quinta, 04 de junho, 2026
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Mais um caso de violência contra motorista de aplicativo foi registrado em Campo Grande. Dessa vez, a vítima, de 49 anos, foi sequestrada na madrugada de quinta-feira (27) depois de terminar uma corrida no Bairro Universitário, em Campo Grande.
A violência conta motoristas começou por volta de 2017, ano seguinte em que a plataforma começou a operar na cidade. A questão do aplicativo autorizar o recebimento de dinheiro em espécie também tem contribuído para que os profissionais passassem a ser visados pelos criminosos.
Trabalhando como motorista há 12 anos, Anderson Cleiton Lopes lamenta que a criminalidade tenha aumentado. “Infelizmente a nossa profissão é visada. Estamos vulneráveis, em especial por aqueles que querem dinheiro rápido e fácil para drogas. O medo existe. Não é inteligente o profissional que trabalha sem medo. Se você teme pela sua vida, procura fazer coisas para evitar”, explica.
Segundo ele, há sempre uma lista de locais considerados perigosos e que se possível tentar evitar embarcar nesses locais. “Ou quando vai em um local embarcar, percebe uma movimentação estranha. É melhor deixar de embarcar do que pagar pra ver”, conta, dizendo ainda que nesses bairros considerados perigosos, há pessoas de bem, porém que acabam pagando pelas atitudes de outros.
Para Fuad Salamene Neto, a onda também de desemprego e aumento do preço de vários itens essenciais contribuiu para que os assaltos ficassem constantes. Ele reclama que a categoria não tem auxilio dos órgãos públicos.
“O problema que se evitarmos andar sem dinheiro a agressão é maior ainda”, relata.
Segundo o presidente da APPLIC-MS, Paulo Pinheiro, os crimes têm se tornando corriqueiros desde 2017. “A partir do momento que liberou receber o valor das corridas em espécie aumentou muito a questão de assalto, antes era só no cartão”, explicou.
Ele conta que a APPLC-MS já se reuniu diversas vezes com as forças policiais que fizeram ter uma leve queda em relação a violência com os motoristas e passageiros, mas que a associação vai intensificar a cobrança por mais segurança. “
De acordo com Pinheiro, não há dados de casos de violências contra motoristas, porém afirma que já houve em apenas um mês pelo menos 15 ocorrências, que inclui ferimentos com facas e armas de fogo.
“Vamos buscar essa parceria novamente com mais eficácia. Não adianta prender hoje e soltar amanhã. Vamos nos reunir com o comando da polícia civil, militar e guarda civil, precisamos fazer uma parceria para diminuirmos esse problema tão sério que é a violência contra a nossa categoria”, concluiu.
Dicas de segurança
Segundo o presidente da APPLIC-MS, antes de aceitar uma corrida, ver as informações e as notas de cada passageiro. Veja se a chamada é de terceiros, horário e local da chamada é importante. Se desconfiar, não aceite a corrida. “Para nós o mais importante é a integridade física do nosso profissional, não veja só o valor da corrida, veja se aquela corrida não vai trazer preocupação”, finaliza.
Fuad compartilha como tenta se prevenir. “A medida de segurança que eu possuo é seguro do veículo e rastreamento de empresa de segurança, porém, isso sai uma média de 400 mensal e, muitos motoristas também não tem a malícia de identificar o assalto”, conta.
Anderson que trabalha há anos na profissão também dá dicas para trabalhar mais seguro. “Se possível participar de grupos de motoristas para trocar informações, investir em câmeras que gravem o percurso. Tentar detectar a intenção do passageiro. Se não se sentir bem, finalize a corrida antes mesmo de chegar ao fim. Pare em um posto de combustível ou outro lugar de movimento. Só Deus para nos livrar”, conclui.
Caso recente
Um motorista de aplicativo de 49 anos foi sequestrado na madrugada desta quinta-feira (27), em Campo Grande, após terminar uma corrida, no Bairro Universitário. Ele foi colocado dentro do porta-malas do veículo.
Informações são de que o motorista estava terminando uma corrida, quando os bandidos colocaram vários objetos no meio da rua, fazendo uma espécie de barreira para forçar que o veículo parasse. Os bandidos renderam o motorista, o amarraram e colocaram dentro do porta-malas.
O motorista disse que foi ameaçado de morte e que ficou rodando com os bandidos preso no porta-malas. Depois de pelo menos 2 horas, a vítima foi libertada no Bairro Jardim Noroeste.
Segundo o motorista de aplicativo, os bandidos levaram a sua carteira, três celulares e R$ 500. Não há informações sobre as características dos bandidos.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS