quinta, 04 de junho, 2026
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Na última semana, novo golpe aplicado por estelionatários acabou pegando uma vítima, de 66 anos, de surpresa. Em tratamento por causa de um câncer e com dinheiro guardado para pagar os exames, a vítima teve R$ 10.432,22 retirados das contas após acreditar que estava falando com funcionários dos bancos.
Em relato ao Midiamax, a vítima contou que estava em casa quando o telefone tocou e o homem se identificou como funcionário da Caixa Econômica, confirmando o nome e o CPF da vítima. Ele disse que era gerente e que tinha identificado uma movimentação estranha na conta da vítima, passou um número de protocolo e falava seriamente.
A vítima, sem passar outros dados, olhou a conta e achou que tinha ocorrido uma transferência que ela não tinha feito. Assim, o suspeito passou um telefone para o qual ela deveria ligar, para resolver o problema. A vítima ligou e um outro homem a atendeu. Este pediu para a vítima abrir a conta pelo aplicativo do celular. “Preciso fazer uma varredura no seu celular, para fazer o estorno”, teria dito o criminoso.
Conforme a vítima, a conta da Caixa era usada apenas para poupança, onde todo mês ela guardava parte do dinheiro para os exames oncológicos. O suspeito, então, pediu a senha do aplicativo do banco para a vítima, que desconfiou de golpe e se negou. Calmo, o criminoso disse: “Então amanhã a senhora vai à Caixa para verificar, mas vou passar para outra pessoa que vai falar para a senhora baixar um antivírus”, disse.
Controlando o celular a distância
Foi neste momento que o suspeito transferiu a ligação para uma mulher. Ela orientou a vítima a baixar o aplicativo, chamado AnyDesk. A vítima baixou o aplicativo e a criminosa, ao telefone, pediu o número que apareceria após o aplicativo ser instalado. “Eu passei, não era senha, não era do meu aplicativo do banco, então passei”.
Com isso, os criminosos conseguiram controlar remotamente o celular da vítima, a distância. “Imediatamente a tela do meu celular começou a mexer sozinha e eles fizeram vários PIXs. Não conseguia desligar o aparelho, nem sair do aplicativo da Caixa”, disse a vítima. Ela ainda conseguiu tirar um print do momento em que os PIXs eram feitos e gritou pela filha.
Ainda assim, a criminosa disse ao telefone: “Não fica nervosa, é assim mesmo. Daqui 12 horas a Caixa vai te ressarcir todo o valor”, enganando a vítima. Antes de desligar, a mulher ainda falou que viu que a vítima tinha conta no Bradesco e em outro banco e disse para ela entrar em contato.
Durante todo o tempo, os criminosos demonstraram ser pessoas bem instruídas, passando número de protocolos, solicitando o e-mail da vítima para enviar relatórios do atendimento. “Eles tinham todo o aparato, eram pessoas educadas e instruídas”, disse a vítima. Quando desligou o telefone, ela tentou chamar o gerente do Bradesco pelo WhatsApp.
Neste momento, o telefone fixo tocou e um homem disse ser o gerente, inclusive citando o nome. Novamente a vítima acreditou que era ele e contou que o celular foi invadido e o dinheiro todo retirado da conta. O criminoso também acabou passando um golpe na vítima, pediu para ela abrir o aplicativo do Bradesco e os suspeitos, ainda controlando o celular da vítima remotamente, também limparam essa conta bancária.
Prejuízo total
A vítima procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, logo após o ocorrido. “Os policiais foram maravilhosos comigo”, contou a vítima, que recebeu o suporte necessário. Ela teve prejuízo de R$ 10.432,22 com o golpe e entrou em contato com os bancos, que não se responsabilizam pelas transferências, já que foram feitas com a senha da vítima.
“Tenho R$ 4 para passar o mês. Os policiais me orientaram a desinstalar todos os aplicativos dos bancos, salvar as fotos em nuvem e mudar o PIN do meu chip, fazer uma limpa”, disse. “A gente trabalha tanto pra ter descanso no fim da vida e ser lesada por uma quadrilha”, lamentou a vítima.
Ainda segundo ela, outras duas pessoas também teriam passado pela mesma situação. Sem tanto conhecimento da tecnologia, a vítima mal sabia que alguém poderia mexer no celular dela remotamente.
Que cuidados devo tomar?
Em abril deste ano, o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) identificou um detento que, mesmo do Instituto Penal, conseguiu aplicar mais de 80 golpes. “Muitos autores são presidiários, que contam com logística de fora do presídio para fazerem a ‘correria’”, destacou a delegada titular, Ana Cláudia Medina.
Ainda conforme a delegada, a primeira orientação é sempre não fornecer dados pessoais quando a vítima recebe ligações de pessoas dizendo serem de bancos. “Se possível, contate o gerente ou responsável pelo banco indo direto na agência para verificar se tem alguma situação pendente que necessite o fornecimento desses dados”. A recomendação em todos os casos é que, de forma alguma, a pessoa forneça dados pessoais pelo telefone, principalmente se não forem números oficiais das agências bancárias.
“A criminalidade sempre busca alguma falha ou lacuna para inovar as formas de fraude. Os dados pessoais não podem ser fornecidos para alguém que não se conhece”, ressaltou a delegada. Também segundo Medina, outros tipos de negociação pela internet, como de venda de produtos, devem ser feita de maneira a não se fornecer dados pessoais de documentação ou endereço.
Uma maneira de identificar o golpe é perceber que a pessoa que liga para a vítima acaba pedindo dados para distrair a pessoa e a “segura” na ligação. Assim, não a deixa confirmar os fatos. “Nunca forneça detalhes de dados bancários, por telefone ou WhatsApp, não mande fotos dos documentos”, pontuou a delegada.
Uma vez identificado o golpe, mesmo se a vítima não tiver prejuízo, é necessário que procure a delegacia. “É importante que informe por meio do boletim de ocorrência, para que as forças de Segurança tenham conhecimento das formas como os estelionatários estão aplicando os golpes. Não há vergonha alguma em dizer que caiu em um golpe e é importante comunicar, para que a polícia oriente e novas vítimas não caiam, evitando que os criminosos enriqueçam por meio das fraudes”, finalizou.
Nova lei
Em maio deste ano entrou em vigor a Lei 14.155/21, que amplia as penas por crimes praticados com uso de aparelhos eletrônicos. A pena é estipulada em 4 a 8 anos para o crime de furto – como o caso da vítima em questão – por meio de dispositivos eletrônicos, conectados ou não à internet, por meio de violação de senha ou uso de programas invasores.
Se praticado contra idoso ou vulnerável, também como foi o caso, a pena aumenta de 1/3 ao dobro, considerando o resultado.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS