quinta, 04 de junho, 2026
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Era para ser um sonho, mas, se transformou em pesadelo. Esse é o sentimento dos moradores da rua das Orquídeas, na Vila Bela, em Coxim, com a emblemática obra do “Buracão da Vila Bela”, onde o governo do Estado está gastando mais de R$ 20 milhões.
O problema é que a obra está prestes a engolir algumas casas entre a avenida Frei Cirino e a rua Dama da Noite. Tudo isso porque a empresa responsável arrancou toda a estrutura de concreto que servia como drenagem e a água das chuvas abriu uma grande cratera, ameaçando as residências num percurso de 250 metros.
Segundo moradores da rua, a estrutura existente foi removida há 40 dias, aproximadamente. “Se a obra ainda está a uns 200 metros para baixo da avenida, qual a necessidade de arrancar toda a estrutura para cima”, questionou uma moradora da rua que não quis se identificar.
Num dos trechos percorridos por nossa reportagem, o pedestre tem aproximadamente 30 centímetros para passar, correndo risco do barranco ceder e ele cair no enorme buraco. Veja, na foto ao lado, que um cachorro de porte médio ocupa todo o espaço.
A situação mais grave foi encontrada na esquina das ruas das Orquídeas com Saudade. A dona de casa Cícera Maria de Arruda, de 49 anos, mostra que o muro da sua casa pode ser levado com mais uma chuva. Não tem um metro entre a enorme cratera e a estrutura de alvenaria. E olha que a previsão é de chuva durante toda a semana em Coxim.
Ela conta que o carro da família não entra mais no quintal e isso tem causado um grande transtorno, principalmente na locomoção de sua sogra, uma idosa de 78 anos com mobilidade reduzida. “Passamos um sufoco para tirá-la de casa toda vez que se faz necessário, como ontem, que ela teve de fazer prova de vida. Isso é um descaso”, disse indignada.
Na manhã desta terça-feira (26), o Edição MS flagrou um veículo da Secretaria Municipal de Saúde tendo de parar na esquina da rua da Saudade e os agentes se arriscando para chegar até as casas dos moradores.
Se você pensa que os transtornos param por aqui está muito enganado. Quem mora na rua das Orquídeas também tem de convier com a falta de água em decorrência da cratera. A rede estoura com os desbarrancamentos e a Sanesul tem de fazer gambiarras, deixando mangueiras expostas onde deveria ser calçada, para restabelecer o fornecimento.
O presidente da Vila Bela, Alex Alves, que também é vice-presidente da UCAM (União Coxinense de Associação de Moradores), informou que as reclamações são diárias por parte dos moradores. Não é só a ameaça de perder o único patrimônio conquistado ao longo da vida, existe ainda o risco de doenças, como a dengue, por conta da água parada na cratera.
Nossa reportagem vai entrar em contato com o governo do Estado, cobrando um posicionamento acerca da situação. A resposta vai ser incluída na reportagem.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS