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Osmar Jeronymo é suspeito de fraude que rendeu 81% em negócio com traficante

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9 de junho de 2021

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Conteúdo MS / CAMPO GRANDE NEWS

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Dos conselheiros do TCE (Tribunal de Contas do Estado) alvos da operação Mineração de Ouro, o mais citado na investigação é Osmar Domingues Jeronymo, que chegou à Corte Fiscal – cargo vitalício e com salário de R$ 39.293, após ser secretário na gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB). A posse no Tribunal de Contas aconteceu em primeiro de janeiro de 2015.

A investigação da PF (Polícia Federal), Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União) coloca sob suspeita transações imobiliárias, que vão de índicos de simulação de venda de imóvel para “cobrir” valor de R$ 1,6 milhão à permuta com megatraficante, que já foi considerado braço-direito de Fernandinho Beira-Mar. Outra situação destacada é a baixa de empresas logo após transferência de dinheiro para Osmar Jeronymo.

No centro da suspeita de simulação de venda está imóvel no Bairro Vilas Boas, em Campo Grande. O conselheiro declarou a venda por R$ 2,3 milhões, com alienação em 18 de janeiro de 2019.

“Nas informações transmitidas pelas instituições financeiras, em virtude do afastamento do sigilo bancário de Osmar Jeronymo, não foram identificados ingressos de recursos oriundos de Adriana Elizabeth, embora Osmar declare ter recebido dela o valor de R$ 1.700.000,00 em 2019 (restando o pagamento de R$ 600.000,00 para os anos subsequentes). A transação imobiliária também não foi registrada em cartório, uma vez que não consta DOI [Declaração de Operação Imobiliária], transmitida à Receita Federal do Brasil, que vincule os contribuintes ou o imóvel citado”.

Conforme a força-tarefa, paira dúvida sobre a ocorrência, de fato, da operação imobiliária, a qual gerou R$ 1.674.503,00 de rendimentos a Osmar Jeronymo, no ano calendário 2019.

A análise das movimentações financeiras e transações imobiliárias também apontam relações do conselheiro com Carlos Duro, que foi condenado por tráfico de drogas. Primeiro, em fevereiro de 2019, o conselheiro comprou imóvel na Rua Carmem Soto Rojas, em Ponta Porã (fronteira com o Paraguai), por R$ 500 mil. Contudo, não foi identificada transferência de dinheiro para as contas dos vendedores (ligados à outra investigação de lavagem de dinheiro).

Quatro meses depois, em junho, fez permuta com Carlos Alberto da Silva Duro por imóvel localizado na Avenida Mato Grosso, Vila Cruzeiro, em Campo Grande, com valor de R$ 905.323, pago à vista. “Carlinhos Duro” tem registro por tráfico de drogas na PF e PM (Polícia Militar). A investigação destaca que em quatro meses, Osmar Jeronymo conseguiu lucro de 81%, pois o imóvel de R$ 500 mil foi permutado por outro avaliado em R$ 905 mil.

O relatório aponta que Carlos Duro não consta entre as movimentações bancárias de Osmar Jeronymo no período da quebra de sigilo bancário: 01/01/2009 a 31/08/2019.

No ano de 2019, o conselheiro também recebeu recursos de pessoas físicas e jurídicas que não foram mencionadas em suas transações imobiliárias ou em sua declaração de imposto de renda da pessoa física. Como recebimento de R$ 1.892.182,70 entre 8 e 16 de agosto, intervalo de oito dias, de Luciano Junio Verbena, que foi preso na operação Voo Baixo, por associação criminosa para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

“São apontadas, ainda, diversas transações financeiras, efetivadas no ano de 2019, tendo o Conselheiro Osmar Domingues Jeronymo como beneficiário, sem a correspondente declaração em imposto de renda pessoa física, e com características de movimentações atípicas ou suspeitas, no montante total de R$ 2.993.832,70”. De 14 empresas, oito tinham menos de um ano de atividade quando transferiram recursos ao conselheiro. Dessas oito, três foram baixadas após as transferências.

Também há casos em que acionistas constaram como beneficiários do Bolsa Família e auxílio emergencial do governo federal.

“É importante mencionar que diversos esquemas criminosos destinados à ocultação de bens, direitos ou valores (lavagem de dinheiro) utilizam empresas recém-criadas, com sócios de baixa capacidade financeira, para movimentar vultosos recursos de dinheiro, por um breve período de tempo. Após cumprirem a sua finalidade, as pessoas jurídicas são baixadas”, informa o relatório, numa análise sobre o fechamento das empresas.

O documento aponta que Osmar Jeronymo recebeu R$ 250 mil de Rubens Massahiro Matsuda, pecuarista que chegou a ser preso na operação Vostok, que apurou emissão de notas frias para cobrir propina na JBS.

Já no ano de 2016 repassou R$ 831.984,55 para Rozalda Pereira de Rezende, que aparece entre os 400 maiores doadores na campanha eleitoral de 2016, com doação de R$ R$ 110.143,82. As 48 doações foram para candidaturas em Coxim, com valor de R$ 516 a R$ 20.791.

Em 2015, a pessoa jurídica que recebeu o maior valor total de recursos transferidos das contas bancárias de Osmar Jeronymo foi a DMJ Logística e Transportes Ltda, totalizando R$ 200 mil.

A empresa, batizada atualmente de DMJ Serviços Logísticos e Gestão Imobiliária Ltda, é de Diego e Danillo Jeronymo, sobrinhos do conselheiro. A DMJ comprou fazenda em Maracaju, por R$ 3,8 milhões, no mesmo mês que recebeu recursos de Osmar.

Já em 2017 entrou na declaração de Imposto de Renda do membro do TCE um apartamento no edifício Ibiza, com valor de R$ 205.183,69. Porém, dados do DOI (Declaração de Operação Imobiliária) apontam que ele já tinha o apartamento desde 2014.

Ressalta-se que, em 2014, os rendimentos de Osmar Jeronymo eram muito inferiores aos de 2017, tendo em vista que ainda não atuava como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, instituição que passou a lhe proporcionar rendimentos totais anuais superiores a R$ 1 milhão”.

No ano de 2018, a sogra do ex-deputado Ary Rigo aparece como maior destinatária de recursos transferidos das contas bancárias de Osmar Jeronymo. Mas não foram detectadas informações fiscais que justifiquem a transferência de R$ 760 mil.

Mineração – Também há suspeita de lavagem de dinheiro numa transação em que Osmar Jeronymo emprestou R$ 3 milhões para o empresário Nabor Barbosa Filho, que tem contrato com o governo do Estado para explorar pedágio sobre a ponte no Rio Paraguai, na BR-262.

O empréstimo foi pago com apartamento no edifício D’Orsay, que foi registrado em nome de advogado e assessor do conselheiro no TCE. O assessor declarou ter comprado por R$ 7,7 milhões os direitos de pesquisa de minério pertencente a Diego Jeronymo, sobrinho de Osmar.

O documento venceu sem que fosse apresentados resultados das pesquisas, “apontando que tais direitos de pesquisa na verdade não têm qualquer valor”. Parte do pagamento dos R$ 7,7 milhões foi o apartamento, transferido para Diego, apontado como “laranja” de Osmar.

Ex-caseiro – A operação Mineração de Ouro também apura contratação de funcionários “fantasmas” no TCE para superfaturar contratos. Um caso é de Pedro Bedoglim Júnior que foi caseiro/capataz entre 2012 e 2015 para a esposa do conselheiro.

No mês de março de 2015, foi contratado como analista de comércio eletrônico na Cast Informática, com salário de R$ 5 mil. Em 2018, ele foi admitido na Dataeasy Consultoria e Informática Ltda como administrador de redes e de sistemas computacionais, com salário de R$ 6 mil. Em 2018, a Dataeasy tinha contrato de R$ 21,5 milhões com o Tribunal de Contas.

Verificou-se que o número de funcionários da Dataeasy mais que triplicou após o início do contrato com o TCE-MS. Em 2017, a empresa possuía 34 funcionários registrados e passou a ter 118 em 2018. Ainda, desses 118, apenas dezoito já estavam trabalhando na empresa ou já haviam trabalhado nela antes, ou seja, foram contratados cem novos funcionários nesse ano”.

Em março de 2015, concessionária emitiu nota fiscal, no valor de R$ 178 mil, pela venda de SW4 para Osmar Jeronymo. Na nota fiscal, consta o email de Pedro Bedoglim Junior.

“Portanto, verifica-se que Pedro Bedoglim Júnior possui relação próxima com o conselheiro Osmar Jeronymo e que também foi admitido em empresas de tecnologia da informação, durante a vigência de seus contratos com o TCE-MS, sem possuir nenhuma experiência registrada prévia na área de tecnologia da informação e com salários significativamente altos para início de carreira no setor”.

Com autorização do STJ (Superior Tribunal de Justiça), a operação cumpriu mandados de buscas no gabinete e na casa de Osmar Jeronymo. Nas empresas Cast e Dateasy Informática, em Brasília.

A força-tarefa ainda foi a imóveis dos sobrinhos do conselheiro, a DJM Serviços, a endereços ligados a Nabor Barbosa Filho, Pedro Bedoglim Junior. Todos também tiveram sigilos fiscal e bancário quebrados.

A decisão do ministro Francisco Falcão é datada de 17 de maio deste ano. A reportagem tentou contato por telefone, mas não conseguiu ouvir os citados. O TCE informou que não vai se manifestar sobre a operação contra três dos sete conselheiros. 

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS