quinta, 04 de junho, 2026
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Às vésperas da relicitação da BR-163, prevista para 22 de maio, balanço divulgado pela Motiva (antiga CCR) revela que a CCR MSVia, um das empresas do grupo, passou por um verdadeiro “milagre econômico” no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado.
Apesar do aumento de apenas 1,6% no fluxo de eixos pagantes nas nove praças de pedágio e do aumento de 3,69% nas tarifas em julho do ano passado, o faturamento oficial com a cobrança de pedágio apresentou um salto de 156%, passando de R$ 42,2 milhões para R$ 108,4 milhões.
Desta forma, a concessionária que administra os 847 quiolômetros da mais importante rodovia de Mato Grosso do Sul saiu de um prejuízo de R$ 97 milhões nos primeiros três meses do ano passado para um lucro de R$ 21,1 milhões em igual período de 2025. Lucro é algo inédito na contabilidade da CCR MSVia desde 2014, quando assumiu a rodovia.
A explicação para este “milagre” aparece no próprio balanço do grupo. Conforme a empresa, “devido à assinatura do aditivo de relicitação da MSVia em junho de 2021, a receita considerada passou a ser de 47,3% do valor arrecadado, impactando a receita e o cálculo da tarifa média. Após a celebração do Termo de Autocomposição em 18 de dezembro 2024, a receita considerada passou a ser 100% do valor arrecadado”.
Ou seja, apesar de no primeiro trimestre do ano passado ter sido cobrado pedágio sobre um total de 13.202.469 de eixos, a empresa contabilizou faturamento de apenas R$ 42,2 milhões, o que equivale a 47,3% daquilo que efetivamente entrou nos cofres da CCR MSVia. O mesmo ocorreu em anos anteriores.
Agora, por conta do chamado Termo de Autocomposição, assinado em dezembro passado, tudo aquilo que foi cobrado sobre os 13.416.119 eixos pagantes passou a ser levado em consideração na contabilidade da empresa e o tradicional prejuízo simplesmente desapareceu.
Como o valor médio por eixo é da ordem de R$ 8,00 em cada praça, o faturamento com pedágio chegou aos R$ 108,4 milhões. Se fosse utilizada a metedologia do ano anterior (47,3% do total), seriam computados pouco mais de R$ 51 milhões e a CCR MSVia mais uma vez teria fechado no vermelho.
Outro aspecto que ajudou a melhorar os números e o lucro da concessionária em Mato Grosso do Sul é a redução de R$ 21 milhões nos investimentos para manutenção da rodovia. Isso ajuda a explicar as reclamações de motoristas relativas a falhas no pavimento, com buracos surgindo ao longo de toda a rodovia, principalmente depois das chuvas dos primeiros meses do ano
Relicitação
Depois da renovação do contrato, prevista para o dia 22 de maio, a empresa terá direito de praticamente dobrar o valor das tarifas, que passariam da casa dos 8 centavos a cada quilômetro para 15 centavos, levando em consideração somente os trechos sem duplicação.
O equivalente a um terço deste aumento está previsto para entrar em vigor já no primeiro ano do novo contrato. O restante deve ser repassado ao longo de três anos, quando algumas das melhorias já tiverem sido feitas.
O novo contrato prevê que mais 190 quilômetros da rodovia sejam duplicados, incluindo os 25 quilômetros do anel viário de Campo Grande, trecho que concentra em torno de 20% de todas as mortes da rodovia, embora signifique apenas 3% da rodovia.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS