quinta, 04 de junho, 2026
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Mato Grosso do Sul vive uma escalada preocupante na inadimplência. Apenas nos três primeiros meses de 2025, mais de 31,5 mil moradores do Estado ingressaram na lista de negativados, o que representa, em média, 350 novos devedores por dia. Os dados são do Serasa.
Segundo o levantamento, em dezembro do ano passado, o número de inadimplentes no Estado era de 1,129 milhão. Já em março deste ano, o total subiu para 1,161 milhão, aumento de 2,8% no período. O volume representa mais da metade da população economicamente ativa de Mato Grosso do Sul, estimada em 2,147 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O perfil do endividamento também chama atenção: cada consumidor negativado possuía, em média, quatro dívidas registradas em seu CPF. O valor médio das pendências foi de R$ 6,3 mil, acumulando uma dívida total superior a R$ 7,42 bilhões em todo o Estado.
As principais fontes do endividamento seguem o padrão nacional, com o cartão de crédito e instituições bancárias no topo da lista, respondendo por 29,92% das dívidas. Em seguida aparecem as financeiras (17,60%) e as empresas prestadoras de serviços (15,05%). Já as chamadas “utilities” contas de água, energia e gás representam 14,72% das pendências. O varejo (11,28%), cooperativas (3,55%), empresas de telecomunicação (3,33%) e securitizadoras (1,56%) completam o cenário.
Especialistas alertam que o avanço da inadimplência é reflexo de um cenário de persistente aperto financeiro das famílias, agravado por juros altos, inflação resistente e renda comprometida.
O cenário sugere que, sem intervenções estruturais, Mato Grosso do Sul pode continuar vendo sua população mergulhada em dívidas e com o nome negativado um fardo que compromete não só o consumo imediato, mas também a capacidade de recuperação econômica do Estado no longo prazo.
Estar com o nome negativado gera uma série de dificuldades que afetam diretamente a vida financeira, profissional e emocional da pessoa. A restrição no CPF funciona como um bloqueio no acesso ao crédito, o que impede a obtenção de financiamentos, parcelamentos, cartões de crédito e até mesmo a contratação de serviços essenciais, como aluguel, internet ou assinatura de celular.
Um dos impactos mais imediatos é a dificuldade para realizar compras a prazo. Mesmo com renda, o consumidor inadimplente costuma enfrentar exigências mais rigorosas ou até a recusa total de crédito por parte de lojistas e instituições financeiras. A consequência é a necessidade de viver no pagamento à vista, o que pressiona ainda mais o orçamento doméstico.
Além disso, o nome sujo pode ser um obstáculo na vida profissional. Em algumas áreas especialmente no setor financeiro ou cargos de confiança a análise do histórico de crédito faz parte do processo seletivo, e a negativação pode ser vista como um fator de risco.
Outro problema frequente é o acúmulo de juros e multas sobre as dívidas existentes. Muitas vezes, o valor devido cresce de forma descontrolada, tornando a quitação ainda mais difícil e alimentando um ciclo de inadimplência.
No aspecto emocional, a situação de inadimplência causa estresse, ansiedade e, em casos mais graves, até depressão. A pressão de cobranças constantes e o sentimento de impotência diante das finanças desorganizadas afetam o bem-estar e a autoestima.
Por tudo isso, recuperar o crédito não é apenas uma questão financeira é um passo fundamental para retomar o controle da vida. Negociar dívidas, buscar programas de renegociação e investir em educação financeira são caminhos para sair do vermelho e reconstruir a estabilidade.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS