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No último feriadão antes da Piracema, Imasul alerta para regras da pesca sustentável

O último feriadão antes do fechamento da pesca para a reprodução dos peixes promete levar muita gente às barrancas dos rios de Mato Grosso do Sul, e o melhor conselho para quem não quer estragar a diversão é respeitar as regras ambientais.

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9 de outubro de 2019

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Assessoria - Governo do Estado

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O último feriadão antes do fechamento da pesca para a reprodução dos peixes promete levar muita gente às barrancas dos rios de Mato Grosso do Sul, e o melhor conselho para quem não quer estragar a diversão é respeitar as regras ambientais. Na sexta-feira (11.10) é feriado em celebração à criação do Estado, mas algumas categorias começam a folgar antes. Funcionários públicos estaduais, por exemplo, já não trabalham na quinta-feira pela antecipação do feriado do Dia do Servidor (28/10). E sábado é feriado nacional, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

O período de defeso dos peixes se estende de 5 de novembro até 28 de fevereiro, conforme disciplina Resolução estadual editada em 2011. Nesse intervalo os peixes sobem os rios em numerosos cardumes na direção das cabeceiras para reprodução. Portanto, fica proibido todo tipo de pesca e quem for pego praticando a atividade será preso e terá todo material apreendido (incluindo barcos), além de pagar multa.

A única exceção é para os moradores das barrancas dos rios e que sobrevivem da pesca. Essas famílias podem retirar um exemplar ou até três quilos de peixes ao dia, para consumo próprio. “Essa regra só vale para famílias carentes que moram na beira ou próximas ao rio e que utilizam do pescado como fonte de proteína. Esse peixe não pode ser vendido, tem que ser para consumo da família. A Polícia Militar Ambiental vai fazer essa fiscalização”, alerta o diretor presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges. O Imasul é o órgão responsável pela normatização ambiental do Estado e está vinculado à Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Antes de fazer as malas, a primeira providência para quem quer passar o feriadão pescando é emitir a carteirinha, ou Licença Ambiental para Pesca Amadora ou Desportiva. Todo procedimento é eletrônico, basta acessar o site, preencher um formulário, recolher a taxa correspondente na rede bancária e aguardar a liberação da Licença que geralmente sai em uma hora. A impressão é feita através do mesmo site.

Providência seguinte é se inteirar da legislação de pesca de Mato Grosso do Sul. Um passo a passo foi preparado pela equipe da Unidade de Recursos Pesqueiros do Imasul e pode ser acessado nesse link. Os petrechos proibidos tanto para pescador amador ou profissional é um dos itens mais importantes e que podem colocar a pescaria a perder. São eles: cercado, pari, ou qualquer outro aparelho fixo, do tipo elétrico, sonoro, luminoso; aparelhos de respiração e de iluminação artificial na pesca subaquática; fisga, gancho ou garateia pelo processo de lambada ou de chasco; arpão, flecha, espinhel e tarrafa; substâncias tóxicas, químicas ou explosivas; qualquer petrecho de emalhar, ressalvado o uso da tarrafa de isca do pescador profissional.

Restrições

Outro alerta: não são em todos os rios nem em toda extensão dos rios que a pesca é permitida. É totalmente vedada a pesca nos rios Salobra (Miranda e Bodoquena), Córrego Azul (Bodoquena), Rio da Prata (Bonito e Jardim), Rio Formoso (Bonito), Rio Nioaque (Nioaque e Anastácio) e nos rios localizados na Zona de Amortecimento do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.

É permitida apenas a modalidade pesque e solte nos rios Perdido (Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho), Abobral (Aquidauana e Corumbá), Vermelho (Corumbá) e Rio Negro, no trecho que vai da desembocadura do córrego Lajeado, em Rio Negro, até a Fazenda Fazendinha, em Aquidauana.

Tamanhos

Locais definidos e tomadas as precauções necessárias, o anzol já pode ser arremessado com segurança. Na hora da fisgada, entretanto, o pescador consciente deve agir com cautela para não machucar o peixe, até porque nem tem certeza de que esteja no tamanho permitido para ser retirado do rio. “Se o peixe estiver fora da medida, deve ser devolvido imediatamente à água, com cuidado. E a pesca do dourado está proibida no Estado, se algum exemplar for fisgado tem que ser devolvido”, adverte a coordenadora da Unidade de Recursos Pesqueiros do Imasul, Fânia Campos.

A lei protege o peixe que ainda não alcançou a maturidade. A intenção é permitir que as espécies consigam se reproduzir e povoar os rios. As medidas das espécies cuja pesca está autorizada constam no decreto 15.166, de 2019. Jaú a partir de 95 centímetros, pintado aos 90 centímetros, cachara 83 cm, pacu 45 cm, curimbatá 38 cm, piavuçú 38 cm, barbado 60 cm e piraputanga 30 cm. O decreto traz as medidas mínimas e máximas de outras espécies também, portanto deve ser consultado pelo pescador antes de separar o peixe que pretende levar.

Uma vez que o peixe esteja na medida, pode ir à caixa. O cuidado, agora, é com a quantidade que pode ser levada para casa. A cota permitida para transporte de pescado válida para essa temporada consta no mesmo. São cinco quilos, mais um exemplar de qualquer espécie e peso e mais cinco exemplares de piranha. Além disso, o pescador pode levar qualquer quantidade de espécies não nativas das bacias hidrográficas. Exemplos são a tilápia, tucunaré, bagre africano e carpa.

pescador que incorrer em infrações pode ter muita dor de cabeça, prejuízos e ainda acabar preso, dependendo do crime que cometer. A Polícia Militar Ambiental estará com todo seu efetivo em operação nos rios e pontos estratégicos, fiscalizando a atividade pesqueira e o transporte de pescado. Se o pescador for pego sem licença, portando petrechos proibidos ou com pescado fora da medida, terá todo material apreendido, estará sujeito a multa e ainda vai responder a processo criminal.

“Apesar de todo alerta, da importância das medidas ambientais para preservação das espécies, todos os anos a PMA faz apreensões e prisões. Essas pessoas agridem a natureza, estragam o próprio feriadão, ficam proibidas de voltar a pescar, pagam multa, enfim, arrumam um problema enorme. Portanto, não vale a pena correr esse risco. Vamos agir corretamente que tudo ficará bem. Mato Grosso do Sul precisa de pescador consciente”, avisa André Borges.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal