quinta, 04 de junho, 2026
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Apesar de fazer fronteira seca com dois países e de possuir a maior população carcerária do país, Mato Grosso do Sul está se consolidando como um dos estados mais seguros do Brasil. É o que comprovam levantamentos como o Monitor da Violência – feito pelo G1, Núcleo de Estudos da Violência da USP e Fórum Brasileiro de Segurança Pública – e os números da Secretaria de Justiça e Segurança Pública.
Relatório do Núcleo de Estatística e Análise Criminal mostra que nos primeiros quatro meses do ano (janeiro a abril), Mato Grosso do Sul teve queda de 12,56% nos delitos. Foram 1.871 crimes a menos. Dos 12 tipos de crimes, nove sofreram reduções, incluindo feminicídio (-8,3%), furtos (-11,9%) e roubos (-17,4%).
Já o Monitor da Violência revela que em março, último mês disponível da pesquisa, Mato Grosso do Sul teve o 4º menor índice de crimes violentos (1,37 para cada 100 mil habitantes). Os únicos estados que conseguiram números melhores foram São Paulo (0,73), Santa Catarina (1,10) e Rio Grande do Sul (1,32). Enquanto isso, a média nacional foi de 1,97 crimes violentos/100 mil habitantes.
A redução de crimes no Estado não é uma novidade causada pela pandemia do novo coronavírus, mas um resultado que tem se repetido continuamente. Observando os dados do Monitor da Violência, chama a atenção a queda ano a ano, de forma ininterrupta, registrada pelo levantamento a partir de 2017, quando o índice de mortes violentas caiu de 23,3 para 20,6 para cada 100 mil habitantes. Um ano depois, o índice encolheu para 17,5 e, em 2019, recuou ainda mais, para 16,96.
Para o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, os números são produto dos chamados três “is”: Inteligência, Investimento e Integração entre as forças de segurança, sistema penitenciário e outras secretarias.
“É um conjunto que regido de forma integrada pelos gestores das instituições que integram a Secretaria de Justiça e Segurança Pública conseguem resultados esperados. Quando você começa a competir com seus próprios números, aumenta o desafio. Se você pega uma descendente e com crescimento populacional, você tem não apenas que manter os investimentos, mas aumentar os trabalhos de todas as instituições, com o apoio indispensável de outras secretarias, principalmente da Educação, da Saúde, da Infraestrutura e Assistência Social”, disse.
Desde 2015, Mato Grosso do Sul investiu mais de R$ 130 milhões em aquisição de viaturas, armamentos, munições, comunicação e equipamentos de proteção, concursos, formação, habilitação e promoções.
Videira explicou, no entanto, que o trabalho no combate à criminalidade e à violência não se restringe ao trabalho de prevenção e repressão, mas também ao monitoramento constante dos resultados, às medidas de ressocialização e ao investimento de forma equilibrada entre as forças de segurança.
É um trabalho contínuo que não para nem mesmo no ano da pandemia de Covid-19. Mais de 300 viaturas vão ser entregues neste ano, entre vários outros investimentos como melhorias nas instalações das unidades de segurança.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS