirmarem a morte e possíveis lesões, ela conta que toda a equipe ficou "revoltada, com repulsa e indignada" com o que aconteceu com a menina, de 5 meses. Segundo a servidora, não só para ela, mas, para quem tem bastante experiência na área e "tempo de casa", foi "o pior dia de trabalho".
"O pessoal da recepção atendeu a mulher e ela não falava coisa com coisa. Aparentemente, estava sob efeito de drogas. Foi uma situação que envolveu todo mundo, principalmente, porque a menina não tem registro. Ela nunca passou por um exame na vida eu acho e isso foi uma das primeiras coisas que nós observamos. Não sei nem como será o enterro dessa criança", afirmou ao G1 a servidora.
Conforme a servidora, o suposto também foi ao local. "A roupa dela e a coberta estava com alguns pelos pubianos e nós acreditamos que não seja apenas um abuso. Havia hemorragia interno, a barriga da menina estava enorme e eu nunca vi nada igual. Até mesmo profissionais antigos, nunca tinha visto eles tão abalados. É muita repulsa e eu não dormi a noite inteira", lamentou.
Entenda o caso
A mulher foi presa em flagrante e autuada pelos crimes de homicídio doloso e estupro de vulnerável, após matar a filha de 5 meses, na Vila Bandeirante. O crime teria ocorrido no momento em que ela dava banho da vítima.
Segundo a delegada Fernanda Piovano, foi um médico plantonista da Upa Leblon quem viu as lesões e acionou socorro. Ao investigar o caso, a polícia soube que a mulher saiu com a criança morta no carrinho e foi até a casa de uma amiga.
"Esta pessoa achou estranho a criança estar quieta por tanto tempo e notou o óbito, levando as duas para o Upa Leblon. Ela deu entrada por volta das 22h (de MS), mas, o óbito aconteceu bem antes, conforme os médicos que atenderam. Agora, o bebê vai passar por exame necroscópico", afirmou na ocasião Piovano.
Questionada sobre os fatos, a jovem, que ainda possui outros dois filhos, confessou o crime. No entanto, ao falar sobre as lesões encontradas na região genital da vítima, ela permaneceu em silêncio. Ela não tinha antecedentes criminais.
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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS