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Mulher é internada em hospital para operar vesícula e sai sem o útero

Família de Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, acredita que erro médico ocorreu porque outra paciente com mesmo nome estava internada na unidade

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19 de junho de 2015

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Rádio Globo

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A cuidadora de idosos Kátia Regina Vargas Araújo, de 45 anos, deu entrada na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória, no centro de Belford Roxo, Baixada Fluminense, nesta quarta-feira, para operar a vesícula, mas acabou tendo o útero retirado na sala de operação. Mais de 24 horas depois de passar pelo centro cirúrgico da unidade de saúde, Kátia e o marido, o auxiliar de serviços gerais Arnaldo Pinto Araújo, de 49 anos, não receberam nenhuma explicação sobre a mudança na operação. A clínica é particular e tem convênio com o SUS. O marido de Kátia, que soube da retirada do útero em vez da vesícula na quinta-feira pela manhã, depois que a própria mulher ligou para ele, acusa a unidade de erro médico.

"Ela ligou pra mim às 6 horas da manhã me avisando, falando: 'Arnaldo, aconteceu uma tragédia. Eles me operaram errado. Em vez de me operar a vesícula, eles tiraram o meu útero'. Todo o prontuário, todos os exames dela, eram para fazer a cirurgia da vesícula", conta.

Segundo Arnaldo, a cirurgia de vesícula estava marcada inicialmente para o dia 28 de maio, porém, quando a família chegou para o procedimento, a casa de saúde estava fechada. A cirurgia foi então remarcada para esta quarta-feira, dia 17. Kátia Regina deu entrada no hospital às 11h30. O médico que deveria operá-la não estava na unidade e outro médico operou a cuidadora de idosos. O marido de Kátia acredita que o médico pegou o prontuário errado na hora de ir para a sala de cirurgia, já que outra paciente com o mesmo nome estava internada na casa de saúde.

"Como tinha uma outra pessoa com o mesmo nome da minha mulher, ele [o médico] deve ter pego o prontuário errado e aí ele fez essa operação. Quando ela acordou, foi que ela viu que o procedimento foi errado", diz.

A nossa reportagem esteve na clínica durante toda manhã desta sexta-feira, mas ninguém da administração da unidade quis se pronunciar. O marido de Kátia afirma que o médico que deveria ter feito o procedimento, doutor Marcos Macedo, admitiu o erro e informou que a cirurgia de vesícula deve ser na sexta-feira da outra semana, quando a mulher for retirar os pontos. A família, porém, está preocupada de a mulher passar por mais uma operação em tão pouco tempo. Enquanto isso, Kátia Regina continua sentindo dores e passando mal por causa do problema na vesícula.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Glória já havia sido interditada no final de março deste ano por falta de equipamentos, inadequação de estrutura física no processo de trabalho e por indisponibilidade de recursos humanos. Ainda de acordo com a secretaria, a casa de saúde foi reaberta um mês depois após resolver os problemas. O advogado da paciente, Maximino Gouveia, afirmou que vai registrar o ocorrido na delegacia de Belford Roxo por negligência médica e levar o caso até o Cremerj, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal