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Na base do mutirão, comunidade reforma centro e cria horta comunitária

Pelo menos 40 pessoas, indiretamente, se envolveram no projeto

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23 de setembro de 2015

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Midiamax

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Eles cresceram, se conheceram e se casaram no Conjunto Residencial Octavio Pécora, em Campo Grande. As ruas do bairro compõem boa parte das memórias do casal e, por lá, não há quem não conheça a Cantina do João Wagner e da Rosália. Com o passar dos anos, eles viram o bairro se deteriorar e, em especial, o centro comunitário morrer.

“Estava tudo abandonado. O lixo tomava conta, as paredes estavam pichadas e quase não tinha mais telhas no telhado. Depois passou a ser ponto de uso de drogas e os crimes pequenos começaram a aumentar aqui na região. A gente via aquilo com tristeza mesmo”, explica José Wagner, 52 anos, agora presidente do bairro.

Há um ano, as coisas mudaram e a dupla decidiu topar o desafio. “Conversando com a Rosália, nós tivemos a ideia de começar esse desafio. Não fosse ela, não teríamos iniciado esse trabalho.” Mas começaram. E lá se vão mais de 12 meses de muitas transformações, a começar pelo centro comunitário.

Depois de quase perdê-lo por falta de manutenção, os moradores se aliaram ao casal nesta empreitada e o que se vê agora, em nada lembra o passado do prédio. As telhas foram reformadas, os vidros trocados e as paredes ganharam mais cores. No entanto, foi a horta comunitária que mais união trouxe à comunidade.

“A Rosália fazia um curso na época, e tinha que desenvolver um projeto de revitalização. Escolheu o centro comunitário e, com isso, trouxe um monte de parceiros que tornaram tudo isso possível”, diz João.

Um deles, é o professor Rodrigo Borghezan que conduziu o processo ao lado do casal. Com ele, vieram também os princípios da permacultura e a consciência de que muita coisa pode ser reaproveitada e transformada na natureza.

“Elaboramos um projeto de horta comunitária e de um parquinho com materiais reutilizados. O centro tinha outras necessidade, mas nosso trabalho era a horta e o parquinho. Com o tempo, abraçamos o projeto deles como um todo. E de uma disciplina, a ação se tornou amizade, coisa de família”, diz o professor que já levou a família e os amigos para participar. Cerca de 40 pessoas, indiretamente, participam do projeto.

Aos domingos o grupo se reúne para um “mutirão” no local. O trabalho é duro, mas a diversão é maior ainda. Na composteira, que recebe restos orgânicos da lanchonete do casal e das casas de moradores, eles produzem o adubo que deve colaborar para tornar o solo pobre dá região em terra produtiva.

No meio do vai e vem dos carros no prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, que passa ao lado, a horta deve se tornar um reduto verde. São várias espécies já plantadas e muita coisa por crescer. O trabalho ainda é inicial, mas quem fica alguns minutos por lá, já percebe a presença de borboletas e outros insetos. “quando ressurge a flora, vem também a fauna”.

Durante a semana, os cuidados não cessam e é preciso haver revesamento nas tarefas. O artista plástico Luciano Alonso, é um dos que participam. Ele se desloca do Conjunto Aero Rancho ao Conjunto Residencial Octavio Pécora, pelo menos duas vezes por semana. O modo como chegou ao projeto também é bem interessante.

Horta urbana sempre foi um assunto de interesse para ele. Mas era difícil encontrar pessoas interessadas no mesmo tema. “Fizemos um grupo no Facebook para falar sobre hortas e conheci o projeto deles e perguntei se não poderia participar. Isso foi há quatro meses, desde então, Luciano não se afastou mais do projeto.

“Não moro no bairro. Mas é um projeto que me interessa muito e participar é bem importante porque acho que a sociedade não precisa ficar esperando o poder público propor soluções e medidas. Nós todos podemos atuar e transformar”, diz Luciano que já tentou implantar projetos como este no Bairro em que vive, mas não obteve sucesso. “É preciso haver envolvimento da comunidade, senão, não adianta”, diz enquanto molha das plantas.

Para arcar com os custos da reforma, que já superou R$ 20 mil, a comunidade realiza almoços, feijoadas e outros eventos. No entanto, pelo menos 80% do valor saiu dos cofres de Rosália e José Wagner.

“As pessoas perguntam, questionam o fato de termos nos envolvido tanto nisso aqui. Mas é amor, sabe? Não teria como deixar isso tudo acabar, não se importar. É a história de tanta gente, tantas memórias. Vale muito a pena”, diz José Wagner que pretende concluir a reforma em outubro.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

4 de junho de 2026

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

 

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal