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O que é a languidez, estado entre a depressão e o entusiasmo

Se a maioria das respostas foi “mais ou menos”… você pode ter languidez. Não se assuste, não é nada preocupante. Mas é algo que precisa ser tratado, especialmente quando se prolonga por muito tempo.

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22 de agosto de 2022

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Coxim Agora

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Vamos fazer um pequeno jogo de perguntas. Você pode responder “bem”, “mal” ou “mais ou menos”. Vamos começar?

Como vai o seu trabalho? Como foi a sua semana? Como vão as coisas com seu companheiro ou companheira? No geral, como você se sente?

Se a maioria das respostas foi “mais ou menos”… você pode ter languidez. Não se assuste, não é nada preocupante. Mas é algo que precisa ser tratado, especialmente quando se prolonga por muito tempo.

Mas o que é a languidez?

Sem rumo e sem motor

Trata-se de um estado emocional no qual “não há propósito de vida, há estagnação, sentimento de vazio e falta de paixão”, explica a venezuelana Verónica Morera, diretora do portal Purple Rain Nutrition, especializada em saúde mental integrativa.

Neste estado “mais ou menos”, o principal é que sentimos apatia ou vazio. Segundo Morera, “somos funcionais, mas agimos no automático”: nós nos levantamos, tomamos café, banho, vamos ao trabalho e cumprimos nossa jornada “porque precisamos fazer”.

Mas seguimos sem rumo, ou seja, sem propósito de vida e sem o motor proporcionado pelo desejo e pela paixão.

Não é algo patológico, pois faz parte dos estados emocionais normais das pessoas — e todos nós podemos nos sentir assim, até dentro de um mesmo dia, com “picos de inspiração e de apatia”, explica Morera.

Mas, quando se está lânguido, “não há picos, tudo é plano”.

E o problema surge quando esse nivelamento, essa languidez, se torna algo crônico.

Além dessa apatia constante em relação a tudo, existem outros sintomas que podem nos ajudar a detectar a languidez.

Por exemplo: você foi de casa para o trabalho, mas não lembra como chegou lá. Ou você ficou muito tempo nas redes sociais, mas não sabe o que viu. Você não retém nada.

Morera destaca que ficar muito tempo concentrado em alguma coisa é um dos sinais de alerta.

“É uma forma de regular o sistema nervoso, existe um vazio e um excesso de distrações para fugir.”

Ela destaca que os excessos em geral — de redes sociais, comida, álcool, esportes, saídas — são uma ferramenta de evasão.

É possível sentir também desconexão do mundo real — “há uma dissociação, uma sensação de não pertencimento”, indica Morera.

Podemos andar pela rua, por exemplo, sem nos dar conta de nada, ou pedir um café sem ver as pessoas à nossa volta.

Pode haver até uma desconexão com o nosso próprio corpo. Não percebemos que precisamos tomar banho, que temos fome, sede ou estamos saciados.

Precursora da depressão

A psicóloga clínica chilena Javiera Torres, professora da Universidade Finis Terrae, em Santiago do Chile, afirma que, para verificar a languidez, podemos prestar atenção às atividades de que sempre gostamos, mas que deixaram de despertar nosso interesse.

Se você costumava pintar seis dias por semana e vai reduzindo a intensidade ao ponto de não querer mais, de provocar tédio, “observe este alerta e acorde”.

Torres destaca que, embora a languidez “não seja depressão, isso não quer dizer que não seja importante”.

Ela pode ser uma forma de nos protegermos em momentos em que “é preciso sobreviver e seguir adiante em meio às incertezas”, como aconteceu com muita gente durante a pandemia — exatamente quando o termo se tornou popular.

“O problema do modo de sobrevivência é que ele só pode ser usado por períodos curtos”, diz Morera.

Se ele se prolongar, pode se transformar em depressão.

“Deixei tanto de sentir paixão na minha vida que, em algum momento, eu me conformei com esse estado de achatamento”, explica Morera sobre o pensamento que acomete quem sofre de languidez.

E este estado, segundo a psicóloga venezuelana, passa de uma zona cinzenta para a escuridão, de onde é mais difícil sair.

E fazer tudo em modo automático vai te levar a não querer se levantar da cama, a ver tudo pelo lado negativo e não cumprir com a rotina do dia a dia.

Mas existem formas de evitar que se chegue a este extremo.

Perceber e agir

“A languidez é um aviso, uma chamada para a mudança, algo que meu corpo está fazendo e não quer mais”, afirma a terapeuta espanhola Ana Sánchez-Anegón, fundadora da empresa El Animal Emocional.

Ela afirma que é preciso fazer uma análise das nossas relações, do nosso trabalho e das nossas motivações:

“É um rompimento para assumir as rédeas da nossa vida.”

Depois de “observá-la de frente e deixar de evitá-la”, é preciso tomar atitudes para ir atrás do que Verónica Morera chama de “estado flow”, que pode ser traduzido como “fluxo”.

A expressão nos transporta para o campo da música: quem tem “flow” sente a música, movimenta-se e transmite ao mundo essas emoções e sensações.

Mas como chegar a este estado flow?

“Com maestria, mindfulness (atenção plena) e propósito”, explica Morera.

Ou, em bom português: “Sentir-se competente, [saber] que contribui com algo e não faz sempre o mesmo, conectando-se com o presente e prestando plena atenção no que você faz — e, além disso, que tudo tenha um sentido”.

Não podemos, da noite para o dia, fundar um hospital e encontrar a cura do câncer enquanto fazemos meditação. Mas podemos fazer pequenas coisas que comecem a nos “cutucar” para recuperar a conexão, a paixão e encontrar um sentido.

“Pode ser algo simples, como jogar um videogame com seu companheiro ou companheira, ou com um amigo, e gravar a partida. É algo que serve de ritual, dá sensação de pertencimento, de se sentir competente. Você tem concentração total, e é algo que importa, porque estamos nos conectando e vamos gravar a partida. Podem ser coisas assim, pequenas”, sugere Morera.

O que também pode ajudar dentro da nossa rotina é incluir coisas, por menores que sejam, que envolvam novidade e te ajudem a se conectar consigo mesmo ou com seu entorno.

Morera aconselha, por exemplo, a deixar o celular em casa e “se perder”, pegando caminhos diferentes para ir ao trabalho (para evitar o piloto automático) ou indo a lugares novos que nos exponham, pouco a pouco, a essas novidades.

Podem ser ainda coisas que ofereçam uma espécie de choque ao sistema nervoso, como uma ducha fria e repentina, mesmo que seja aos poucos, movimentar o corpo ou tocar os pés com a terra.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS