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Na contramão do Estado, Capital mantém uso de máscara em locais fechados

Marquinhos Trad manteve a obrigação do uso de máscaras em ônibus, unidades de saúde, entre outros locais fechados

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10 de março de 2022

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Eduardo Miranda, Thais Libni/correiodoestadoms

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Após reunião com várias instituições da sociedade civil na prefeitura de Campo Grande, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) informou que irá manter a obrigação do uso de máscaras em alguns locais fechados, e que a desobrigação do uso da máscara nestes ambientes será gradual.

A decisão do município vai na contramão da decisão tomada pelo comitê do Programa Prosseguir, do governo de Mato Grosso do Sul, que anunciou minutos antes que nesta quinta-feira (10) publicará decreto válido para todo o Estado, desobrigando o uso de máscara.  

“Não é simplesmente você liberar o uso da máscara da noite para o dia. Como é que a partir de quinta ninguém mais precisa usar a máscara? Qual a garantia que a gente tem? Em ambientes fechados, ainda há necessidade. Em transporte coletivo, ainda há necessidade. “Todos queremos tirar a máscara, se já fizemos durante 24 meses, e estamos próximos a retirá-las, porque apostar no escuro”, acrescentou.

Críticas ao governo

Além de autoridades de saúde do município, participaram da reunião integrantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Ministério Público do Trabalho, entre outros.  

Marquinhos Trad ainda levantou suspeitas sobre a decisão do governo do Estado, que classificou como uma “aposta no escuro”.  

Conforme Marquinhos, somente na próxima segunda-feira  que a prefeitura de Campo Grande irá publicar um decreto sobre a nova regra do uso de máscara, mas ele ressaltou que em espaços específicos, o uso continuará obrigatório. “Concordamos (com a retirada da obrigação) em espaço público, mas vamos obrigar ainda em transporte coletivo, vamos continuar obrigando o uso aos funcionários da rede de saúde pública”, afirmou.  

“Vamos obrigar ainda aqueles que estão em atendimento em salas fechadas. Vamos recomendar, em algumas outras situações, para que lentamente, a gente possa, aos poucos, ir retirando o uso da máscara”, complementou.  
 
Escolas

Nas escolas, inclusive as privadas e administradas pelo governo de Mato Grosso do Sul, dentro do território de Campo Grande, Marquinhos também disse que o uso da máscara segue obrigatório.  

Ainda será necessário o uso da máscara. Vamos ainda pedir aos educadores, que os seus alunos utilizem a máscara. Ao ar livre, conforme Marquinhos, o uso da máscara permanece como é: facultativo. 
 
Decisão do governo

Minutos antes das declarações de Marquinhos Trad, o governo anunciou a liberação da população de todo o Mato Grosso do Sul do uso da máscara em ambientes fechados. O anúncio foi feito pelo secretário de Infraestrutura e presidente do comitê do Prosseguir, Eduardo Riedel (PSDB).  

Em comum, Riedel e Marquinhos Trad são pré-candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano.  
“Acabamos de tomar uma decisão importante que é a liberação do uso de máscaras em locais fechados”, afirmou Eduardo Riedel, secretário de Infraestrutura, mas que preside o comitê do Prosseguir.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal